18 junho, 2009

Fogo em Suzano


Centro Cultural Boa Vista é palco de incêndio

Mas não será necessária a presença dos bombeiros, porque trata-se de uma atividade cultural realizada desde o ano passado. É o "Fogueira, Literatura e Pipoca" que tem como objetivo incendiar o debate sobre o fazer literário. Com isso o Centro Cultural Boa Vista recebe nesta sexta-feira (19/6), às 19h, mais uma edição do sarau-debate. Promovido toda terceira sexta-feira do mês, esta edição terá como tema "Literatura e Cultura Popular" e contará com a facilitação do músico José Luiz da Silva, o Rabicho.


De acordo com o coordenador do Centro Cultural, Ademiro Alves, o Sacolinha, os participantes formam uma roda em torno de uma fogueira e discutem sobre o tema proposto durante 1 hora. Após o debate, a atividade é encerrada com uma sarau literário que vai das 20h às 22h. Todos os moradores da região podem participar e dar sua contribuição, tanto no debate como no sarau. Enquanto vai rolando o evento, é servido café e pipoca. O público também é livre se quiser levar batata doce, milho e qualquer mantimento para assar na fogueira.

O Centro Cultural Boa Vista fica na avenida Katsutoshi Naito, 957, Boa Vista, Suzano, SP.

Outras informações pelo telefone (11) 4749-7556.

15 junho, 2009

400 MIL PESSOAS DEVEM PASSAR PELOS 10 DIAS DA SEGUNDA MAIOR FEIRA DO LIVRO DO BRASIL EM RIBEIRÃO PRETO A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto receberá mais de 100 escritores de 18 a 28 de junho; o evento, que é gratuito, e tem como objetivo promover a leitura e o acesso a cultura A 9º Feira Nacional do Livro receberá artistas de peso do cenário literário e musical nacional e internacional em Ribeirão Preto, efervescendo a cidade com atrações gratuitas durante 10 dias consecutivos. São 16 mil metros quadrados de estrutura montados entre a Praça XV e a Praça Carlos Gomes, no Centro de Ribeirão.
O Theatro Pedro II também integra os palcos do evento. “esperamos receber mais de 400 mil pessoas este ano” – comemora Mariângela – Superintendente da Fundação Feira do Livro, uma das entidades que organiza o evento junto a Prefeitura Municipal. “A cidade vai respirar cultura 24 horas, com acesso a escritores renomados, shows que privilegiam a “palavra cantada” e lançamento e apresentação de livros com preços até 50% menores”- enfatiza a superintendente. Este ano, mais de 100 autores estarão em contato direto com o público que varia de visitantes, turistas a estudantes da rede pública e particular não só da cidade mas de toda a região. A nata da Literatura desembarca em junho em Ribeirão Na literatura, escritores consagrados discutem o papel da escrita no mundo contemporâneo durante o evento seja em Cafés Filosóficos falando sobre temas diversos ou nos Salões de Idéias lendo trechos ou lançando novas obras. Entre os nomes que passarão pelos 10 dias do evento estão Xico Sá, Marcelo Rubens Paiva, Mário Prata, Maurício Kubrusly, Pasquale Cipro Neto, Augusto Cury, Ali Kamel, Carlos Heitor Cony, Carola Saavedra, Cristovão Tezza, Fernando Morais, Frederico Barbosa, José Hamilton Ribeiro, João Carrascoza, Luiz Felipe Pondé, José Miguel Wisnik, Lourenço Mutarelli, Marcelo Mirisola, Márcia Tiburi, Marçal Aquino, , Moacyr Scliar, Martha Medeiros, Pedro Bandeira, Ricardo Kotscho, Sérgio Freire, Zuenir Ventura, dentre outras dezenas de escritores já confirmados a presença neste grande acontecimento.
Os escritores chilenos convidados são: Luis Sepúlveda, autor de “Um Velho que lia Romances de Amor” (2005) dedicado ao ativista ambiental brasileiro Chico Mendes, Tito Alvarado, poeta, ensaísta e jornalista e o escritor e crítico Luis Aguilera González.
Os Convidados na Música – os shows acontecerão a céu aberto e em frente à bela esplanada do Theatro Pedro II com Adriana Calcanhoto, João Bosco, Lenine, Luiz Melodia, Oswaldo Montenegro, Paulinho da Viola, Maria Rita, Vanessa da Mata, Paula Toller, Tita Parra, Ná Ozzetti, Mulheres de Hollanda, Toquinho e MP4, além de shows locais em diversos espaços da feira. Todos gratuitos. Os Homenageados Todo ano, a Feira do Livro homenageia um país, um estado, um escritor e um patrono, que são reverenciados e divulgados durante o evento.
Este ano, a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto homenageará o Chile, berço cultural de dois prêmios Nobel de Literatura: Pablo Neruda e Gabriela Mistral. É terra também da escritora Isabel Allende.
O Estado homenageado é o Amazonas. Rico em rios, plantas, flores, animais, comidas exóticas e cultura popular.
A Amazônia também revelou grandes talentos da literatura brasileira, tais como o poeta Thiago de Mello e os escritores Milton Hatoum e Márcio Souza, os três estarão presentes na feira deste ano. A escritora é poetisa goiana Cora Coralina é a escritora a condecorada. É dela inclusive o nome do Prêmio que o evento promove incentivando novos autores a mostrarem seus trabalhos, culminando na publicação de um livro.
O patrono da 9º Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto é justamente um de seus idealizadores, o escritor e porta-voz da causa do livro e da leitura no Brasil, o jornalista e escritor ribeiraopretano, Galeno Amorim. Espaços Temáticos – traz cozinha de Cora Coralina e astronauta brasileiro Entre os espaços temáticos da Feira do Livro, pode-se destacar a menção ao museu da poetisa Cora Coralina, localizado na cidade de Goiás. Outra novidade é a comemoração do Ano Internacional da Astronomia que transformará a praça em um observatório com telescópios e receberá o astronauta brasileiro Marcos Pontes, como convidado. A praça também abrigará a “Cidade do Livro”, um projeto itinerante, voltado ao público infantil, que promove um passeio educativo com atividades, personagens e cenário lúdico incentivando à leitura. O Estande dos Autores Locais é um dos espaços mais movimentados do evento. Localizado na esplanada do Theatro Pedro II, com exposição e venda de livros, tardes de autógrafos, pequenas palestras e muito bate-papo no projeto “Tempo do Livro”, idealizado em 2008, com o objetivo de promover um sarau artístico com o público e os artistas. Outras Atividades A Feira do Livro também promoverá o Simpósio de “Ciência, Literatura e Cultura”, que durante o dia 22 de maio, debaterá assuntos envolvendo cultura, literatura, jornalismo científico e astronomia.
Outro destaque é o espaço gastronômico da 9º Feira Nacional do Livro, que receberá grandes nomes da cozinha com livros publicados sobre gastronomia. O Cinema da Praça é um espaço com 100 lugares e visa a exibições de filmes nacionais e internacionais gratuitamente, durante os 10 dias da feira. Serão duas sessões de longas-metragens diárias, além de 13 sessões de curtas-metragens por dia. Prêmios Literários Dois prêmios literários foram realizados na 9º Feira do Livro.
O Prêmio Literário Rubem Cione voltou-se para autores com obras publicadas em 2008. Quatro mil reais serão distribuídos entre os três primeiros colocados. Já o prêmio Cora Coralina foi voltado para estudantes da rede de ensino de Ribeirão Preto e para escritores de todo país. Os prêmios vão de kits de livros e computadores a viagens para a Feira de Porto Alegre, Festa Literária de Paraty, final de semana cultural em São Paulo e a publicação de uma obra com a coletânea dos premiados.
PROGRAMAÇÃO FEIRA DO LIVRO COMPLETA EM ANEXO. SERVIÇO: FEIRA NACIONAL DO LIVRO DE RIBEIRAO PRETO DE 18 A 28 DE JUNHO PRAÇA CARLOS GOMES, PRAÇA XV E THEATRO PEDRO II. O evento é gratuito, realizado pela Fundação Feira do Livro, Instituto do Livro, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e com o apoio das entidades literárias de Ribeirão Preto. ASSESSORIA DE IMPRENSA - PHÁBRICA DE IDÉIAS Ribeirão Preto Fones: 16 3911 3606/ 16 3620 4448

