03 março, 2009
17 fevereiro, 2009
Agenda Março - Suzano
04 a 31/3
Varal Literário
Varal Literário
Todo mês é exposto no corredor do Centro Cultural Boa Vista os trabalhos de um (a) autor (a) da cidade.Neste mês a exposição fica por conta do escritor Marcos Pinheiro Maida.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO
07/3 -16h
Pavio da Cultura
Todos os primeiros sábados de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista, desenvolve o seu sarau com a presença da comunidade recitando poesias, cantando, dançando e se manifestando com sua arte. O homenageado é Lima Barreto.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
07/3 -16h
Pavio da Cultura
Todos os primeiros sábados de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista, desenvolve o seu sarau com a presença da comunidade recitando poesias, cantando, dançando e se manifestando com sua arte. O homenageado é Lima Barreto.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO
14/3 - 16h
Cine-Cultura
14/3 - 16h
Cine-Cultura
Sempre no segundo sábado de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista exibe um filme para a comunidade local.
Filme do mês: A história de Lampião
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
Filme do mês: A história de Lampião
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO
14/3 – 20h
Pavio da cultura
Todos os segundos sábados de cada mês, músicos, atores, escritores, poetas, dançarinos e cineastas se reúnem para apresentar seus trabalhos neste sarau. O homenageado dessa vez é o escritor saltimbanco Plínio Marcos.Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180
14/3 – 20h
Pavio da cultura
Todos os segundos sábados de cada mês, músicos, atores, escritores, poetas, dançarinos e cineastas se reúnem para apresentar seus trabalhos neste sarau. O homenageado dessa vez é o escritor saltimbanco Plínio Marcos.Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180
GRATUITO
20/3 -19h
Fogueira, Literatura e Pipoca
Com a idéia de inovação, a Prefeitura de Suzano cria esse novo projeto que tem o objetivo de incendiar o debate. Numa roda envolta da fogueira, os participantes discutem sobre literatura durante 1h. Depois, durante 1h há um sarau para encerrar a atividade.
Tema do mês: Literatura brasileira de autoria feminina
Facilitador: Prof. Dr. José Maria Rodrigues
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
20/3 -19h
Fogueira, Literatura e Pipoca
Com a idéia de inovação, a Prefeitura de Suzano cria esse novo projeto que tem o objetivo de incendiar o debate. Numa roda envolta da fogueira, os participantes discutem sobre literatura durante 1h. Depois, durante 1h há um sarau para encerrar a atividade.
Tema do mês: Literatura brasileira de autoria feminina
Facilitador: Prof. Dr. José Maria Rodrigues
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO
28/3 – 20h
Pavio Erótico
A Prefeitura de Suzano realiza de três em três meses um sarau com a temática do erotismo. A entrada é permitida para maiores de 18 anos e quem tiver interesse de apresentar algum trabalho basta chegar com 30 minutos de antecedência.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180
28/3 – 20h
Pavio Erótico
A Prefeitura de Suzano realiza de três em três meses um sarau com a temática do erotismo. A entrada é permitida para maiores de 18 anos e quem tiver interesse de apresentar algum trabalho basta chegar com 30 minutos de antecedência.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180
GRATUITO
31/3 – 20h
31/3 – 20h
Trocando Idéias
Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: O Presidente Negro de Monteiro LobatoFacilitador: Escritor Sacolinha
Realização: Associação Cultural Literatura no BrasilLocal: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
Livro do mês: O Presidente Negro de Monteiro LobatoFacilitador: Escritor Sacolinha
Realização: Associação Cultural Literatura no BrasilLocal: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO
Sacolinha no Provocações
Escritor Sacolinha no programa Provocações da TV Cultura - Exibido em 09 de janeiro de 2009.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
11 fevereiro, 2009
[INOCÊNC IA E, OU, FALTA DE CARÁTER... - UMA VISÃO DUAS DÉCADAS DEPOIS.].

