24 dezembro, 2004

Release do Idealizador

Uma overdose de cultura em 2005

Baseado na frase, “O escritor tem que ser o retratista do seu tempo”, é que eu empenhei em me besuntar de todos os tipos de escrita. O resultado não poderia ser diferente.
Participo das seguintes publicações: Revista Caros Amigos Literatura Marginal edição 2004, com o conto urbano contemporâneo “Um dia comum”.
Antologia literária e artística “Artez” volume V, com o mesmo conto da revista, mas em edição revisada.
Antologia de contos, crônicas e poesias “No limite da palavra” editora Scortecci, com um conto erótico intitulado “Sexo é cultura”.
E pra fechar o pacote de publicações vem a Antologia poética “O Rastilho da Pólvora” da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), onde participo com uma poesia em homenagem ao meu município, “Senhora cidade”.
Á convite de Alessandro Buzo e recepção calorosa de Dudu de Morro Agudo, passei a fazer parte e honrar a lista de colunistas do site do Rio de Janeiro: www.enraizados.com.br.
Nos primeiros meses de 2005, estarei preparando o lançamento do meu primeiro livro, um romance intitulado “Graduado em Marginalidade”.
Alessandro Buzo, o escritor de “Suburbano Convicto”, me presenteou com um magnífico prefácio onde já no começo injeta a excitação e curiosidade no leitor para que ele mergulhe gulosamente na obra.
Com certeza o poeta Sérgio Vaz seria questionado se não desse um pingo de sua essência poética nesse livro. Com uma poesia inédita especial para o Graduado em Marginalidade, com o nome “O Alquimista”, Sérgio Vaz faz uma metáfora filosófica com o livro de Paulo Coelho e o protagonista principal do meu romance.
Sem dúvida terei que me armar de argumentos mil para debater com os maldosos.
O livro que está nas mãos de especialistas (sem modéstia), aguarda a resposta final.
Uma editora se mostrou interessada em publicar a obra, mas devido um pequeno detalhe, e que detalhe, o lançamento só seria feito em junho de 2005. Enquanto isso segue as negociações.
Agradeço ao escritor Fernando Bonassi pela indicação feita. Independente do resultado dessa indicação trabalharemos muitos e muitos anos juntos.
Nos meus debates e nas minhas palestras, procuro dizer sempre que se for para esse ou aquele entrar na literatura, que entre com vários objetivos, porém, um deles deve ser ressaltado: O objetivo de entender a si mesmo, depois a humanidade.

Ademiro Alves (Sacolinha)
Idealizador do projeto cultural
Literatura no Brasil!

Ganhadores

Ganhadores da promoção
Resposta: Machado de Assis

Ana Botelho / Ferraz de Vasconcelos – S.P
Luiz Valdeci / São Thomé das Letras – M.G
Rodrigo Francis Carmeliano / Itapevi – S.P

Esses ganhadores receberão o kit no prazo máximo de cinco dias úteis.

21 dezembro, 2004

Promoção L.B

Atenção
Quem foi o criador da Academia Brasileira de Letras?

Envie a resposta para o e-mail abaixo, os três primeiros que responderem certo, irão ganhar um kit Literatura no Brasil: 1Camisa L.B – 2 adesivos p/ carro e bicicleta e 2 livros, O amante do Vulcão, de Susan Sotang e Antologia de contos, crônicas e poesias de vários autores.
Mas atenção, é só os três primeiros. Envie junto com a resposta o endereço residencial para o envio do kit.
Os ganhadores terão espaço aqui no site para comentar o prêmio.
E-mail: literaturanobrasil@bol.com.br

Em 2005

Um livro de degraus

O romance Graduado em Marginalidade, primeiro livro do escritor Sacolinha, nos leva a refletir os degraus do ódio e do amor.
O que seria necessário para a Pessoa Amor se tornar numa Pessoa Ódio?
O que significa a palavra Graduado?
Quais são os limites de um ser humano?
Por que o homem é podre e cheio de mistérios?
Todas as respostas serão encontradas nesta obra. Não é um livro de filosofia e nem é essa a intenção do autor. A intenção do autor que se diz ser uma pessoa muito confusa, é de tentar entender um pouco de si e da humanidade.
No livro percebemos a crueza de detalhes, mas passa longe de chocar.
A estória gira em torno de um jovem que cedo perdeu os pais, amigos e sem nada ter feito é enjaulado como se fosse um animal de alto perigo para as pessoas. Um amadurecimento precoce.
O degrau seguinte é o limite da paciência, o preparo de uma cobra rumo ao patamar da ignorância. É aí que a Pessoa Amor se transforma em Pessoa Ódio.
Nada foge aos olhos do narrador, nem mesmo a pornografia explícita em certas partes desse nosso mundo misterioso.
Quem não esperava começa a aguardar, e quem já aguarda não perde por esperar.