14 junho, 2009

Quem não ama



Quem não ama, é uma estrela sem brilhar,
É uma árvore morta no deserto,
Sem rios nem fontes por perto.
É uma madre estéreo que não pode gerar.

Está preso aos grilhões da tristeza a lamentar,
Se esconde do mundo e vive em secreto,
Faz pacto com a solidão,e com a tristeza um decreto.
Tem um coração e não sabe como usar.

Sofre com medo de sofrer,
Fingir que vive e sem viver,
E quebrar um mandamento sagrado,

O qual o filho de Deus falou:
Uns aos outros tenham amor,
Como eu vós tenho amado.



Francis Gomes

O INVERSO

Eu te odeio, eu te amo...

Eu te odeio
Não poderia jamais falar:
Eu te amo,
Eu te adoro,
Você é tudo para mim.
Me perdoe
Se algum dia falei isto.
Foi engano,
Um momento de loucura.
Eu te odeio.
Fui insensato ao falar:
Eu te amo.
Todos sabem,
Eu sei, você sabe,
Porque mentir para mim mesmo,
Porque tentar me iludir,
Porque tentar enganar meu coração;
Eu te odeio.
Não Posso dizer:
Eu te amo,
Você é minha vida.
Não te amo.
Eu te odeio.
Por mais que eu queira,
Não consigo falar:
Eu te amo, tente entender.


Francis Gomes.

OBS: ler de cima para baixo e depois de baixo para cima.

09 junho, 2009

Sarau Cultural

Neste sábado, 13/6 - às 20h, teremos Pavio da Cultura no Centro Cultural de Suzano.