No principio era o Vazio Normativo, e, o Vazio Normativo continha a Administração, e, a Administração estava com o homem, e, o homem era a Administração, e, a Administração continha o Cronograma, e, o Cronograma continha o Fluxograma, e, o Fluxograma continha a Organização e Métodos, e, a Organização e Métodos continha a Normatização, ,e, a Normatização continha as Normas, e, as Normas são trilhas e não trilhos...
No entanto, em pleno terceiro milênio há aqueles que, diante da incapacidade funcional, fazem das Instruções Normativas um trilho e não uma trilha; e daí?
Daí que a flexibilização das normas é uma adaga de dois gumes, portanto, ainda que se deva flexibilizar as Instruções Normativas é-nos necessário definir de forma a neutralizar quaisquer viabilidades de insucesso no que tange a essas decisões.
No entanto, há proposições que, em conseqüência do auto risco e de conseqüências inesperadas, devem ser mantidas no trilho e jamais facilitar-se o seu acesso às trilhas administrativas – é o caso que, a seguir, ides ler...
O fato aconteceu com dois personagens reais, ora, identificados por pseudônimos em uma renomada Empresa Estatal.
Chamá-los-emos de [João Souza Wanderley, e, de Simone Oliveira Netto dos Reis]; qualquer semelhança quanto aos nomes será mera coincidência.
Assim é que, João Souza Wanderley, graduado em Administração de Empresas, Chefe do Departamento de Pessoal, na renomada Estatal, e, Simone Oliveira Netto dos Reis, graduada em Jornalismo, atuava na Área de Comunicação Social, na dita Companhia.
Desse modo, endividada , necessitando quitar os saldos devedores com a Credicard, com a Mesbla, com a C&A, e, conseqüentemente, com o Banco Real S. A, Simone, aproveitando-se da prerrogativa de um Programa de Demissão Voluntaria – PDV, solicita ao Chefe da Área de Pessoal uma entrevista – pretende propor um acordo.
Agendado o encontro, Simone propõe ao João Wanderley o seu desligamento do quadro de empregados da Companhia. Para tanto, gostaria de perceber, a título de verba indenizatória, todas as variáveis demissionárias, e, nesse caso, assumiria a responsabilidade de restituir o valor relativo aos quarenta por cento acrescidos sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, o que fora, realmente, restituído conforme Pré-estabelecido.
Não obstante, alguns meses depois, Simone, demonstrando todo o seu status mal caráter, antes do prazo máximo previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, mediante uma representação jurídica , move uma Ação Trabalhista de Reintegração ao quadro de empregados da antiga empregadora – quanta falta de decoro e ética!
A questão crucial que se avilta é:... – Normas são trilhos ou trilhas?
Depende... – se o grau de exibilidade no cumprimento da Instruções Normativas apresentar pequeno risco, claro; deve-se fazer das regras uma trilha e não um trilho; entretanto, se a quebra dos ritos normativos oferecer um risco mais elástico, se deve manter as regras com rigidez e inflexibilidade, e, nesse caso, elas se constituirão em trilhos ao invés de trilhas – é você quem decide!
Quanto ao proposto no texto em tela, o acordo proposto e configurado entre a Simone e a Empresa na pessoa do João Wanderley, Chefe da Área de pessoal, em se tratando de um graduado na cátedra de Administração de Empresas, a decisão coube a ele sobre a liberação ou não, na Rescisão Trabalhista, no que tange ao comando do código para o saque imediato dos valores relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, e, nesse caso, acordado entre as partes, o modelo administrativo ensejou, sem as salvaguardas cabíveis, a abertura da supramencionada Ação de Reintegração de Cargo no quadro de empregados da organização.
