24 dezembro, 2008

SENTIMENTO DE DEVER CUMPRIDO

A Associação Cultural literatura no Brasil, encerrou suas atividades no ultimo dia 23/12/2008 e voltara dia 03/02/2009.
Foram muitos projetos realizados, alguns não foram possível, mas o principal objetivo da Associação foi atingido, o publico.
Continuamos com os saraus nas escolas, presente em todos os pavios da cultura em todos os Centros culturais, lançou um vídeo documentário, e realizou o quarto concurso literário de Suzano, abeto para todo pais, em parceria com a prefeitura e secretaria de cultura e patrocínio da PETROBRAS. Tomamos dinheiro do governo federal sem usar armas de fogo, apenas um projeto chamado: ASSOCIAÇÃO CULTURAL LITERATURA NO BRASIL, uma associação que pensa, e faz cultura por todo pais.
De ante de tudo isso, a associação agradece a todos que direto ou indiretamente colaborou com este sucesso.
Agradecemos a Deus o nosso ser supremo, que nos presenteou com o dom de escrever e nos tem ensinado sermos mais humano, tem nos dado força para seguirmos em frente nossa luta por um mundo mais humano e mais culto, onde a estrela maior é o conhecimento que cada um tem dentro de si, um tesouro que ninguém pode roubar.
Nosso agradecimento também a PETROBRAS pelo o apoio e pela confiança depositada na associação e em nossos projetos, a AÇÃO EDUCATIVA, a PREFEITURA DE SUZANO e SECRETARIA DE CULTURAL DE SUZANO, todo nosso público que sem eles não existiríamos, e claro a cada um dos nossos associados e membros da diretoria, todos guerreiros, leões famintos não por carne, mas por produzir literatura.
A todos o nosso muito obrigado de coração.


FELIZ NATAL, E UM ANO DE 2009 CHEIO DE PAZ, SUCESSO, REALIZAÇÃOES. E QUE DEUS VOS ILUMINE CADA INSTANTE DE VOSSAS VIDAS, E A FELICIDADE HABITE EM VOSSOS LARES SEMPRE.

Em 2009 estaremos juntos na mesma luta. emocionado e sendo emocionados, roubando sorrisos e lágrimas do nosso publico


Francis Gomes
Presidente da ASSOCIAÇÃO CULTURAL LITERATURA NO BRASIL.

17 dezembro, 2008

Não perca!

VENHA PARTICIPAR DO LANÇAMENTO DO LIVRO



CADERNOS NEGROS VOLUME 31 - POEMAS AFRO-BRASILEIROS



DIA 18 DE DEZEMBRO DE 2008

ÀS 19H30

LOCAL: FACULDADE DAS AMÉRICAS

R. AUGUSTA, 973 (a três quadras do metrô Consolação)


Autores:

Ademiro Alves (Sacolinha), Claudia Walleska, Cuti

Dirce Pereira do Prado, Edson Robson, Elio Ferreira

Esmeralda Ribeiro, Fausto Antônio, Jamu Minka

Luís Carlos de Oliveira, Márcio Barbosa, Mel Adún

Miriam Alves, Mooslim, Rubens Augusto, Ruimar Batista

Sergio Ballouk, Sidney de Paula Oliveira, Tico de Souza



Performance das atrizes Mafalda Pequenino e Luciana Santos.

Participações especiais: Helton Fesan e Johnson Light.

Preço de lançamento do livro: R$ 20,00




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É isso aí. Em 2008 Cadernos Negros está celebrando três décadas de
existência. Com a ajuda de todos aqueles que apoiam o trabalho, comprando,
lendo, discutindo, recomendando os livros, é que esse feito foi possível.
Mas a expectativa em relação às iniciativas negras é de que elas
cheguem até um certo ponto e parem. Nós optamos por prosseguir, e
queremos continuar contando com você. Em março realizamos um seminário
sobre Cadernos Negros com o apoio da Seppir, assim como a edição de um
livro comemorativo. Agora continuamos nossa série, feita de forma
cooperativa e independente sempre. O 31 nasce desse espírito que norteou
todos os outros livros da série: autofinanciado, batalhado, suado... Nasce
na raça mesmo! E queremos que você venha celebrar esse nascimento
conosco. Providenciamos um local maior, para acomodar a todos, pra ninguém
ficar de fora. Mas chegue no horário.

Venha fazer parte dessa história.

Venha e traga o seu axé!

Obs.: o traje é à vontade, mas se puder, venha com uma roupa afro.

13 dezembro, 2008

Convite

A Prefeitura de Suzano lança nesta terça-feira (16/12), a partir das 20h, a quarta edição da revista Trajetória Literária. O evento será realizado no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – SP, com entrada gratuita para o público. A publicação, que conta com o patrocínio da Petrobras, é resultado do 4° Concurso Literário, promovido pela Associação Cultural Literatura no Brasil em parceria com a Prefeitura de Suzano. Esta quarta edição conta com 56 páginas, entre contos e poesias, com 22 autores de diversos estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Roraima e São Paulo. As ilustrações contidas na revista são do artista Pedro Silva.

Além do lançamento da quarta edição de “Trajetória Literária”, será exibido o vídeo-documentário “Literatura no Brasil – vol. II”, que retrata todas ações promovidas pela Associação Cultural Literatura no Brasil em 2008. “É uma prestação de contas para a comunidade, para os membros da Associação e para os amantes da Literatura”, comentou o escritor Ademiro Alves, o Sacolinha.

A banda Vício Primavera, de Mogi das Cruzes, se apresentará durante a atividade. O público também será presenteado com uma revista autografada pelos autores.

10 dezembro, 2008

Último Pavio da Cultura


A última edição do Pavio da Cultura deste ano será realizada no sábado (13/12), às 20h, no Centro de Educação e Cultura "Francisco Carlos Moriconi", Rua Benjamin Constant, 682, Centro, Suzano, SP.
Além de contar com as apresentações tradicionais de dança, teatro, música e literatura, o projeto terá algumas participações especiais de poetas e escritores da Associação Cultural Literatura no Brasil, Coletivo Griots do Itaim Paulista, Grupos de Poetas de Mauá e membros da Cooperifa. Além disso, repentistas, rappers e capoeiristas farão parte da atividade.
Esta edição será encerrada com a exibição de um vídeo-documentário sobre Literatura.
A entrada é gratuita. Outras informações pelo telefone (11) 4747-4180 ou (11) 4749-7556.

Próximo evento

Clique para ampliar

06 dezembro, 2008

Livros de presente

Presente para o seu amigo secreto, para a sua família, para o seu patrão ou funcionário e até para ir junto à cesta básica. Compre na livraria mais próxima o livro "85 Letras e um Disparo" do escritor Sacolinha. Acesse agora o blog do autor: www.sacolagraduado.blogspot.com

02 dezembro, 2008

CONVITE ESPECIAL

O escritor, poeta e cordelista Francis Gomes, convida todos para o lançamento do seu novo cordel, O ENCONTRO DE LAMPIÃO COM ZÉ CAPETA, dia 13/12/2008.


Veja trechos do cordel:

...Quem não conhece a fama
Do nordeste brasileiro
Pobre terra castigada
Pela seca o ano inteiro?
Mas rica em homens valentes
De coronéis e tenentes
E do maior cangaceiro.

Do Juazeiro do Norte
De Padre Cícero Romão
E Virgolino Ferreira
O temido Lampião.
Sem por os outros pra baixo
Foi um dos homens mais macho
Que já nasceu no sertão...

...Ele era um homem terrível
Um terrível sem parelha
Sangrava seus inimigos
Como quem sagra uma ovelha
Arrancava olho e dente
Marcava com ferro quente
E decepava a orelha...



Francis Gomes

INFORMATIVO


Convite
Itaú Cultural convida II Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural


Nicolau Sevcenko, João Moreira Salles, Andrew Leland, Otávio Frias Filho, Antonio Granado, Roberto DaMatta, Eduardo Coutinho e Júlio Villanueva são alguns dos convidados que estarão nas mesas de debate que marcam o encerramento de formação e difusão do programa Rumos Jornalismo Cultural 2007-2008. Entrada franca. Não há necessidade de inscrição antecipada.
Programação em tela ou no http://www.itaucultural.org.br/.

O seminário tem a curadoria de Cassiano Elek Machado e reúne 21 jornalistas, pesquisadores e acadêmicos do Brasil e do exterior para debater com o público presente as práticas, tensões conceituais e modelos atuais de jornalismo cultural.

Confira na programação os temas das mesas.

Lançamento de Publicações No primeiro dia do seminário, 03.12, quarta-feira, após as mesas de debates, ocorre os lançamentos:- da revista :singular – produzida pelos universitários selecionados na Carteira Estudante de Graduação;- da pesquisa Mapeamento do Ensino de Jornalismo Cultural no Brasil em 2008, elaborada pelos docentes contemplados na Carteira Professor de Graduação.

Local

Sala Itaú Cultural (273 lugares) - Av. Paulista, 149 - São Paulo/SPdias 03, 04 e 05 Dezembro (quarta, quinta e sexta-feira). Horário:
Veja programação em tela ou anexo, com perfil dos palestrantes.