Pavio da Cultura - Sarau com música, cinema, teatro, poesia e dança
Centro Cultural de Suzano
Rua Benjamin Constant, 682
Centro - Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
Para se apresentar basta chegar com 30 min. de antecedência

05 junho, 2009

Sarau - Sábado - Suzano

Neste sábado, 6/6, às 16h, haverá Pavio da Cultura no Centro Cultural Boa Vista. Anotem o endereço: Rua Katsutosh Naito, 957, Boa Vista, Suzano, SP. Ao lado do Supermercado Mago e da Escola Waldemar Calil.
Informações: (11) 4749-7556

01 junho, 2009

[A BORBOLETA DE UMA ASA SÓ.].

Era um a vez uma borboleta chamada Ana.

Ana, como toda borboleta, tinha sido, antes de tudo, uma simples lagarta e em cujo estado vivera por quinze dias, e, depois, por intermédio da metamorfose natural dos espécimes, teria criado um par de antenas, patas, asas e uma cauda singular.

De cor amarela, desenhos arredondados na cor vermelha sangue, Ana era uma borboleta diferente – possuía uma asa só para voar no interstício das setenta e duas horas de vida concedidas à espécie como um deficiente físico. Era, pelas outras borboletas, julgada uma incapaz...

As horas de Ana eram tão tristes que, uma hora, Ana entrou em profunda depressão e, assim, necessitou de cuidados médicos.

Na comunidade, havia borboletas jurídicas, contadoras, psicólogas, psiquiatras, de todas as profissões e, até mesmo, médicas.

Certa hora, incentivada por Claudete, uma borboleta cinza salpicada de bolinhas azuis da cor do céu, Ivete e Ivone, pretas com desenhos amarelos e vermelhos, e, Margareth, amarela salpicada de bolinhas pretas, assentaram-se na praça, mais precisamente, sobre um frondoso galho de Assa-peixe, e, entrementes, puseram-se conversa de forma animada.

Falaram dos namorados, da liberdade, dos passeios entre as arvores, do beijo nas Azaléias, nas Maria - sem- vergonha, nas Rosas, nas Dálias e na dança lúdica entre os pistilos.

A alegria era total, porém para Ana, ainda que participasse, ativamente, do bate-papo em idioma borboletês, mantinha os olhinhos negros marejados de lágrimas, e, tendo como motivo a dificuldade de, como as outras, voar – considerava-se uma inútil.

Inteligente e astuta, Ivete atraiu Ana até a intercessão de dois galinhos delgados que se estendiam a sua frente, e, ali, diante da tristeza depressiva da amiga, debulhou o leque de suas argumentações na tentativa de incentivá-la para a vida – perguntou:

- Por que você não se cuida? Afinal, você é tão bela, tão simpática que, a meu ver, a sua limitação em nada atrapalha a sua felicidade.

Ana observou:

- Que nada, eu sou uma infeliz. No meu estado, como posso arranjar um namorado, casar-me, por ovos, ter filhos, se até mesmo na dança do amor, perante a minha deficiência do meu vôo, me impede a plena alegria das núpcias.

Ivete contra argumentou:

- Nada disso, na comunidade há uma psicóloga chamada Edna; dizem que é muito boa. Uma borboleta marrom toda salpicada de bolinhas azul marinho que de tão linda e competente em sua profissão; – dizem – mais parece uma fada. Vou levar você até ela!

Ana retrucou:

- E será que vai adiantar?

Bem, chegando ao consultório de Edna instalado entre as folhas e as flores de uma rama de maracujá, a psicóloga inicia uma serie de seções com a infortunada Ana.

Principia por dizer:

- Por que essa tristeza toda estampada em seu rosto? Afinal, você é o modelo perfeito de Deus, ainda que possua, apenas, uma asa. Você pode e deve levar uma vida normal, casar, por ovos, ter filhos, e, ainda ser muito... – muito feliz!

Fato é que, decorridas as seis seções, Ana era outra borboleta. Passava as horas a voar entre os galhos e as flores da vegetação que circundava a comunidade, e não careceu de muito tempo, arranjou um namorado, casou, pos milhares de ovos, e, assim, teve muitos filhos, e, depois; – ah – depois – morreu.

Moral da história...

Pena é que os seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus, ainda que, hoje, sejamos, apenas, imagem, não agem dessa forma, pois discriminam aos semelhantes, desprezam, maltratam àqueles que, mesmo sendo modelos perfeitos de Deus, possuem suas limitações, e, por isso, são julgados como inferiores e imprestáveis. Os que assim agem, permanecem vestidos com as capas da arrogância, da prepotência, da altivez, do desprezo; são ignorantes até o ponto mais longínquo de suas almas doentias... – mas...

Ainda é tempo... – basta que, apenas, venda-se os bens da arrogância, da prepotência, da altivez e do desprezo e viva-se; viva-se como viveu a borboleta de uma asa só, derramando o amor que provém da mais pura essência... – Deus.

Quem puder entender a mensagem; que entenda e ajude a construir um mundom melhor e mais justo.

Fica aqui a sugestão!

Sobre seres humanos!

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