Conclui-se, anuir em favor desse tipo de favorecimento é, por assim dizer, uma decisão, indiscutivelmente, arriscada no âmbito de qualquer estrutura administrativa, não obstante, em outros casos os riscos ou são de pequena monta ou, totalmente, inexistentes onde o postulante à cátedra administrativa deverá promover o seu desenvolvimento pessoal de modo a ter condições plenas de decidir sem se expor aos fragmentos que a flexibilização das normas sofram essas eventualidades.
Vale frisar, todavia, que nos Bancos Acadêmicos se ministra aulas teóricas e não administrativas, portanto, o transformar de uma Instrução Normativa, desvinculando-a do trilho, e, ainda que em um momento isolado e de forma momentânea, inferi-la na trilha é uma decisão do Administrador que, como se vê, deve proceder com máximo de cautela e crassa análise a fim de eliminar dos escaninhos da surpresa tais eventualidades...
No mais, aprimore-se e tenha-se em mente... – Normas são trilhas e não trilhos!
Boa sorte!
No entanto, em pleno terceiro milênio há aqueles que, diante da incapacidade funcional, fazem das Instruções Normativas um trilho e não uma trilha; e daí?
Daí que a flexibilização das normas é uma adaga de dois gumes, portanto, ainda que se deva flexibilizar as Instruções Normativas é-nos necessário definir de forma a neutralizar quaisquer viabilidades de insucesso no que tange a essas decisões.
No entanto, há proposições que, em conseqüência do auto risco e de conseqüências inesperadas, devem ser mantidas no trilho e jamais facilitar-se o seu acesso às trilhas administrativas – é o caso que, a seguir, ides ler...
O fato aconteceu com dois personagens reais, ora, identificados por pseudônimos em uma renomada Empresa Estatal.
Chamá-los-emos de [João Souza Wanderley, e, de Simone Oliveira Netto dos Reis]; qualquer semelhança quanto aos nomes será mera coincidência.
Assim é que, João Souza Wanderley, graduado em Administração de Empresas, Chefe do Departamento de Pessoal, na renomada Estatal, e, Simone Oliveira Netto dos Reis, graduada em Jornalismo, atuava na Área de Comunicação Social, na dita Companhia.
Desse modo, endividada , necessitando quitar os saldos devedores com a Credicard, com a Mesbla, com a C&A, e, conseqüentemente, com o Banco Real S. A, Simone, aproveitando-se da prerrogativa de um Programa de Demissão Voluntaria – PDV, solicita ao Chefe da Área de Pessoal uma entrevista – pretende propor um acordo.
Agendado o encontro, Simone propõe ao João Wanderley o seu desligamento do quadro de empregados da Companhia. Para tanto, gostaria de perceber, a título de verba indenizatória, todas as variáveis demissionárias, e, nesse caso, assumiria a responsabilidade de restituir o valor relativo aos quarenta por cento acrescidos sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, o que fora, realmente, restituído conforme Pré-estabelecido.
Não obstante, alguns meses depois, Simone, demonstrando todo o seu status mal caráter, antes do prazo máximo previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, mediante uma representação jurídica , move uma Ação Trabalhista de Reintegração ao quadro de empregados da antiga empregadora – quanta falta de decoro e ética!
A questão crucial que se avilta é:... – Normas são trilhos ou trilhas?
Depende... – se o grau de exibilidade no cumprimento da Instruções Normativas apresentar pequeno risco, claro; deve-se fazer das regras uma trilha e não um trilho; entretanto, se a quebra dos ritos normativos oferecer um risco mais elástico, se deve manter as regras com rigidez e inflexibilidade, e, nesse caso, elas se constituirão em trilhos ao invés de trilhas – é você quem decide!
Quanto ao proposto no texto em tela, o acordo proposto e configurado entre a Simone e a Empresa na pessoa do João Wanderley, Chefe da Área de pessoal, em se tratando de um graduado na cátedra de Administração de Empresas, a decisão coube a ele sobre a liberação ou não, na Rescisão Trabalhista, no que tange ao comando do código para o saque imediato dos valores relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, e, nesse caso, acordado entre as partes, o modelo administrativo ensejou, sem as salvaguardas cabíveis, a abertura da supramencionada Ação de Reintegração de Cargo no quadro de empregados da organização.