Programação

Dia 03 dez quarta (abertura)17h30 O Olhar Cultural com José de Souza Martins, Nicolau Sevcenko. José Castelo (mediador).19h30O Jornalismo de fôlego com Eduardo Coutinho, João Moreira Salles e Otavio Frias Filho. Claudiney Ferreira (mediador).21hcoquetel de lançamento das publicações

Dia 04 dez quinta17h30 Casos Crônicoscom Antonio Prata, Arthur Dapieve, Humberto Werneck. João Gabriel de Lima (mediador) 19h30Palavras Cruzadas com António Granado (Portugal), Fábio Malini e Yoani Sánchez (Cuba). Thiago Dória (mediador)


Dia 05 dez sexta17h30 Problemas de coluna com Contardo Calligaris e Roberto DaMatta. Cassiano Elek Machado (mediador) 19h30Novo novo jornalismo” (encerramento)com Júlio Villanueva (Peru) e Andrew Leland (EUA). João Paulo Cuenca (mediador)

27 novembro, 2008

É sábado agora!

Pavio Erótico (Sarau)
Sábado, 29/11 - às 20h
Centro Cultural de Suzano
Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano - SP

26 novembro, 2008

Próximo lançamento

Lançamento dia 16 de dezembro - terça - 20h
Local: Centro Cultural de Suzano
Rua Benjamin Constant, 682
Centro - Suzano - SP

25 novembro, 2008

Nesta quarta!

A Secretaria de Estado da Cultura convida para o lançamento do livro

26 de dezembro de 2008
quarta-feira - 17h
Museu Afro-Brasil
Av. Pedro Alvares Cabral, s/nº
São Paulo - SP

23 novembro, 2008

[ANDRÉIA NA ZONA... - JAMAIS IMAGINEI.].


Não me recordo com exatidão, mas eram, aproximadamente, 06h 15m do kronoV quando o meu LG – KP 210 – o meu celular – me despertou do sono Alpha.

Abri meus olhos, e, automaticamente, lancei um olhar na direção do relógio penso à parede e de onde os ponteiros marcavam 07h 15m do kairoV – o tempo humano chamado de horário de verão.

Era-me o dia 24 de outubro – [2008], e, como sempre, teria um compromisso na cidade de Suzano...

Entrementes, enfio os pés na Havaiana que ainda dorme sob a cama, retiro do guarda-roupa uma toalha com o emblema do Corinthians; vou ao banheiro, tomo um banho, visto a calça de tactel na cor cinza, a camiseta amarela com o distintivo da Associação Cultural Literatura no Brasil; calço o meu par de sapatos marrom-avermelhado e me preparo para o meu desjejum.

Sento-me à mesa, tomo uma chávena de chá de Erva Cidreira adocicado com o mel das colméias do Alcebíades, engulo, literalmente, um pão francês com margarina, bebo duzentos mililitros de água mineral Cristal, e; saio.

Cumprimento no caminho apo Zé Guitarra, e, venço os trezentos metros de distância até o ponto do ônibus – linha Tupã/Rodoviária – onde encontro a Andréia.

Nada além da ilusão de quinze minutos e o coletivo surge semi-oculto pela curva à esquerda da Estrada do Retiro; adentro, abro o vidro contiguo para respirar o perfume das flores das [Eucaliptus Cinérea] que circundam a rodovia quando, ao fundo do velho Mercedão, visualizo a silhueta com ares de ampulheta da Andréia.

Bom dia!

Como vai?

Alguns minutos depois ela salta, mas eu continuo o percurso até o ponto final – preciso adentrar ao primeiro 273 – Arujá/Suzano – via Pinheirinho – eu vou colaborar no Projeto [Apetite Literário.].

Não obstante, quando passo pela Avenida dos Expedicionários, o que me estranha aos olhos? Nada mais, nada menos quando vejo que a Andréia, puritana, entra na zona – ela trabalha ali?

Bem; cada qual sabe de si; Deus de todos!

Retornando à origem – Arujá – apeio na Avenida Antonio Afonso de Lima, subo a Rua Euclides da Cunha, depois, a Praça Benedito Ferreira Franco onde, misto de estupefato e surpreso, eu vejo Andréia saindo da zona...

Verdade é; ela, a Andréia, ainda estava na zona...

Foi mais um dia de seu expediente na [Zona Azul] – o sistema de estacionamento instalado no Município de Arujá.

Isto aí!

11 novembro, 2008

[A GALINHA DESMASCARADA... - QUEM DIRIA?].



Mais uma vez, puxo a cadeira, abro a espécie de portfólio e, de lá, tendo vista que pretendo escrever, hoje, mais uma página de na mais crassa liça de escritor, retiro as minhas mais singelas anotações, e, assim, me darei ao luxo de, primeiro, pensar no que desejo grafar no papel.

Em seguida, não me dou por vencido, pego a caneta que, alheia a tudo, nada mais, nada menos, repousa na peça que, a princípio e particularmente, intitulo porta-lápis, estico sobre o tampo da mesa uma folha de sulfite e não me importo com o seu fabricante, mas que a extraio do pacote – é pretendo escrever um novo conto.

Boa idéia!

Um novo conto para ganhar alguns contos?

Sim; um novo conto...

Mas, conto sobre o quê, ou, sobre quem?

Bem; creio que me é o tempo oportuno para escrever sobre as peripécias da Maricota, e, cuja identidade, a menos que me provem ao contrário, pode ser acobertada ao longo do emaranhado de fonemas, de caracteres romanos e tudo mais, mas pode permanecer ocultas nesta seqüência cronológica das vernáculas.

No entanto, é-me necessário frisar – o que se vai expor não tem e jamais teve como cerne a finalidade de denegrir, em primeira instância o simulacro, e, depois, em segunda instância, o moral ilibado, até então, de Maricota; atrevida, alegre, faceira, bonita, ousada e sagaz e mais alguns [as] que, estranhamente, se deixa de revelar.

No dia-a-dia da eternidade em que vivemos, mal a luz da sol é-nos graça e, entrementes, fornece-nos os espasmos da sua energia e do seu calor; Maricota se esperta em todas as manhãs e se põe de pés, pois costuma pular da cama antes mesmo que as estrelas vespertinas desliguem, se é o fazem, os seus abajures multicores, se dobrem a intensidade da luz solar, e, finalmente, se recolham para dormir o justo sono do repouso.

Não obstante, é-nos importante frisar que, durante o dia, a Maricota arca com as responsabilidades de cuidar da alimentação dos filhos, do suprimento de água, da saúde, dos ensinamentos da vida, e, evidentemente, do moral ilibado e das regras do bom viver mediante interessantes conceitos sobre o moral e as Regras do Bom viver mediante conceitos apensos, ainda que de forma simbólica, à conduta.

Na vila onde reside, Maricota é benquista pelo seu espírito de honestidade e, também, da fidelidade contumaz ao Juvêncio, esse mesmo que, ainda que se quisesse; não se pode, evidentemente, negar; de vez em quando promove das suas escapadelas extraconjugais.

Todavia, Maricota é um simulacro santificado de fêmea, não obstante, Juvêncio mais se assemelha a um quadro – não importa se de Renoir, Picasso ou Di Cavalcanti, porém respingado de tintas inoportunas, e, por isso mesmo, profundamente, inverossímil à realidade.

Contudo, o que se pode asseverar é que é a vida uma imensa e verdadeira incógnita – é mesmo uma caixeta de surpresas, sujeita a influir; até mesmo nos ditos intangíveis do moral.

Estamos em uma segunda-feira; ela termina, vem a terça-feira, segue-nos a quarta-feira... – o tempo voa, os dias se sucedem; uns após os outros – é um sábado!

Do apogeu de sua estranha órbita, o lua astro imponente, enigmático em sua forma e aparência, derrama sobre nós não agora um manto de orvalho prateado, mas um manto de um tênue azul; quase turquesa, oriundo do chamado lua azul característico do fenômeno do segundo luar cheio, no mesmo mês...

Absorto nesses mais profundos e clássicos elementos da vida humana, não se pode deixar de apreciar quando, as primeiras estrelas lavam os rostos na vibração elétrica do universo, em seqüência, piscam os olhos de alegria como se fossem duas singelas contas deitadas no fundo do rio, e, oferta a boa noite a toda espécie de vida – quer seja a vida movente ou quer seja a inerte; a vida que inexiste.

Os filhos, como bons meninos dormem cedo e Maricota, agitada, sem toca CD, televisor ou aparelho de DVD, caminha, incessantemente, da direita para a esquerda, do norte para o sul, e, do leste para o oeste, ainda que, apenas, no pensamento, nos obscuros logradouros de uma cidade considerada natureza, mas, não necessariamente nessa ordem, ali mesmo, no interior da choupana.

De repente, veste o melhor dos seus vestidos, calça as sandálias da simplicidade, pinta os lábios e as unhas de um tom avermelhado, deixa as mãos ao natural, enlaça-se na bolsa que o Pierre Cardin criara, especialmente, para ela e sai.

O que irá fazer?

Passar o tempo na Augusta ou na São João?

Que importa?

Maricota é casada com o Juvêncio, não é menor de idade, é dona do seu nariz, não deve explicativos a quem quer que seja, e, como todo possui o livre-arbítrio...

Logo, o, o, o, o, o, o...

O adiantado da hora...

O adiantado da hora é o único detalhe que a minha mente, corrupta como a de todos nós, insiste em relembrar; Maricota tão cândida e pura o que fará nos escaninhos da vida?

