15 janeiro, 2011

VALE A PENA RELEER E REFLETIR

O FIM QUE O HOMEM ESCOLHE




As imagens da dor, as fotografias da morte, o desespero o horror causado pela fúria da natureza pelo descaso do homem.
È hora de acordarmos, para não morrermos dormindo. De que importa dormir no paraíso e acordar do inferno? Deitar em um berço de ouro e acordar na lama? De que adianta subir tão alto para cair a uma velocidade de cem kilometros por hora. A onde está a glôria destas coisas?
É, infelizmente muitos tiraram férias da vida, para viver na morte. Foi isto que aconteceu com os que foram passar férias em Petrópolis, Rio de Janeiro. Até quando estas tragédias irão acontecer? Até sempre. O descaso, e desrespeito com a natureza chegou ao ponto que não tem volta. Deus fala, a natureza avisa, o homem não dá ouvidos, Deus permite a natureza dá a resposta. E o homem, ora o homem, se não fez nada na vida quando ainda podia, imagina na morte que nada mais depende dele. Realmente  Deus determina a hora, mas o homem escolhe seu fim.
















Fim dos tempos



Castigo de Deus?
Maldade dos demônios?
Ira dos oceanos?
Vingança da natureza?
Não se sabe ao certo.
Mas o sol deixa de brilhar,
A lua se esconde,
As estrelas se ocultam,
Os céus vestem luto,
As nuvens choram,
Os mares esbravejam,
Os rios transbordam,
Os montes deslizam,
As pedras rolam,
A terra treme,
Os vulcões cospem fogo,
Os homens morrem,
É o fim dos tempos.




Francis Gomes

09 janeiro, 2011

NORDESTE, MINHA JERUSALÉM



Meus  Queridos, só quem nunca sentiu saudades não sabe o que significa uma dor infinita. É o tipo de dor que não tem cura. Quanto mais o tempo passa mais aumenta. Se o  oxigénio é o combustível do fogo, a distancia é o que faz a saudade queimar dentro do coração, como um brasa viva, uma  chama de labaredas altas, que tortura sem parar.
O norteste brasileiro é uma coisa muito louca. Ao mesmo tempo que é lindo maravilhoso, um paraíso, também é um inferno. Quando chove o nordeste é um paraíso, mas quando a seca castiga é um inferno. É muito sofrimento, para homens mulheres e crianças.
Mas muito mais para o animais, que morrem de sede e fome. E o pior, é a pergunta que fica na cabeça e no coração deste povo sofredor: Como explicar que na maior parte do país,  as pessoas, as cidades são devoradas com tanta chuva e o nordeste é devorado pela terrível e temida seca?  Será realmente um propósito de Deus? Ou será culpa do próprio homem? Eu não sei. O que eu sei, é que a saudade é algo tão inexplicável quanto a seca no nordeste, porque mesmo com tanto sofrimento, quase todo nordestino, vivendo como ovelhas desgarradas em outras terras, distante da terra natal ainda choram de saudades. Isso me faz lembrar o que falou o Salmista Davi:
Junto aos rios da Babilónia nos assentamos e choramos lembrando-nos de Sião. Porque aqueles que nos levaram cativos, nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: cantai-nos um dos cânticos de Sião.
Mas como cantaremos o cântico do Senhor em terra estranha?
Se eu esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
Apegue-se-me a língua ao paladar se eu não lembrar de ti, e se não preferir Jerusalém a minha maior alegria. Salmos: 137, 1 ao  6.
Assim sou eu, lembrando do meu sertão, do meu Farias Brito. Por mais que eu seja um vencedor, por mais que minha boca profira cânticos, e meus lábios sorrisos, enquanto o eco de minha voz ecoa por toda pais, o eco dos sons do nordeste eco, e ecoará para sempre em meu pensamento e no meu coração pra sempre.