Conclui-se, anuir em favor desse tipo de favorecimento é, por assim dizer, uma decisão, indiscutivelmente, arriscada no âmbito de qualquer estrutura administrativa, não obstante, em outros casos os riscos ou são de pequena monta ou, totalmente, inexistentes onde o postulante à cátedra administrativa deverá promover o seu desenvolvimento pessoal de modo a ter condições plenas de decidir sem se expor aos fragmentos que a flexibilização das normas sofram essas eventualidades.
Vale frisar, todavia, que nos Bancos Acadêmicos se ministra aulas teóricas e não administrativas, portanto, o transformar de uma Instrução Normativa, desvinculando-a do trilho, e, ainda que em um momento isolado e de forma momentânea, inferi-la na trilha é uma decisão do Administrador que, como se vê, deve proceder com máximo de cautela e crassa análise a fim de eliminar dos escaninhos da surpresa tais eventualidades...
No mais, aprimore-se e tenha-se em mente... – Normas são trilhas e não trilhos!
Boa sorte!
[ASSASSINATO... - UM DEPOIMENTO CINCO ANOS DEPOIS.].

Venha cá; puxe uma cadeira, ou melhor, o montinho de terra, tire as sandálias, sente-se, cruze as raízes, precisamos conversar...
Sobre o quê?
Sobre tudo, sobre a vida!
Não... – controle-se somente fale; eu escrevo ou gravo.
Como se vê, tens braços, mas não tens dedos, e, assim, não podes fixar a caneta, então, deslizo a esferográfica sobre a face do papel e sugiro na dança lúdica da mini-esfera desenhar as caricaturas das letras que compõem este texto.
Pretendem-se, juntos, trazer à luz o assassinato da tua vizinha ocorrido, lentamente, no cálice do sarcasmo, há exatos cinco anos, um arvorecídio culposo que reedita a falácia... - Arujá cidade natureza!.
Pronta; comecemos a entrevista, o depoimento, sou todo ouvido...
A Tabebuia Impetiginosa inicia a sua fala em língua tabebuiês. Primeiro, apenas, ouço, mas, depois, aciono a tecla “Record, em inglês”, do gravador; necessito gravar o depoimento do vil assassinato.
A Tabebuia Impetiginosa... – [Como se recorda, moramos em Arujá e eu, precisamente, na Avenida João Manoel. Na qualidade de moradora, sou testemunha da negociação de um terreno entre o Supermercado Takahashi e o seu legítimo dono sob o olhar desconfiado da “de cuja”.].
[Pelo que soube, o Takahashi se instalaria com uma filial e, para tanto, era patente os interesses escusos no que tange a vizinha.].
[Dois empecilhos!]. [Arujá sustenta o slogan de zelar pela natureza e a Polícia Florestal vigia, pelo menos, o centro da cidade.]. [Nada alem do que o dinheiro não possa comprar.]. [Afinal, a humanidade é ou não corrupta da raiz dos cabelos a planta dos pés?].
[Aceso o estopim, inicia-se a guerra nipo-brasileira para exterminar a vizinha, ainda que, abrindo mais as minhas folhas para ver, não visse nela um estorvo.]. [Atitudes de um neófito não ecologista.]. [Um deleite ao som ignóbil da moto-serra.].
[A primeira investida; negada, a segunda investida; indeferida, a terceira investida; rechaçada!].
[Resultado... – o jeitinho corrupto.]. [A copa dilacerada; imagine-se a dor, a agonia, o derramar abundante, e, em espessas gotas da seiva aniquila ao vegetal.].
[Os gemidos lancinantes ouviam-se ao longe e, daqui; presencio o soluço daquelas duas quaresmeiras que, protestando, despem-se dos seus vestidos tecido nas flores de tons rosáceos.]. [Que cena triste!].