Bem, é véspera do natal e como de costume me apronto e vou à igreja.

De fato já se passam vinte e oito minutos e trinta e cinco segundos e absorto, a ala leste do templo, de tudo me desconcentro perante as gentes de todas as idades.

Uma força estranha converte a minha vontade, manifestação livre arbítrio em, simplesmente, instinto quando, incondicional e instintivamente, ergo os olhos que, enfim, repousam na imagem de Maricota sorridente e serena.

Que faria, ali, àquela hora, pergunto ao meu cérebro incontinente...

Ele, atendendo; rebusca nas mais crassas reflexões e coordena a frase, espera fechar o semáforo da Farah Salim Maluf e detona a bomba relógio da resposta... – [Maricota não é a leviana que o meu intelecto, erroneamente, pré-julga, e, toda contente vem assistir a missa do galo Juvêncio...

Entenda quem puder entender!

10 novembro, 2008

Programação

Tributo a Steve Biko começa dia 13


Com o apoio da Prefeitura de Suzano, o grupo Pesadelo do Sistema promove nos dias 13, 14 e 15 de novembro uma programação especial em homenagem ao militante norte americano Steve Biko. As atividades serão realizadas no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi” (Rua Benjamin Constant, 682 – Centro - Suzano - SP), sempre às 20h. A entrada é gratuita.

Na quinta-feira (13), será exibido o filme “Um Grito de Liberdade”, além de intervenções culturais com um grupo de dança afro. Um debate será promovido na sexta-feira (14), com a participação de professores e lideranças do movimento negro, além de apresentação de hip hop. A programação será encerrada no sábado (15), com um sarau cultural com a presença de Sacolinha, Elizandra Souza, e grupos Denegri e Coletivo Griots.

13, 14 e 15/11
Tributo a Steve Biko
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi - Suzano - SP
Informações: 4749-7556 ou 8478-9565

Programação:

13/11 – 20h
- Dança Afro com Eliza Ferraz
- Exibição do filme "Um Grito de Liberdade"
- Hino à África

14/11 – 20h
- Debate-papo sobre o tema "O legado de Steve Biko", com as seguintes participações:

Gêgê, graduando em História na PUC-SP

King Nino Brown, lenda viva do movimento hip hop, fundador da Zulu Nation-Brasil

Fernanda Ribeiro, graduada em História pela PUC-SP

- Mediação: Biko, graduando em História na Universidade São Marcos, militante do movimento negro, membro do coletivo Griots.
- Apresentação Cultural: Hip hop com o grupo Pesadelo do Sistema.

15/11 – 20h
- Sarau dedicado a Steve Biko, com apresentações de Sacolinha, Elizandra Souza, Denegri e Coletivo Griots.

Realização: Pesadelo do Sistema Produção Artística Ltda.
Apoio: Prefeitura de Suzano

06 novembro, 2008

[I JUST CALLED TO SAY, I ACCEPT OBAMA; ISN'T LIE...- SÓ CHAMEI PARA DIZER, AACEITO OBAMA; NÂO É MENTIRA!].



Venha cá, puxe uma cadeira, se preferir tire os sapatos, deixe-os sobre o tapete bege da sala, beba um gole de água mineral, cruze as pernas, relaxe, aguce os ouvidos; necessitamos, e, muito, conversar.

Não – não se preocupe.

Quando enviei o e.mail –
josebentomonteirolobato@ceus.eternidade o convite; sabia, de antemão, que a conversa não caminharia com os minúsculos pés da facilidade, mas como autodidata falo, também, o idioma do pensamento – a telepatia.

Vamos aos fatos...

Verdade é, há sessenta anos do pretérito nada mais, nada menos, disseste:... – [The United States of American – nomes próprios não se contemplam com versões – será uma grande nação no dia em que eleger um presidente negro!].

Magnífica exclamação...

No entanto, a alocução é falha e ilusória na medida em que se trata de uma ironia – todos nós e, inclusive tu, ó Monteiro Lobato temos a convicção de racista ao extremo que, sob as névoas da história, semicômico nos escaninhos da vida, tu foste ao proferir semelhante profecia.

Um presidente negro!

Utópico ou não, a realidade é embalada pelos braços aconchegantes do resultado – Barack Hussein Obama é o novo presidente, simulacro da raça negra, eleito para administrar a maior potência do planeta.

Não obstante, e agora José?

A profecia se cumprirá na plenitude?

Narizinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, personagens intangíveis da tua ficção se mostram reticentes, e, vis nada asseveram, tu, porém, que dizes?

Barack Hussein Obama, contrariando as antigas tradições racistas estadunidenses, é o decano da raça negra a ocupar a conhecida [White House] – a espécie de sessenta anos do pretérito, finalmente, se materializou no simulacro do Senador que, nas urnas, e, pelo voto do povo, se impôs a John McCain.

O que acontecerá de agora em diante?

Bem, esperamos que do racismo arraigado na sociedade estadunidense não se levante um novo [Lee Oswald] para exterminar o [John Fritzgerald Kennedy] da cútis do tom bronze – make love not war (faça amor, não faça a guerra), pois a humanidade somente será semelhante ao Criador no dia em que banir os preconceitos, dar-se as mãos, e, olhar a imagem de Deus em cada semelhante.

Em outras palavras, fica aqui a minha profecia; isto!

05 novembro, 2008

[A QUARTA GRANDE GUERRA MUNDIAL].




Uma Grande Guerra Mundial se faz com Instrução, Armamentos e Homens; esta é a grande e incontestável verdade em todos os tempos da historicidade humana.

No entanto, a despeito desse afirmativo, calçado na realidade histórica humana, disse [Josh MacDowell], um nobre escritor Norte-americano:... – [The man is corrupt from head to feet – o homem é corrupto da cabeça aos pés], o que, vias de regra, constitui uma das mais importantes verdades da vida humana.

E tudo começou a milhares de anos do pretérito...

Como se recorda, Adão, o representante da humanidade entendeu que devia desobedecer as ordenanças, a ele impostas, por intermédio do Direito Divino... –quis ser igual a Deus, e, tornou-se semelhante ao demônio.

A pergunta crucial é:... – [Como se forma um guerreiro?].

Simples!

Junte-se em uma batedeira nada mais, nada menos do que o cérebro inteligente de Ruy Barboza e de Murtinho Nobre, a genialidade das palavras de Joaquim Maria Machado de Assis, as mãos que ostentam as penas de José Bento Monteiro Lobato, o tórax de Cândido Mariano Rondon, as pernas prontas para escalar rios e matas de Jacques Costeau, o corpo inteiro de Marina Silva, conecte-se à corrente elétrica alternada fornecida pelas concessionárias, bata-se por, pelo menos, quatro anos na Universidade da existência, e, assim, teremos formado um excelente Exército para guerrear contra a maior das guerras da história de toda a humanidade.

Todavia, dir-se-á que, pelo menos até pouco tempo de um passado não muito distante, os rumores desta guerra era um enigma oriundo de um outro mundo, e, a despeito disso; querendo-se ou não; afeta a comunidade mundial, hoje, oscilante entre os seis bilhões e meio e os sete bilhões de indivíduos, estando patente em todos os lares do terceiro milênio, mas há uma luz no fim do túnel.

Não obstante, até o pouquíssimo tempo do pretérito, essa luz que ilumina no fim do túnel da existência humana era, por assim dizer, uma luminosidade projetada de um outro mundo ignoto e desconhecida... - [denominada – reciclagem.].

A dita reciclagem, aqui, simbolizada nesta estranha luz que emana de um outro mundo, e, adentra aos nossos domínios era, realmente, não uma coisa porque coisa não é nada, mas um costume de um outro mundo, uma vez que nas residências somente existia um saco de lixo para depósito de todos os dejetos orgânicos, fossem eles orgânicos ou secos, e, que, como se recorda, eram coletados pelas antigas Organizações Governamentais destinadas a tal coleta.

No entanto, as nações se modernizaram, os conceitos passaram por uma completa reavaliação, as Entidades que estão afetas a esse seguimento ditaram normas pertinentes, Constituições sofreram adequações, mas a humanidade; essa, sim, permaneceu inalterável diante do poder de corrupção que lhes macula da cabeça aos pés.

Demais disso, dada à tecnologia atuante e a necessidade de uma readequação a nova realidade em detrimento das alterações climáticas que estão, em se querendo ou não, afetando as condições de vida com base no carbono; recentemente, se iniciou todo um trabalho não só de planejamento, mas, também, de conscientização no que tange ao reaproveitamento dos materiais que, ainda que existam na natureza, são recicláveis, onde findo o estudo dos prós e dos contra, implantou-se, mundialmente, regras para que, coletando-se esses materiais – julgados inservíveis para uns – em servíveis e recicláveis para outros, determinando-se, para tal, que tais materiais fossem acondicionados segundo a sua classe e natureza, mediante a colocação em recipientes a eles predispostos... – surgiu efeito?

Sim, parcial!

A princípio, todo o lixo orgânico era enviado, juntamente, com o lixo reciclável para os chamados aterros sanitários denominados lixões ou para usinas de incineração; correto... – não! Nos dias da evidente atualidade do terceiro milênio existe uma outra finalidade para esses resíduos, e, a qual, se denomina – compostagem.