Francis Gomes


Lembrando as Coisas do sertão

Lembrando as coisas do sertão
E tudo que lá passei
Eu me pus a meditar
Eu me pus a rabiscar
De tristeza eu chorei
       
Lembrando aquele povo simples
Aquela gente tão sofrida
Uma nação sem ter nome
Castigada pela fome
Pela vida esquecida

Lembrando aquele gado magro
Sem ter água pra beber
O que dar mais dó ainda
Perambulando na caatinga
Sem encontrar o que comer

É de cortar coração
O que nosso povo passa lá
Crianças de pé no chão
Pede um pedaço de pão
E seus pais não podem dá.

Onde estão os governantes
Que não olha nosso povo
Passa anos e mais anos
Sai fulano entra beltrano
Nada acontece de novo.

Só resta apelar pra Deus
Senhor de toda nação,
Já que o homem não cuida
Ao menos o Senhor ajuda
Manda chuva pro sertão.





Francis Gomes

Planejar é preciso

" Navegar é preciso." Essa célebre frase, proferida pelos desbravados navegadores portugueses ao longo dos séculos, foi imortalizada por Fernando Pessoa em seu poema Navegar é preciso.
Considerando a nossa realidade, os desafios e os mares a serem navegados em 2011, os membros da Associação Cultural Literatura no Brasil se reuniram hoje, na sede da entidade, para planejar a rota a ser percorrida. Por isso digo, Planejar é preciso!
Tomados por esse espírito desbravador, passamos o domingão discutindo e decidindo a melhor forma de desenvolver nossas atividades tendo sempre em vista a qualificação dos associados e a disponibilização de atividades variadas e de muita qualidade para a comunidade.
Aguardem! Vem muitas novidades por ai...

Seguem algumas fotos:


Todos centrados nas atividades.


Cristina Ramos que gentilmente assumiu a secretaria.



Fotos: Débora Garcia.

01 janeiro, 2011

UM ANO NOVINHO EM FOLHA

Sempre haverá um amanhã


Chegou o tão esperado 2011, é hora de recomeçar, renovar as forças,  a esperança, e fé em Deus. É chegada à hora de acreditarmos em Deus e em nós mesmo, que Ele nos ama e nos ajudará  vencer cada barreira, cada obstáculo que encontrarmos em nosso caminho. A vida é sempre assim, às vezes inquieta às vezes calma, cheia de momentos alegres e tristes cheia de vitórias e algumas derrotas que na maioria das vezes nos fortalece e nos faz mais humanos. Por isso o mais importante é não desistir nunca, não parar de sonhar e jamais deixar de agradecer por tudo que o Senhor nos concede a cada dia.
Nesta vida, onde encontramos tantas barreira, tantos espinhos em nossos caminhos, e que muitas vezes o dia é nublado, à noite, a lua não aparece. E quando faceira, linda e deslumbrante insiste em despontar por traz dos montes, uma nuvem escura teimosa e sem destino certo não permite que possamos ver e admirar sua beleza encantadora.
O ser humano, também é assim no seu interior, tem dias que o sol não sai, as noites são sempre escuras, nada de lua, nada de luz, nada de alegria. Parece que tudo dá errado e a vida não tem sentido.
Mas quando isso acontecer, lembre-se:
Sempre haverá um próximo segundo,
Um próximo minuto
Uma próxima hora.
Sempre haverá um novo dia,
Uma nova semana,
E um novo ano para recomeçar.
Sempre haverá uma nova chance,
Uma nova oportunidade.
Porque sempre houve e para sempre haverá um Deus supremo.
E alem disso em qualquer lugar do mundo,
Haverá alguém que te ama, alguém chorando ou sorrindo por você.
O importante é nunca desistir, porque nunca estará sozinho.
Enquanto houver vida, há esperança e enquanto houver esperança é sinal que nosso coração pulsa, e pulsa, e pulsa, por viver, e ser feliz. Porque sempre haverá um amanhã quer faça sol ou chuva.


Francis Gomes

Sobre vingança