[Ticos-tico esvoaçam, contestando a derrocada... – agora vi, agora vi, agora vi!].
Misto de temeroso e estarrecido; contemplo a cambaxirra que, desalentada, argumenta em cambaxirrês; poxa moço, onde construo o meu ninho agora? Respondo; não sei; na Serra da Cantareira ou nas matas de São Domingos; por incrível que pareça lá ainda tem ibirápitanga.
Volta-se ao depoimento. Diz a Tabebuia Impetiginosa:... – [O tempo urge. O Takahashi tem pressa. A Prefeitura é indomável. A Polícia Florestal vigilante.].
[As quaresmeiras desnudas lamentam o sofrimento da vizinha, outras arvores choram que fazer?].
Aparto... – poucas falam quaresmês, quase ninguém é ecologista ferrenho como eu, alguns são amantes do meio ambiente... – continue.
[A seiva aquo-oleosa, composta de orgânicos, minerais e uma faina de nutrientes, diante do Auschivitz vegetal é obrigada a absorvera água fervente, sintetizar óleo lubrificante, acido muriático, e, toda a parafernália química porque ao diabólico qualquer ser clorífico é refutável.]
[Ao desumano é impossível perceber o encanto e a beleza das flores, mas saboreia os frutos que não pode produzir em laboratório e, nem assim, as poupa da morte; quanta insensatez!].
[A amiga definha, sem amor, sem Deus, sem paz perante o homem insólito e irreverente, e, na sanha assassina o sofrimento é lento; a morte inevitável.].
O tempo passa e, certo dia, os pássaros mais ecologistas do que a raça humana; externam em passares:... – [Vamo-nos daqui antes que morramos; a paineira, o tio Sam já assassinou!].
Peço uma pausa, me é triste demais; reflito e, então, torno ao depoimento.
[O verão se aproxima, a Sol derrama luz e calor e as arvores, fixas, não podem se locomover a busca de sombras... – resultado.].
[Exposta à radiação solar, envenenada, doente, a paineira sucumbe nas insanidades nipônicas, pois nem o balsamo dos nimbos e a chuva de cinco dias a reanima e a ressuscita para a vida.].
[Assim, sepultada nos cemitérios dos fornos, mais uma, outra e mais outra; daqui a pouco – ah, daqui a pouco! O planeta será um imensurável deserto, sem arvores, sem água, sem recursos naturais e tios Sam, Alemães, Africanos, gentes de toda a raça e credo desaparecerá e serão necessários outros quatro bilhões e quinhentos milhões de anos para restaurar a vida.].
Conclua; Tabebuia Impetiginosa, o seu depoimento.
[Portanto, não me faça sofrer, não me aniquile; não me mate; não me assassine, nem as minhas semelhantes entendam, de uma vez por todas, o meu quaresmês, do contrário, daqui a sessenta anos, não mais do que isso tudo estará dizimado; todo o Terra exterminado, o meio ambiente e a vida no carbono.].
[Pense nisso!].
Sobre o quê?
Sobre tudo, sobre a vida!
Não... – controle-se somente fale; eu escrevo ou gravo.
Como se vê, tens braços, mas não tens dedos, e, assim, não podes fixar a caneta, então, deslizo a esferográfica sobre a face do papel e sugiro na dança lúdica da mini-esfera desenhar as caricaturas das letras que compõem este texto.
Pretendem-se, juntos, trazer à luz o assassinato da tua vizinha ocorrido, lentamente, no cálice do sarcasmo, há exatos cinco anos, um arvorecídio culposo que reedita a falácia... - Arujá cidade natureza!.
Pronta; comecemos a entrevista, o depoimento, sou todo ouvido...
A Tabebuia Impetiginosa inicia a sua fala em língua tabebuiês. Primeiro, apenas, ouço, mas, depois, aciono a tecla “Record, em inglês”, do gravador; necessito gravar o depoimento do vil assassinato.