Dois questionamentos cruciais se formam nas nevoas da historicidade humana e nos escaninhos de nossas mentes corruptas pela influência do mal:

Primeiro...

- O que é lixo orgânico?

Por conseguinte...

- Afinal, o que significa lixo seco ou reciclável?

Dir-se-á que o lixo orgânico é constituído por toda espécie de detritos sujeitos a decomposição natural por deterioração das suas características originais; todavia, o lixo reciclável é determinado pelos materiais inorgânicos, geralmente e tais como, o papel, o papelão, os metais, et coetera; estas variáveis e que, no processo de reaproveitamento retornam, na maioria das vezes, à condição primitiva de matérias primas para a fabricação de novas caixas de papelão, todo um aparato de papel para a impressão dos livros e dos jornais que, em nosso dia-a-dia, estamos habituados a ler. Para a manufatura de latas de alumínio, e, toda uma faina de elementos facilitadores da vida moderna e cujos ventos da modernidade, quase sempre, nos utilizamos de forma estranha e desordenada.

Por isso, o mundo acaba de decretar a [Quarta Guerra Mundial], No entanto, ainda que nos lembre todo um aparato bélico, sem armamentos – é um conflito puramente estratégico no sentido da preservação da vida.

Trata-se da reavaliação dos costumes que implanta, mundialmente, a produção e o uso de um elemento facilitador da modernidade dos séculos vinte e vinte e um – as tão decantadas sacolas plásticas – tão mal utilizadas pela humanidade em quaisquer das comunidades que se pretenda analisar.

Quanto ao modelo de proibição – varia o entendimento e a formulação das leis, visto que, vis a vis, países como Deustchland, Netherlands, England, Ireland, Francia, Itália, Rumania – conhecidos de forma errônea por Alemanha, Holanda, Inglaterra, Irlanda, França, Itália, Romênia – já que, como regra de qualquer vernáculo, aos nomes próprios não se ofertam traduções, transliterações, versões, dentre outras regras imposta pelas gramáticas, pois, em quase totalidade dos países; como forma de coibir a agressão ao meio ambiente, como já se retro mencionou; pelo mau uso do facilitador, descartado nos leitos das ruas e avenidas, e, conseqüentemente, encontrando como destino final nada mais, nada menos do que as galerias de águas pluviais que, congestionadas, culminam como principais responsáveis pelos alagamentos do verão.

Destarte, nessas ocasiões; que faz o povo?

Ataca aos prefeitos e aos governadores e, desse modo, os responsabilizam por uma ação que é própria, única e exclusivamente, e afeta ao ambiente pelo mal uso de vilões como a sacola plástica que, adentrando as galerias, formam extensas e resistentes barreiras que impedem ao fluxo das águas.

Não obstante, me causa espécime o modelo adotado pelo Brasil, o país do jeitinho que, na pessoa do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recomenda que, dentre outras providências, o quantitativo de, pasmemo-nos, duzentos e dez milhões de unidades produzidas a cada mês fosse, gradativamente, reduzido até o limite – zero – [utopia.].

Primeiro – a sede de beber o vinho adocicado dos lucros financeiros faria as empresas do setor diminuir, realmente, a produção até o limite – zero?... – Não se sabe! Segundo – a forma adotada não seria, por acaso, um meio de se isentar e transferir a outrem a pecha de vilões?

À luz de todo o entendimento, quer-se crer que, claramente, o modelo de proibição adotado por uma nação chamada Brasil visa, literalmente, excluir a Administração Central legando o embate ao comerciante e ao consumidor final que, por uma questão de falta cultura, como sempre desconhece as regras e os preceitos das leis vigentes em sua própria pátria – sim ou não?

Como se vê, corre-se o risco de se ver deflagrada em detrimento da [Quarta Grande Guerra Mundial] nada mais, nada menos do que um novo conflito – [A Quinta Grande Guerra Mundial?]... – Não! [A Primeira Grande Guerra Brasileira] travada nos campos de concentração da Auschivitz do comércio onde os consumidores finais armados dos fuzis de suas contestações, dos mísseis de seus argumentos esdrúxulos, das granadas de suas ignorâncias culturais e de seus tanques de futilidades, se entrincheirarão nos escaninhos da existência e matarão aos comerciantes crucificados em seus próprios estabelecimentos – é verdade!

A quem interessar possa, fica aqui o alerta – programe-se – as sacolas plásticas criadas como elemento facilitador da vida moderna está com os seus dias contados, ainda que, no Brasil, o processo de desativação do uso desse recurso, se revele algo de intangível e inconsistente – creiamos!

O meio ambiente agradece!

29 outubro, 2008

Informe!

Atenção, este é o blog oficial da Associação Cultural Literatura no Brasil. O blog do escritor Sacolinha é outro. Anotem aí:
www.sacolagraduado.blogspot.com

27 outubro, 2008

[EXALTATIONE]

Non debebas mihi exaltare,
Non debebas mihi charlare,
Non debebas m ihi odiare,
Sed debebas ad-sic amare.
Amare Psidium Guayava,
Amare Perséa Americana,
Amare Magnífica Indica,
Amare Tabebuia Impetiginosa,
Et totus arboris terrestris.
Ab mesissimus hactenus,
Discebat quae Iesus Nazarenus,
Non fuit supra Deus,
Caeser non fuit supra Iesus Nazarenus,
Antipater non fuit supra Caeser,
Sed humanitatis,
Humanitatis encontrabit; lud,
In demonstratio et in amor...
De homine!

[O PILOTO MAIS HÁBIL DO MUNDO].

Venha cá, puxe, literalmente, a poltrona, sente-se, tome um gole de água mineral, afine a sua voz; precisamos dialogar – mas, dialogar sobre o quê?

Bem, caminhemos a passos lentos sob a névoa da história, e analise-se a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano, a cada século, a cada milênio, alcancemos os primórdios da civilização, e, de lá, retornemos, em estudo e pesquisa, ao século vinte para assistir as arriscadas manobras dos pilotos no decurso da Primeira Grande Guerra Mundial.

Na oportunidade, usemos de toda a nossa astúcia para escapar do inferno dos petardos representados pelas destruidoras granadas, pelos disparos arrasadores dos canhões, pelos detonar dos fuzis e de toda a parafernália bélica no sentido particular de preservar a vida.

Demais disso, acalmados os ventos da guerra insana; quatro anos depois, assistamos a Sacadura Cabral e a Gago Coutinho tomar o grafite da ousadia para escrever nos anais da história o grande feito – a primeira travessia do Oceano Atlântico – um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade.

Não obstante, não nos surpreendamos com a ignonímia e a insensatez do homem moderno nas figuras de [Von Braum e seus asseclas], além, naturalmente, da irreverência dos grandes ditadores [Adolf Hitler, Winston Churchill e Benito Mussolini], estopins reais do holocausto de Auschivitz e responsáveis pela antológica aniquilação de parte das raças.

Ouçamos o detonar da bomba atômica, e, paralelamente, o florescer das rosas vermelhas tanto de Hisroshima quanto de Nagasaki, e, atentemos para o tardio arrependimento implícito na alocução interrogativa– My God, what have we done... – Meu Deus, o que nós fizemos – ignóbil represália ao inoportuno ataque japonês à Base Naval de Pearl Harbor, isto; com a singela dose do mortal veneno da radiação.

Vivamos o lapso da paz pós Segunda Grande Guerra Mundial e solvamos do cálice do vinho da tranqüilidade, entravemos o tempo para, no vislumbre das irreverentes manobras, admitir, de uma vez por todas, a destreza e a habilidade de um ignoto piloto.

Nele; o vôo veloz e elegante, a asa caída, ora à direita, ora à esquerda, o se elevar e o regredir, a distinta inversão do nadir em zênite, o centro disposto em todas as direções, o referencial da circunferência em nenhuma, é-nos, por assim dizer, o nirvana especial para os nossos olhos de expectadores.

Intrigante é...

Intrigante; a flutuação enquanto voa sob o seu próprio eixo de gravidade; não – é demais!

Jamais se teve noticias da existência de um piloto que, com tamanha qualificação, tenha alcançado tal façanha...

Afinal, mil e duzentos fluxos e refluxos por minuto giram ao derredor de suas asas, vinte fluxos e refluxos por segundo, os movimentos de precessão e de recessão, o de translação e o de mutação, o de objeção e o de repulsão em perfeita consonância com o seu vôo, o bico de forma pontiagudo e extenso como um eficaz elemento de força e de equilíbrio; associado a manete de comando da direção; simulacro da perfeição e da improbabilidade de uma queda acidental são, evidentemente agora, não as características do majestoso e irreverente piloto, mas do seu aparelho de vôo.

Demais disso, por todos esses inigualáveis qualificativos, por esse inegável rol de irrefutáveis aptidões técnicas, por essa destreza impoluta é que não se tenha duvidas.

O colibri, ou, beija-flor é o piloto mais hábil do mundo – conteste se tiver coragem!