Indicação do mês

Dedo-duro e meninão do caixote
(João Antônio)

É uma obra onde você encontra os contos do excelentíssimo senhor João Antônio. Contos como: “Tony Roy Show”, “Milagre chué”, “Excelentíssimo”, “Uma memória imodesta no coração da pouca vergonha”, “Paulo melado do chapéu mangueira serralha”, “Bruaca”, “Frio”, “Lambões de caçarola”, “Bolo na garganta” e o título que dá nome a esta obra.
São dez contos suburbanos escritos por quem foi personagem desse mundo de horrores.
A crítica está bordada com linha corrente, porém, só quem vive nesse meio para entender. Jamais João Antônio foi perseguido por suas críticas. Precisa dizer o por quê?

Querô – Uma reportagem maldita
(Plínio Marcos)


Uma estória suja, totalmente marginal, onde os personagens não ocupam bancos de teatros e nem poltrona de cinema. Um livro limitado ao mundinho de uma essência mundana.
Uma obra de fácil leitura com linguagem totalmente humilde e sem censura alguma. Uma literatura sem papas na língua.

Lançamento

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA POÉTICA DO SARAU DA COOPERIFA DIA 22 DE DEZEMBRO A PARTIR DAS 2OHS VÁRIOS AUTORES 110 PÁGS. R$ 15,00 (SUGESTÃO) LOCAL: BAR DO ZÉ BATIDÃO RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797 jD. GUARUJÁ (CHAC. SANTANA) REF. PERTO DA IGREJA DE PIRAPORINHA SP-SP Entrada: Um brinquedo novo ou usado, para as crianças simples do bairro do mini cine tupy do Zagati INFS. 9333.6508 (SERGIO VAZ)

18 dezembro, 2004

Um poema

O natal da criança pobre
(Francisco Pereira)

O fim do ano se aproximando...
Pensava entristecido e desolado,
Joaquim, mais um desempregado.
Então ele pediu quase chorando:
Oh meu Deus! Que rumo eu trilho?
O que vou dar para meu filho?
O natal esta chegando.

Dias passaram, o natal chegou,
Joaquim tinha um problema,
E para aumentar seu dilema,
O seu filho perguntou:
Papai, papai fala pra gente,
Será que o meu presente,
Papai Noel já comprou?

E o Joaquim muito triste,
Sem dinheiro, desempregado,
Falou pro filho amado:
“Filho; papai Noel não existe,”
“Existe sim, papaizinho,
O Carlos, nosso vizinho,
Já o viu, ele me disse!”

Continuou o filho inocente:
“Carlinhos me disse como ele é,”
“Que ele entra pela chaminé,
Com cuidado, pra não acordar a gente,
Então papai, o bom velhinho,
Assim como para o Carlinhos,
Vai me trazer um presente?,”

Joaquim não suportou,
Sofrendo amargamente
Pegou seu filho carente
Em seus braços, e o beijou,
Com o coração partido
Deu boa noite ao ente querido
Entrou no quarto, bateu no peito e falou:

Deus, oh Deus! Eu te peço humildemente,
Já que eu estou desempregado,
Ao menos para meu filho amado


Ajude-me dar um presente,
Tu bem sabes o quanto eu o amo,
E não quero destruir este sonho
De uma criança inocente.

Então a noite passou;
E no outro dia cedinho,
Lá, lá na casa do Carlinhos,
O papai Noel presenteou,
Mas aquele bom velhinho
Nem Joaquim, nem seu filhinho,
Ele se quer visitou.

E quando a criança acordou...
Olhou pra um lado pra outro
E falou pra seu pai: de novo!
Papai Noel não passou?
E com os olhos encharcados
Em sua humilde cama sentado
Chorando desabafou:

Oh Deus! Desculpe o que eu vou dizer:
Papai Noel não existe, não, existe não,
O meu papai tem razão,
Olha, eu vou explicar por que:
“Ele nunca visitou agente,
E nem me trouxe um presente,
Nunca, nunca um dia veio me ver”.

E se ele existe, ele é muito ocupado,
Ou talvez seja orgulhoso,
Um velhinho rancoroso,
Pois não veio neste ano nem no ano passado,
Quem sabe ele é muito nobre,
Não entra em casa de pobre,
E nem de um desempregado.

Francisco Pereira Gomes é morador de Suzano, Alto Tietê.
Poeta e compositor não pensa em ganhar dinheiro e
nem reconhecimento pelo que escreve. Tem em sua vida
o prazer da escrita, porém, odeia ler.

Sobre vingança