A Tabebuia Impetiginosa... – [Como se recorda, moramos em Arujá e eu, precisamente, na Avenida João Manoel. Na qualidade de moradora, sou testemunha da negociação de um terreno entre o Supermercado Takahashi e o seu legítimo dono sob o olhar desconfiado da “de cuja”.].
[Pelo que soube, o Takahashi se instalaria com uma filial e, para tanto, era patente os interesses escusos no que tange a vizinha.].
[Dois empecilhos!]. [Arujá sustenta o slogan de zelar pela natureza e a Polícia Florestal vigia, pelo menos, o centro da cidade.]. [Nada alem do que o dinheiro não possa comprar.]. [Afinal, a humanidade é ou não corrupta da raiz dos cabelos a planta dos pés?].
[Aceso o estopim, inicia-se a guerra nipo-brasileira para exterminar a vizinha, ainda que, abrindo mais as minhas folhas para ver, não visse nela um estorvo.]. [Atitudes de um neófito não ecologista.]. [Um deleite ao som ignóbil da moto-serra.].
[A primeira investida; negada, a segunda investida; indeferida, a terceira investida; rechaçada!].
[Resultado... – o jeitinho corrupto.]. [A copa dilacerada; imagine-se a dor, a agonia, o derramar abundante, e, em espessas gotas da seiva aniquila ao vegetal.].
[Os gemidos lancinantes ouviam-se ao longe e, daqui; presencio o soluço daquelas duas quaresmeiras que, protestando, despem-se dos seus vestidos tecido nas flores de tons rosáceos.]. [Que cena triste!].
[Ticos-tico esvoaçam, contestando a derrocada... – agora vi, agora vi, agora vi!].
Misto de temeroso e estarrecido; contemplo a cambaxirra que, desalentada, argumenta em cambaxirrês; poxa moço, onde construo o meu ninho agora? Respondo; não sei; na Serra da Cantareira ou nas matas de São Domingos; por incrível que pareça lá ainda tem ibirápitanga.
Volta-se ao depoimento. Diz a Tabebuia Impetiginosa:... – [O tempo urge. O Takahashi tem pressa. A Prefeitura é indomável. A Polícia Florestal vigilante.].
[As quaresmeiras desnudas lamentam o sofrimento da vizinha, outras arvores choram que fazer?].
Aparto... – poucas falam quaresmês, quase ninguém é ecologista ferrenho como eu, alguns são amantes do meio ambiente... – continue.
[A seiva aquo-oleosa, composta de orgânicos, minerais e uma faina de nutrientes, diante do Auschivitz vegetal é obrigada a absorvera água fervente, sintetizar óleo lubrificante, acido muriático, e, toda a parafernália química porque ao diabólico qualquer ser clorífico é refutável.]
[Ao desumano é impossível perceber o encanto e a beleza das flores, mas saboreia os frutos que não pode produzir em laboratório e, nem assim, as poupa da morte; quanta insensatez!].
[A amiga definha, sem amor, sem Deus, sem paz perante o homem insólito e irreverente, e, na sanha assassina o sofrimento é lento; a morte inevitável.].
O tempo passa e, certo dia, os pássaros mais ecologistas do que a raça humana; externam em passares:... – [Vamo-nos daqui antes que morramos; a paineira, o tio Sam já assassinou!].
Peço uma pausa, me é triste demais; reflito e, então, torno ao depoimento.
[O verão se aproxima, a Sol derrama luz e calor e as arvores, fixas, não podem se locomover a busca de sombras... – resultado.].
[Exposta à radiação solar, envenenada, doente, a paineira sucumbe nas insanidades nipônicas, pois nem o balsamo dos nimbos e a chuva de cinco dias a reanima e a ressuscita para a vida.].