24 outubro, 2008

Suzano

Agenda Cultural – Novembro

Centro de Educação e Cultura "Francisco Carlos Moriconi"
Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – SP
Fone: 4747-4180

08/11 – 20h
Pavio da Cultura – Sessão Negra
Dentro das comemorações do Mês da Consciência Negra o tradicional sarau focará o tema da questão racial. O homenageado dessa vez é o poeta Castro Alves.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO

25/11 – 20h
Trocando Idéias

Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: Graduado em Marginalidade, de Ademiro Alves (Sacolinha).
Facilitador: Cákis
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO

29/11 – 20h
Pavio Erótico
Este sarau é realizado a cada três meses é feito em parceria com a Secretaria de Saúde que traz informações sobre DSTs e disponibiliza preservativos.Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO


Centro Cultural Boa Vista
Rua Katsutosh Naito, 957 – Sesc-Boa Vista – Suzano – SP
Fone: 4749-7556

04 à 30/11
Varal literário
Todo mês é exposto no corredor do Centro Cultural Boa Vista os trabalhos de um autor da cidade. Neste mês a exposição fica por conta do poeta e cordelista Denivaldo Araújo.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
GRATUITO

01/11 – 16h
Pavio da Cultura
Todos os primeiros sábados de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista, desenvolve o seu sarau com a presença da comunidade recitando poesias, cantando, dançando e se manifestando com sua arte.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
GRATUITO

21/11 – 19h
Fogueira, Literatura e Pipoca
Projeto que tem o objetivo de incendiar o debate e pipocar as idéias. Numa roda envolta da fogueira, os participantes discutem sobre literatura durante 1h. Depois, durante 30 min. acontece um sarau encerrando a atividade.
Tema do mês: Literatura Afro-brasileira
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
GRATUITO

[UMA CARTA INESPERADA]


Caro mancebo!

Há algum tempo lhe observo pela forma e pela maneira de proceder e me pergunto:... – [Por que hesita tanto em seguir aos meus conselhos?]... – Afinal...

Como se sabe, não sou um personagem qualquer. Eu sou o reitor de uma Universidade, formado na eternidade, Mestre e Doutor na Ciência do Mal, e, assim, pretendo-lhe graduar-lhe na cátedra da marginalidade.

Eu lhe louvo, por ser bom filho, bom marido, bom pai; trabalha, ganha a vida com um salário de fome, estuda, se diverte, mas pode ser que lhe falte o essencial – dinheiro – talvez!

Por causa dele, ultimamente, você tem se desentendido com a sua companheira e, confesso; incitei-a a lhe dar um par de chifres. O pagamento é por sua extremada rebeldia – mas você está sempre preferindo ser o bom moço e, então, somente tem arranjado problemas para sua vida.

Quanto a minha pessoa; continuo no propósito de ensinar-lhe a portar um revolver, não importa se calibre 32 ou 38, acionar o gatilho, matar... – quero ministrar os conhecimentos necessários para arrombar as portas das casas – sejam as residenciais ou as comerciais – clonar cartões eletrônicos – de conta corrente, de crédito e afins – documentos pessoais e toda a parafernália de elementos facilitadores da vida moderna.

[Tanto eu quanto os asseclas – mestres como eu – e que me rodeiam lhe ensinarão as técnicas para furtar, a roubar, a estuprar, a seqüestrar, e, acima de tudo, promover as maracutaias e as falcatruas, e, como se não bastasse, reconhecer as falhas existentes tanto nas Regras do Direito quanto no que tange as falhas da Filosofia do Direito e nos dispositivos dos Direitos humanos ditados pela [Organização das Nações Unidas] que, ao longo de sua história, tem levado os seres viventes a se beneficiar das prerrogativas e das impropriedades.].


Contudo, não há tempo hábil ou estipulado, se decidir, venha, em dois ou três meses, garanto; você receberá o seu Diploma e, assim, será graduado em marginalidade.

Quem é o que fala contigo?

Bem, é [Apolion]; um norte--americano?

Não!

Apolion – sou o chefe de uma legião de anjos – decaídos – discípulo e enviado de satanás para arregimentá-lo às nossas fileiras.

Juntos, eu e meus asseclas faremos de você um respeitável matador, um temível estuprador, um sagaz ladrão, um astuto traficante, um escorregadio estelionatário – essas coisas...

O curso é grátis, mas há um acordo implícito em suas cláusulas contratuais. Ao graduar-se em marginalidade, escolher uma especialidade; começar a agir; opta por um dos caminhos que o outro falou – o estreito – e, então, você passa a ser um dos nossos – não há retorno.

Assim, comece por entrar na política, eleja-se Vereador, Deputado, Senador ou assemelhados – garanto – é um bom caminho...

Compensa?

Bem; com o direito da livre escolha, você decide!







23 outubro, 2008

[HELENA NA ZONA... - QUEM DIRIA?]

Há, exatamente, mil, novecentos e setenta e cinco anos, no mês de maio, a maior personalidade da historicidade humana; disse:... – [Não julgueis para que não sejais julgados, pois com o juízo com que julgardes sereis julgados e com a medida que tiveres tomado hão de medir-vos a vós...], portanto, sejamos mansos com as pombas, astutos como os leões, e, prudentes como as serpentes – não o façamos.

Sigamos o nosso vôo em direção ao nosso argumento de hoje...

Se bem me lembro, é um domingo...

O dia amanhece, completamente, nublado, intermediando tanto momentos de estia e quanto de uma chuvinha fina, gelada e insistente que molha até aos nossos ossos retesados pelo intenso frio primaveril.

Empolgado, levanto-me às seis horas e trinta e dois minutos, tomo um banho rápido, engulo, literalmente, um pão com margarina e bebo uma chávena de café, e, eufórico, eu calço os meus sapatos – o direito e o esquerdo – lógico, tomo o guarda-chuva que dorme no guarda-roupa e saio...

Vou à zona!

Carro, ônibus, moto, bicicleta; não – nada disso é necessário – eu moro a pouco mais do que quinhentos metros da zona; vou a pés.

Creio que não se passa quinze minutos e, ainda que não tenha vergonha, entro na zona pela porta dos fundos; nada traumático.

Não obstante, ao chegar, noto uma fila com cerca de vinte mulheres – penso...

Pode ser?... – Oito horas da manhã e já vinte mulheres se entregam às suas responsabilidades na zona!

Bem, crio um clima com uma loira, balzaquiana, esbelta, elegante, escultural e que, pelo menos, me parece ser muito boa; conversamos por quinze ou vinte minutos antes de entrar.

Onde?

Ora, ainda não sabe?

Pense um pouco e chegue à conclusão.

Quando entramos, claro, apalpo, bulino, meto o dedo, aliso, faço tudo quanto não havia, previamente, imaginado enquanto vejo a loira extasiada – rapidinho – o suficiente para satisfazer o meu desejo.

Desço a quarenta anos do passado, lembro-me da caserna, faço – meio volta-volver – o meu olhar cruza ao de Helena; fico estático.

Por que não?

Um clima, duas ou três palavras levadas pelo vento; realidade...

Helena ainda está na zona, acaba de votar....

[MAGISTER]

Se magister meo iuvenium est... – penso...
- Unde esse sperientia sua?
Sed, se magister meo veturum est... – penso...
- Jam deberit esse superatum...
Hagora, se magister meo non tenerit automobile... – penso...
Non superavit malitia sua nec malitia ad mundus ephemerus.

Se o meu mestre é jovem... – penso...
- Onde está a sua experiência?
Mas, se o meu mestre é velho... – penso...
- Já deveria ser superado...
Agora, se o meu mestre não tem automóvel... – penso...

- Não superou a sua malícia nem a malícia do mundo efêmero

22 outubro, 2008

[DÊ UM AFAGO... - NÃO CUSTA NADA!]

Qual foi o maior dos afagos?... – O maior afago foi o afago da cruz!... – Sem dúvidas...

Todos os dias eu tenho a necessidade de sentir-me abraçado, de um carinho, de alguém que me pegue no colo;... – que me entenda.

Ao longo da minha existência insólita e efêmera como um ser humano sobre o Terra tudo faço para observar os dispositivos e as artimanhas do amor... – o amor em filhotes das cãs, o amor em filhotes das gatas, o amor em filhotes de macacas, o amor em filhotes de éguas e onde a experiência tática tem, paralelamente, o valor análogo ao alimento no aprendizado e no comportamento.

Se eu trocar os filhotes das cãs, das gatas, das macacas e das éguas, pelos filhotes de outras espécies; de que isto me adiantará?... – Cada qual reconhece a sua própria cria, logo, se conclui:... – o tato é muito importante para a vida.

Esses filhotes se relacionam com o mundo exterior, mas, na hora da mamadeira, correm para a mãe porque reconhecem, nela, nada mais, menos do que – o toque do amor.

Portanto, um filhote criado na solidão e no abandono será, sempre, um animal estressado, problemático, de difícil relacionamento;... – evita o contato social, está sempre amedrontado, tem uma postura de recolhimento, e, pasmem, parece tocar a si mesmo – como forma de suprimento de suas próprias carências.

Eu chamaria a isso, simplesmente, de falta de identidade.

Por essa razão, a estimulação tátil deve ser sempre algo satisfatório, afetuoso, propiciando proteção e segurança porque é a cédula, a tinta, o registro geral, a impressão digital que condiz com a identidade.

Por isso, ainda que sejamos economistas, contadores, ou, simplesmente financistas, não se deve aplicar os conceitos econômicos à complexa plenitude da vida.

Na economia lidamos com a oferta e a demanda, na contabilidade com os efeitos dessa oferta e dessa demanda, porém a meta principal outra não o é que não seja o lucro financeiro.

No entanto, a vida tem como dualidade – o amor e o ódio – e, nesse caso, a nossa meta nada mais, nada menos é a satisfação pessoal.

Demais disso, na economia, a moeda e o lucro, na vida a moeda é a paz, e, não se pode fugir de uma singela verdade; na economia o lucro virá sempre das vendas, na vida a paz virá sempre do afago... – por isso, não economize o afago!

O maior dos afagos começa na criação não do homem que Deus não criou, mas da humanidade que Deus criou, configura-se no julgamento de Adão e Eva, de Satanás e do Terra, e, consolida-se no resgate da cruz... – pense-se nisso!

[SONETO PARA LINDEMBERG]

Tem dois olhos, um nariz, e, uma boca,
E, dois ouvidos, um cérebro, e, entrementes,
A ciência me vem com a balela; é gente,
Pois, menino, criança, bebê, usou touca.

Tem dois braços, duas mãos, dez dedos, e, insano,
É o simulacro da morte, do crime, e, somente,
A ciência insiste em dizer:... – que é gente,
Porque, na verdade, é demônio – ledo engano.

Tem duas pernas, dos pés, dez artelhos,
Por isso, à ciência oferto um conselho,
Pare – é do demônio em imagem de gente.

Tem um sexo para o gozo e a reprodução,
Tudo mais, porém não se iluda – isso não,
Porque, nele, o coração é ausente.

[UM ESTADO DE COMPLETA INSENSATEZ]

Antenor acaba de completa sete anos e, nessa idade, começa a estudar.

Primeiro cursa os estudos mais elementares, isto é, os iniciais que se rotulam como fundamentais e neles permanece durante nada mais, nada menos do que cinco anos.

Terminado os primeiros cinco anos de aprendizado, ingressa nos estudos em médios é aí permanece por longos três anos, e, então, sente que a escalada junto as suas habilidades e vocações abre-lhe as portas da Universidade e, em razão direta da sua aplicação, adentrando ao mundo mágico da Universidade, estuda a Filosofia do Direito.

O Direito Romano, o Direito Civil, o Direito Comercial, o Direito Financeiro, o Direito Público, o Direito Privado e as demais cadeiras da Filosofia do Direito são companheiras e cúmplices em sua vida estudantil.

Certo dia, experiente, o Velho Mestre, disse-lhe:... – Venha cá, deixe de lado um minuto os livros, o código civil, e, puxe a cadeira; precisamos conversar...

O Velho Mestre o inquire:... – [Estás terminando o curso; é ou não é verdade?].

O Candidato a jurista responde:... – [Sim, Mestre, por certo, amanhã é a minha ultima aula!].

O Velho Mestre contra-argumenta:... – [E depois que tomares na mão o teu Diploma, o que farás da vida?].

O ex-aluno considera:... – [Bem; aplicar os meus conhecimentos, juntar fortuna, e, entrementes, procurar fazer o meu nome como jurista; quem sabe um juiz?].

O Velho Mestre reitera, e, depois?

O ex-aluno primeiro é hesitante, mas infere:... – [Depois me aposentar, viver com folga, viajar, gozar a vida.].

O Velho Mestre, prolixo e redundante; e, depois?

O ex-aluno já com um cálice do vinho da insegurança... – [Depois ser abraçado pela morte!].

O Velho Mestre, insistente, e, depois?

O ex-aluno perdido no universo de suas mais crassas ineficácias... – [Não sei...].

A idéia, no âmbito da humanidade, sempre foi uma idéia comum; há aqueles que planejam e não se interessam por aquilo que, realmente, tem valor.

Destarte, diante disso, a nossa meditação sensata e coerente figura na luz da sabedoria e não nas trevas da ignorância, pois... –[Abundancia e vida eterna são como duas estradas que não se encontram porque são paralelas e não obliquas.].
É isso!

21 outubro, 2008

[SONETO PARA ELOÁ CRISTINA]

Oh!... - Rosa cálida!... - Oh!... - Rosa de essência cristalina!
Privam-lhe do corpo, mas como privar-lhe da candura?
A do anjo dócil que habita em sua alma lívida e pura,
Ou, na nobreza do caráter da rosa chamada Eloá Cristina.


Creio, um ledo engano há naquela alma ignota e morta,
Que nos braços frágeis da altivez se julga uma celebridade,
Por derramar em fluxo o seu sangue na cruel mediocridade,
Que de tão insana e invulgar há de pensar; ela está morta.

E imaginar... - o enorme grau da infame insanidade,
Que rouba-lhe o corpo por julgar-lhe sua propriedade,
E olvida, nesse sentido; nada existe de formal.

E imaginar... - a total ausência do senso e da lisura,
Em arroubos esquizofrênicos puros flashes de loucura,
Que faz desse carrasco um ignóbil animal.

[AMOR ADOLESCENTE]

Mañana temprano, si, yo viengo y creo,
Que la sol me venirá cón más calor,
Y que en nosotros hubiera más amor,
Aún que sea una locura; más yo no creo.


Yo contemplaré en cielo azul ese lunar,
Y la sol y la diosa luna estarán presentes,
Bendecindo el nuestro amor adolescente,
Aún que tenamos los cuarenta años tán vulgar.

Y la noche... - será hermoza y muy linda,
El cielo será estrellado y más encantador,
Y la caida de la sol llenará calor a la tarde.

El dia seguiente, las estrellas serán más brillante,
Y la sol, la luna, el lunar estarán adelante,
De nuestro amor adolescente.

[UNE ESSERE VIVENTE AMBIGUO]

Domandai ché parlasse a me di fiores,
I lei stessa parlò a me di amore,
Domandai ché parlasse a me di amore,
Allora, lei stessa parlò a me di fiores.


Domandai ché levasse a me a passeggiare,
I lei stessa levò a me a uno albergo,
Domandai ché me levasse a uno albergo,
Dunque lei stessa levò a me a passeggiare.

Elle è Sophia i piu tanto spiezza,
Ma Sophia è la genuina belezza,
De suo piano a suo sorriso.

Elle è Sophia i piu bella dona,
Ma Sophia dunque la maddona,
De suo píano a suo sorriso.

18 outubro, 2008

[DILEMA]

Gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis; problemas que, na história humana, sempre estão presentes.

Como forma de preveni-los, necessário é-nos expô-los, pois, como se sabe; ambos, entre si, estão ligados ao sexo.

Tarefa difícil? – Talvez! – Fácil? – Não se sabe! Afinal, se não estivéssemos nos expressando para adolescentes...

No entanto, se aceite o desafio, e, para tanto, tome-se como referência uma flor – qualquer uma das flores – não – a mais adorada dessas flores – a rosa.

Portanto, puxe-se a cadeira, sente-se, cale-se a boca, aguce-se os ouvidos, e, acompanhe o raciocínio, considere-se – não será impossível.

Não obstante, aceitável é-nos amigo leitor (a), ainda que não se tenha percebido, dir-se-á que o surgimento de uma rosa se inicia diante de uma singela transformação na extremidade de um ramo.

Algum tempo depois, aquilo que, antes, se assemelha a uma verruga, dá origem a um botão que, antes fechado, se abre e expõe, no primeiro instante, uma pétala, depois outra, em seguida mais uma, e, sucessivamente, até que a flor se abra por inteiro.

O processo exige, aproximadamente, quinze dias e a flor, agora, rosa adulta, figura como pronta para a reprodução e sob esse ponto de vista, o ser humano é o único, dentre todas as criaturas, ao qual, é concedido o direito de escolha; aos demais a obediência é uma espécie de lei.

Pois bem, sabe-se que a mulher atinge a maturidade plena em torno dos seus vinte e cinco anos quando, entenda-se, o seu corpo atinge o desenvolvimento pleno e total.

Ora, se isto é verdade, uma adolescente, ao engravidar, pode enfrentar sérios riscos, tanto para si mesma quanto para o embrião – isto conforme se afirma nas linhas anteriores – o seu corpo é, ainda, uma verdadeira incógnita quando se refere a formação. Além disso, a falta de experiência associada a falta de maturidade já é, por assim dizer, um obstáculo, pois toda a mocidade estará comprometida pela eterna renúncia em favor do bebê.

Ângela Gabriela engravidou e agora? – Que fazer? – Assumir? – Claro! – Não há alternativa...

No entanto, há algo pior em toda essa história; Ângela Gabriela engravidou e, alem disso, contraiu uma doença sexualmente transmissível – herpes, gonorréia, sífilis; um delas – lástima – [Síndrome da Imunodeficiência adquirida – AIDS] – não – não é possível! O que acontecerá? – Quem sabe? – Os anticorpos decidirão.

Quanto à Grazielle, ela, infelizmente, correrá de, não como uma nova rosa; sadia, perfeita, vir ao mundo com, por exemplo, e, menos mal, com sífilis, herpes ou, ainda, algo assim.

Outra criança poderá nascer privada da visão por influência de uma gonorréia inoportuna e aí; não convêm lamentos fora do tempo.

Demais disso, já que somos diferentes da rosa, aquela sujeito ao tempo exato e nós sujeito ao nosso tempo já que possuímos direito de escolha; que tal vestir a capa branca de careta, e, pelo menos se prevenir no que diz respeito ao risco de uma gravidez fora da época e do nosso real desejo, ou, ainda de uma doença sexualmente transmissível – fica aqui a sugestão.

Fuja do dilema!