[Assim, sepultada nos cemitérios dos fornos, mais uma, outra e mais outra; daqui a pouco – ah, daqui a pouco! O planeta será um imensurável deserto, sem arvores, sem água, sem recursos naturais e tios Sam, Alemães, Africanos, gentes de toda a raça e credo desaparecerá e serão necessários outros quatro bilhões e quinhentos milhões de anos para restaurar a vida.].
Conclua; Tabebuia Impetiginosa, o seu depoimento.
[Portanto, não me faça sofrer, não me aniquile; não me mate; não me assassine, nem as minhas semelhantes entendam, de uma vez por todas, o meu quaresmês, do contrário, daqui a sessenta anos, não mais do que isso tudo estará dizimado; todo o Terra exterminado, o meio ambiente e a vida no carbono.].
[Pense nisso!].
03 fevereiro, 2009
Soneto ao amor dos astros
Ó ser santo! – Ó ser lúbrico e profundo!
És tu, Ó Sol! – Que amas ao Lua e ao Terra!
Que em teus eclipses arujaenses o amor encerra,
No contato lúdico – ó astro ignoto e vagabundo!
És a Diana se encontrando com Endemião,
Que a noite, mãe caritativa, vem velar.
Entre as estrelas inextricáveis a brilhar;
O simulacro do amor de Isolda e Tristão.
Depois o Lua arujaense solitário, e, em solidão,
Recolhe-se do orgasmo intenso e em tempo vão,
E, aos espasmos lúdicos da melancolia.
No céu azul eivo de estrelas cintilantes e castas,
Aguarda o novo cio, e, creio; isto não lhes basta,
E, Rubião pasmado encontra a alma de Sofia.
És tu, Ó Sol! – Que amas ao Lua e ao Terra!
Que em teus eclipses arujaenses o amor encerra,
No contato lúdico – ó astro ignoto e vagabundo!
És a Diana se encontrando com Endemião,
Que a noite, mãe caritativa, vem velar.
Entre as estrelas inextricáveis a brilhar;
O simulacro do amor de Isolda e Tristão.
Depois o Lua arujaense solitário, e, em solidão,
Recolhe-se do orgasmo intenso e em tempo vão,
E, aos espasmos lúdicos da melancolia.
No céu azul eivo de estrelas cintilantes e castas,
Aguarda o novo cio, e, creio; isto não lhes basta,
E, Rubião pasmado encontra a alma de Sofia.
Soneto à Sol e ao Lua
Diante da mais natural e crassa amua,
Ainda que entre os dois haja afinidade,
Pergunto, eu, com a razão e a sinceridade,
Por que a Sol não se casou com o Lua?
Seria – quem sabe? Por profundo lamento,
Ou, por uma simples razão de inconstância?
Por certo, não teria sido em logro da distância,
Mas, para evitar o alor ao desamor e ao sofrimento.
Que a Sol ame ao Lua, claro, eu não discuto.
Então, por que há no céu arujaense clima de luto?
E este impulso tão insano quanto alheio.
De especular, eu, deveras já estou farto.
Mas é porque o Lua, sim, mudou de quarto,
E, quando voltou, claro; já voltou cheio.
Ainda que entre os dois haja afinidade,
Pergunto, eu, com a razão e a sinceridade,
Por que a Sol não se casou com o Lua?
Seria – quem sabe? Por profundo lamento,
Ou, por uma simples razão de inconstância?
Por certo, não teria sido em logro da distância,
Mas, para evitar o alor ao desamor e ao sofrimento.
Que a Sol ame ao Lua, claro, eu não discuto.
Então, por que há no céu arujaense clima de luto?
E este impulso tão insano quanto alheio.
De especular, eu, deveras já estou farto.
Mas é porque o Lua, sim, mudou de quarto,
E, quando voltou, claro; já voltou cheio.
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Saudações a todos e todas. Este é o Fanzine Literatura Nossa nº 21. Mais um meio de divulgação dos trabalhos literários da Associação Cultu...