[CAMINHADA PARA O SUCESSO]

O caminho para o sucesso deve ser construído com pegadas, uma após as outras, no entanto, que se apaguem a medida que surjam em nossa caminhada!

[CONTROVERSIAS]

Pedi que ela falasse de amor, mas ela falou de flor.
Pedi que falasse de flor, então ela falou de amor.

[SE]

Se não houvesse o vazio quântico, como contemplar o Big Bang?
Se não houvesse o Big Bang, como surgiria o universo?
Se não surgisse o universo, como se formaria o Terra?
Se não se formasse o Terra, como surgiria o carbono?
Se não surgisse o carbono, como se criaria a humanidade?
Se não se criasse a humanidade, até surgiria o mal...
Se não surgisse o mal, a vida seria, apenas, amor.
E, se a vida fosse, apenas, amor...
Então, eu seria deus!

17 outubro, 2008

Fogueira, Literatura e Pipoca

A programação cultural de Suzano continua a todo vapor, inclusive no campo literário. Nesta sexta-feira (17/10), a partir das 19h, acontece no Centro Cultural Boa Vista o projeto "Fogueira, Literatura e Pipoca". A população pode participar gratuitamente da atividade, que tem como objetivo promover o debate e incentivar a produção literária. Promovido uma vez por mês, esta edição terá como tema "Literatura Infanto-juvenil" e contará com a participação da facilitadora Landy Freitas.

O projeto, que conta com o apoio da Prefeitura de Suzano, é realizado pela Associação Cultural Literatura no Brasil. O Centro Cultural Boa Vista fica na rua Katsutosh Naito, 957, Sesc, Suzano.
Outras informações pelo telefone 4749-7556.

ACLB & PMS

Nós da Associação Cultural Literatura no Brasil em parceria com a Prefeitura Municipal de Suzano, lançamos ontem, 16/10, no Restaurante Popular da cidade, o projeto "Apetite Literário" que consiste na troca de livros, revistas e HQ's.
Este projeto acontecerá de segunda à sexta, das 11h às 14h.
Confira abaixo algumas imagens.

Um dos usuários

Estagiária do restaurante e o Yoseph



A galera fazendo uma boquinha

O público e os livros


Uma das primeiras trocas

O povo garimpando

Materiais de divulgação







Renner e Renato

A muvuca



A chegada do Prefeito


Olha o que estamos plantando

Andréia (Rita)

Walmir (Secretário de Cultura) e Sacolinha (escritor)

Paulo Odair

Renner

Autoridades no anúncio do projeto

O prefeito fazendo sua troca

O Grand Finale

O nosso espaço

16 outubro, 2008

Próximo evento

Confira a programação completa da 3ª Feira do Livro do CDC Tide Setubal:

DIA 6/11 (QUINTA-FEIRA)

Das 14h às 15h
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
Com Cláudio Oliveira
, ator, diretor teatral, diretor da Cia Padedê e contador de histórias.

TEATRO: A Cidade das Cantigas
Baseado no livro homônimo, do educador, poeta e escritor Marciano Vasquez, o espetáculo conta as aventuras das meninas Melissa e Celina no universo de uma cidade encantada.

Das 15h30 às 17h30
CONVERSA COM O AUTOR
Literatura, escola e educação: um contexto de ensino ou de aprendizagem?
Com Ricardo Azevedo, Sonia Madi e Nelson de Oliveira.
Mediação: Maria Alice Setubal

Essa mesa tem como objetivo refletir sobre em que medida a literatura contribui para que educadores, educandos e comunidade escolar redescubram o prazer de estar com o mundo, relendo os seus fazeres a partir dos diversos saberes que a literatura traz para a vida cotidiana.

Ricardo Azevedo
Escritor e ilustrador, tem mais cem livros para crianças e jovens, publicados em diversos países. Doutor em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo, escreve artigos sobre o uso da literatura de ficção na escola.

Sonia Madi
Pedagoga e mestre em Didática pela Universidade São Paulo, é autora de livros e vídeos didáticos sobre alfabetização e língua portuguesa e coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.

Nelson de Oliveira (CONFIRMADO)
Consultor editorial da LGE Editora, coordena oficinas de criação literária em diversas instituições e é membro do conselho editorial do jornal Rascunho e da revista Coyote.

Maria Alice Setubal
Socióloga e presidente do Cenpec e da Fundação Tide Setubal.

Das 17h30 às 19h
LANÇAMENTO: Almanaque Um olhar sobre São Miguel Paulista - As manifestações culturais, ontem e hoje

O Almanaque é resultado do projeto São Miguel Paulista e Brasileiro, realizado pela Fundação Tide Setubal em 2006 e 2007, com o objetivo de formar jovens pesquisadores sócio-culturais moradores de São Miguel. O Almanaque traz as manifestações culturais existentes no bairro, as comunidades étnicas, aspectos religiosos, artísticos e das artes visuais, que denotam a riqueza cultural do bairro.


Das 19h30 às 21h
CONVERSA COM O AUTOR
Literatura e rock n’roll: leituras, cabeças cultas e ocultas conversam e se afinam.

Com Kid Vinil e Pedro Autran
Mediação: Vicente Scopacasa

O que há de comum entre literatura e rock n’roll? Ler pode ser tão bom quanto ouvir rock? Como tem sido o desenvolvimento do mercado editorial sobre o tema? Essas e outras questões serão abordadas na segunda mesa de debates, que traz dois grandes conhecedores dos dois assuntos.

Kid Vinil
Músico, jornalista, radialista e DJ. Foi líder do grupo Magazine, apresentador do programa Som Pop, na TV Cultura, diretor artístico das gravadoras Eldorado e Trama e VJ da MTV.

Pedro Autran
Jornalista e estudioso da música anglo-americana, foi editor da revista Jam e, nos anos 60, participou dos musicais da TV Record e do circuito de shows em São Paulo com a banda Código 90.

Vicente Scopacasa
Engenheiro, baterista amador e aficcionado por rock, coleciona vinis de rock desde 1963 e é um dos maiores especialitas em rock inglês do país.


DIA 7/11 (SEXTA-FEIRA)

Das 14h às 15h
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Com Isis Madi, atriz, arte-educadora e contadora de histórias, é fundadora e integrante do Grupo Teatro de Senhoritas, e Carlos Godoy, ator, contador de histórias e manipulador de bonecos.


Das 15h30 às 17h30
CONVERSA COM O AUTOR
Esporte, literatura e desenvolvimento humano

Com Ana Moser, Marcelo Duarte e Fernando Meligeni
Mediação: André Kfouri

Articular esporte e literatura para o desenvolvimento humano e a melhoria da qualidade de vida. Essa mesa busca refletir sobre as práticas esportivas na formação do cidadão e qual seu papel no estímulo à formação de leitores.

Ana Moser
Ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, é presidente do Instituto Esporte e Educação, sócia-fundadora da ONG Atletas pela Cidadania e vice-presidente da Comissão Nacional de Atletas.

Marcelo Duarte
Jornalista e autor da série de livros O Guia dos Curiosos, é um dos Loucos por Futebol na ESPN Brasil e comanda o Fanáticos por Futebol, diariamente na Rádio Bandeirantes.

Fernando Meligeni
Um dos principais nomes do tênis brasileiro, 4º lugar nas Olimpíadas de Atlanta, foi eleito o melhor atleta nacional pelo Comitê Olímpico Brasileiro em 2003 e acaba de lançar um livro sobre sua carreira (Aqui tem!).

André Kfouri
Jornalista, é repórter da ESPN Brasil, onde já cobriu três Olimpíadas e duas Copas do Mundo, e colunista do jornal Lance. Autor, com Fernando Meligeni, do livro “Aqui tem!”.


Das 17h30 às 19h
LANÇAMENTO: MUNDO JOVEM

Com Alexandre Isaac, Diego Albino Figueiredo e Tide Souza e Silva

Com o intuito de disseminar os conhecimentos gerados nos projetos Espaço Menina-Mulher e Espaço Jovem, a Fundação Tide Setubal lança os livros Mundo Jovem, voltado para adolescentes, e Mundo Jovem – Desafios e possibilidades, dirigido a educadores, psicólogos, ONGs, hospitais, bibliotecas, etc.).

Alexandre Isaac
Sociólogo, pesquisador e coordenador de projetos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), é assessor em assuntos da infância, adolescência e juventude.

Diego Albino Figueiredo
Estagiário do CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de São Miguel Paulista), é aluno da Faculdade de Rádio e TV na Unisantana.

Tide Souza e Silva
Psicóloga e psicanalista, responsável pelas publicações Mundo Jovem.


Das 18h às 19h
PREMIAÇÃO CONCURSO PRODUÇÃO LITERÁRIA E IDÉIAS INOVADORAS DE INCENTIVO À LEITURA

A Fundação Tide Setubal premia os melhores trabalhos de produção literária dos alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio e as melhores idéias para desenvolvimento dos espaços de leitura das escolas públicas de São Miguel e região.


Das 19h30 às 21h
CONVERSA COM O AUTOR
A Literatura e o local no contexto da cidade

Com Max B.O., Sacolinha e Bruno Paes Manso
Mediação: Mônica Herculano

Essa mesa buscará refletir sobre a literatura na periferia, fazendo um contraponto ao estigma de que o cotidiano da periferia é apenas de criminalidade e miséria. O objetivo é mostrar que o bairro é parte da cidade e, portanto, dotado de informação e conhecimento.


Max B.O.
Famoso por suas rimas nos circuitos do hip hop brasileiro, já gravou com nomes como Thaíde & DJ Hum, Marcelo D2 e Seu Jorge. Participa de projetos sociais ligados à música na zona norte de São Paulo

Sacolinha
Formado em Letras, é agitador cultural, faz palestras sobre literatura e questão racial e ministra oficinas literárias. Autor de dois livros, um romance e um de contos, em 2006 foi indicado ao Prêmio Jabuti.

Bruno Paes Manso
Jornalista, mestre em ciências políticas pela USP, é repórter do jornal O Estado de S. Paulo e autor do livro O Homem X - Uma reportagem sobre a alma do assassino em São Paulo.

Mônica Herculano
Jornalista, atua nas áreas de comunicação para o terceiro setor e produção cultural. É colaboradora da revista e do programa de rádio Conexões Urbanas, do AfroReggae.


DIA 8/11 (SÁBADO)

Das 14h às 15h
LANÇAMENTO: Cenas – Trajetos, vivências, histórias de ser jovem

Publicação que reúne 15 cenas elaboradas e escritas pelos participantes do Núcleo de Formação Sócio-cultural do Projeto ArteCulturAção, promovido pela Fundação Tide Setubal. O projeto tomou como ponto de partida a linguagem teatral para trabalhar a construção da cidadania.


Das 15h30 às 17h30
LEITURA DRAMÁTICA
O teatro de Mário Bortolotto

Com Fernanda D’Umbra, Marcos Gomes e Javert
Mediação: Paula Chagas Autran

A leitura dramática é um momento no qual o público pode ouvir os textos do autor e imaginar junto com os atores toda a representação ali sugerida. Assim, a magia do texto teatral é reforçada. Apenas com a leitura dos atores é possível visualizar cenário, figurino e todas as ações indicadas no texto. A leitura dos textos de Mário Bortolotto, com atores acostumados a trabalhar com seu universo, faz com que o público se aproxime de um autor atuante e com uma obra calcada em uma poesia urbana e atual, que tem baseado diversas formas literárias: roteiros de filmes, romances, poesia e letras de música.

Fernanda D’Umbra
Atriz, fez mais de 40 peças com o grupo Cemitério de Automóveis. É vocalista da banda Fábrica de Animais e atua na série Mothern, do canal GNT.

Marcos Gomes
Ator e dramaturgo, formado em ciências sociais pela PUC, integra a Cia dos Dramaturgos e o Teatro da Curva.

Paula Chagas Autran
Dramaturga e jornalista, ministra aulas de teatro, é colaboradora do jornal O Estado de S. Paulo e autora do livro A Volta dos Mutantes.


Das 17h30 às 19h
LANÇAMENTOS: UM NORDESTE EM SÃO PAULO, O PENSADOR E A NOITE DOS CRISTAIS

No livro Um Nordeste em São Paulo, o professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Paulo Fontes, analisa e descreve a vida dos migrantes nordestinos que vieram para o bairro de São Miguel Paulista em meados do século XX. Ele mostra a importância das redes sociais e de um espaço público para a criação de identidades e luta por direitos por parte dos trabalhadores.

João Martins de Oliveira nasceu na Bahia há 73 anos e é uma figura conhecida em São Miguel Paulista. Com o livro O pensador, realiza o sonho de ver publicadas suas poesias, que retratam a vida cotidiana.

A noite dos cristais, de Luís Fulano de Tal (Luís Carlos de Santana), é uma novela escrita a partir do manuscrito encontrado em Caiena, na Guiana Francesa, por um estudante. Conta a história do negro Gonçalo, um brasileiro que nasceu na primeira metade do século XIX.


Das 19h30 às 21h
CONVERSA COM O AUTOR
Literatura e Cinema: Afinidades, dissonâncias e emoções contadas

Com Fernando Bonassi e Jeferson De
Mediação: Ivana Arruda Leite

Esta mesa buscará refletir sobre a relação da literatura com o cinema, seja pela adaptação de textos narrativos, seja pelo processo de incorporação de elementos poéticos na construção da linguagem cinematográfica. Para tanto, serão abordadas questões referentes a essa articulação e em que medida essas práticas contribuem para o desenvolvimento cultural de uma população.

Fernando Bonassi
Roteirista, dramaturgo, cineasta e escritor, foi co-roteirista dos filmes Os Matadores, Castelo Rá-Tim-Bum, Carandiru e Cazuza. Autor de 19 livros, teve algumas de suas obras literárias adaptadas para o cinema.

Jeferson De
Diretor de premiados curtas, já fez produções para MTV, SBT e Globo. Autor do livro Dogma Feijoada e o Cinema Negro Brasileiro, está finalizando seu longa de estréia (Bróder!), filmado no Capão Redondo.

Ivana Arruda Leite (CONFIRMADA)
Mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo, tem diversos livros publicados e participou de dezenas de antologias.Ministra oficinas de conto.

15 outubro, 2008

[AS APARÊNCIAS ENGANAM... - SIM OU NÃO?

Certo dia, a rainha da [England], cuidando de política, estava passeando através de aprazíveis bosques com um conde do [United Kingdom].

O dia estava ensolarado e calmo, e, entrementes, os dois olhavam desatentos e absortos a paisagem enquanto ouviam a melodia entoada pelos pássaros; ia ao chá das cinco horas da tarde com os demais integrantes da realeza.

De repente, lightning, este o nome do cavalo marrom, solou um estrondoso pum que, inclusive, sacudiu não somente a charrete, mas, também, aos nobres viajantes.

Constrangida diante da ocorrência, a rainha virou-se, apressadamente, para o conde, e, disse:... – [Fogive me Lord! As far as give concerned, the nature is even so… - Perdoe-me Senhor! No que me diz respeito a natureza é assim mesmo.].

O conde, fitando os olhos azuis da rainha, replicou:... – [Pooh, isn’t necessary to stay from that way, so much ashamed! Verily, verily, I’s have thinked which there was been one the horses; do not apologize… - Ora, não é necessário ficar desse jeito; tão envergonhada! Em verdade, em verdade, eu teria pensado que houvesse sido um dos cavalos; não me peça desculpas!].

A rainha perturbada em seu íntimo, disse:... – [Shut up! If I were you, I wouldn’t doubt that horse is tehe unexpected event... - Cale a boca! Se eu fosse você não duvidaria que o cavalo é o responsável por este acontecimento imprevisto.].

Verdade e...- as aparências enganam... – sim ou não?

[SONETO DA TRANSIÇÃO]

Toco o escurecido céu com a ponta dos meus dedos,
O céu obscuro e opaco, sem a luz solar e sem luar,
Que inflama o caminho na imensidão tão invulgar,
E, dos meus enganos venho e componho esse enredo.

Toco o estranho céu, sim, com a ponta dos meus dedos,
Impregnado da inércia ausente de qualquer galáxia estelar,
E, na ausência de alor, eu, sóbrio, me pego a sonhar,
E, torno aos tempos em que o meu cerne era o medo.

O medo por deixar o conforto do quente útero materno,
O medo de ver as cores, as luzes, o estado sempiterno,
E, viver na ilusão de uma chupeta e de uma touca.

O medo de descobrir no crasso estímulo que me incita,
O medo de saber que já não sou mais reles um parasita,
E, de sentir o dedo aposto em meu céu da boca.

[SONETO PARA MINHA AGONIA]

Onde estás neste momento?... – Ó flor do campo?
Tu que, insinuante, exalas o perfume de uma flor,
E, me lanças aos obscuros alores e devaneios do amor,
Onde estás; agora?... – Dize-me... – Ó flor do campo?

Estás no oceano lúbrico entre a inércia dos rochedos?
Estás entre os chumaços de algodão que há no ignoto céu,
Ou, entre as gotas gélidas, prateadas do luar que é teu véu?
Onde estás?... – No inimaginável universo dos teus medos?

Não; estás nos sustenidos e nos bemóis que vêem do vento,
Estás no pensamento e no retrocesso de um vil lamento,
Que a minha alma cândida não ouça um só lamento.

Estás em cada uma das gotas salgadas que brota no oceano,
E, do zênite do pensamento sou eu o teu único e fiel decano,
A sucumbir nas ondas bruscas do oceano em lúdica fúria.

[SONETO PARA TANIA MARA]

Oh!... – Flor de Jundiaí! – Oh!... – Flor cândida e pura,
Tu que pelas letras cruzas o meu tortuoso caminho,
Eivo de pontiagudas pedras e de sutis, cruéis espinhos,
Fazes-me pensar, e, assim, escrever com tal lisura.

Que flor és tu?... – De que perfume é a minha cara?
De poesia? De virtude? De religião, ou, de sendo puro?
Nem mesmo eu sei; mas és a flor que tanto auguro,
Que sejas tu, ó tão romântica poetisa – Tânia Mara.

De que me importa, agora, se és a for de Jundiaí?
E se o perfume que exalas é de rosa, ou, de manacás?
Diante das vernáculas que o caminho talha.

De que me importa se tu és a flor cândida e pura?
Se tu és a Tânia Mara de alma volátil e pura?
Que perdes a vida, mas ganhas a batalha.

Cidinha da Silva em Suzano