29 dezembro, 2004

L.B na loja

Atenção região do Alto Tietê – São Paulo
Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano, Itaquaquecetuba, Arujá, Jundiapeba, Brás Cubas e Mogi das Cruzes.
Moradores desses municípios podem adquirir os produtos do Literatura no Brasil, na loja Contacto Sport – Rua General Francisco Glicério, 27 – Centro de Suzano – Ao lado da estação de trem.
Lá você encontra camisas infantis e adultas, masculinas e femininas das mais variadas cores e com os dois slogans do projeto. Também tem livros e adesivos.
Camisas de algodão á 10,00 – Livros á 5,00 e Adesivos á 1,00
Compre e valorize a cultura de periferia.
E pra quem quer informação do L.B através do rádio, sintonize: 103,5 Fm

26 dezembro, 2004

Á venda

Atenção
Já está á venda a antologia de contos, poesias e crônicas, “No limite da palavra” da editora Scortecci. São 48 autores em 167 páginas. Entre eles Letrados, professores, advogados, filósofos, compositores e militantes. O valor dessa obra é de R$12,00.
O Sacolinha abre esta antologia com um conto erótico. Leia trechos á seguir:

“No fim desse encontro deram um beijo, aliás, um beijo demorado, no que deu a entender que já se conheciam há tempos. O beijo foi premeditado, pensado e planejado. Os lábios frios do sorvete napolitano que acabaram de tomar, se tocaram carinhosamente e ficaram um bom tempo assim, curtindo a sensação das línguas a se tocarem, viajando na sensação do primeiro beijo de duas pessoas que acabaram de se conhecer.”

“Lá fora, as estrelas no céu anunciam um fim de semana caloroso. A avenida deserta recebe vez por outra um carro a passar apressadamente. Pássaros e borboletas dormem.
Três horas da matina.
Dentro do motel, o office-boy e a secretária.”

“A saia desceu suavemente, e agora o que sobe é a camisa de Railson, que sem perder o fôlego tirou a mini-blusa da grande mulher. Ficou mais excitado ao ver a lingerie de cor branca que ela está usando. Após um pequeno esforço, ele consegue despir os seios da beldade. A língua do office-boy desceu abusadamente da boca dela para o queixo e depois para o pescoço, onde ficou dando mordidas enquanto descia a calça.”

Para adquirir este livro entre em contato com o projeto Literatura no Brasil
literaturanobrasil@bol.com.br / fones: 47495744 / 83252368

Também á venda a coletânea:
ARTEZ Vol. V – Antologia literária e artística
Contos, Crônicas e Poesias
Participação: Ademiro Alves (Sacolinha)
Valor: 10,00

Fazemos venda pelo correio

24 dezembro, 2004

Release do Idealizador

Uma overdose de cultura em 2005

Baseado na frase, “O escritor tem que ser o retratista do seu tempo”, é que eu empenhei em me besuntar de todos os tipos de escrita. O resultado não poderia ser diferente.
Participo das seguintes publicações: Revista Caros Amigos Literatura Marginal edição 2004, com o conto urbano contemporâneo “Um dia comum”.
Antologia literária e artística “Artez” volume V, com o mesmo conto da revista, mas em edição revisada.
Antologia de contos, crônicas e poesias “No limite da palavra” editora Scortecci, com um conto erótico intitulado “Sexo é cultura”.
E pra fechar o pacote de publicações vem a Antologia poética “O Rastilho da Pólvora” da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), onde participo com uma poesia em homenagem ao meu município, “Senhora cidade”.
Á convite de Alessandro Buzo e recepção calorosa de Dudu de Morro Agudo, passei a fazer parte e honrar a lista de colunistas do site do Rio de Janeiro: www.enraizados.com.br.
Nos primeiros meses de 2005, estarei preparando o lançamento do meu primeiro livro, um romance intitulado “Graduado em Marginalidade”.
Alessandro Buzo, o escritor de “Suburbano Convicto”, me presenteou com um magnífico prefácio onde já no começo injeta a excitação e curiosidade no leitor para que ele mergulhe gulosamente na obra.
Com certeza o poeta Sérgio Vaz seria questionado se não desse um pingo de sua essência poética nesse livro. Com uma poesia inédita especial para o Graduado em Marginalidade, com o nome “O Alquimista”, Sérgio Vaz faz uma metáfora filosófica com o livro de Paulo Coelho e o protagonista principal do meu romance.
Sem dúvida terei que me armar de argumentos mil para debater com os maldosos.
O livro que está nas mãos de especialistas (sem modéstia), aguarda a resposta final.
Uma editora se mostrou interessada em publicar a obra, mas devido um pequeno detalhe, e que detalhe, o lançamento só seria feito em junho de 2005. Enquanto isso segue as negociações.
Agradeço ao escritor Fernando Bonassi pela indicação feita. Independente do resultado dessa indicação trabalharemos muitos e muitos anos juntos.
Nos meus debates e nas minhas palestras, procuro dizer sempre que se for para esse ou aquele entrar na literatura, que entre com vários objetivos, porém, um deles deve ser ressaltado: O objetivo de entender a si mesmo, depois a humanidade.

Ademiro Alves (Sacolinha)
Idealizador do projeto cultural
Literatura no Brasil!

Ganhadores

Ganhadores da promoção
Resposta: Machado de Assis

Ana Botelho / Ferraz de Vasconcelos – S.P
Luiz Valdeci / São Thomé das Letras – M.G
Rodrigo Francis Carmeliano / Itapevi – S.P

Esses ganhadores receberão o kit no prazo máximo de cinco dias úteis.

21 dezembro, 2004

Promoção L.B

Atenção
Quem foi o criador da Academia Brasileira de Letras?

Envie a resposta para o e-mail abaixo, os três primeiros que responderem certo, irão ganhar um kit Literatura no Brasil: 1Camisa L.B – 2 adesivos p/ carro e bicicleta e 2 livros, O amante do Vulcão, de Susan Sotang e Antologia de contos, crônicas e poesias de vários autores.
Mas atenção, é só os três primeiros. Envie junto com a resposta o endereço residencial para o envio do kit.
Os ganhadores terão espaço aqui no site para comentar o prêmio.
E-mail: literaturanobrasil@bol.com.br

Em 2005

Um livro de degraus

O romance Graduado em Marginalidade, primeiro livro do escritor Sacolinha, nos leva a refletir os degraus do ódio e do amor.
O que seria necessário para a Pessoa Amor se tornar numa Pessoa Ódio?
O que significa a palavra Graduado?
Quais são os limites de um ser humano?
Por que o homem é podre e cheio de mistérios?
Todas as respostas serão encontradas nesta obra. Não é um livro de filosofia e nem é essa a intenção do autor. A intenção do autor que se diz ser uma pessoa muito confusa, é de tentar entender um pouco de si e da humanidade.
No livro percebemos a crueza de detalhes, mas passa longe de chocar.
A estória gira em torno de um jovem que cedo perdeu os pais, amigos e sem nada ter feito é enjaulado como se fosse um animal de alto perigo para as pessoas. Um amadurecimento precoce.
O degrau seguinte é o limite da paciência, o preparo de uma cobra rumo ao patamar da ignorância. É aí que a Pessoa Amor se transforma em Pessoa Ódio.
Nada foge aos olhos do narrador, nem mesmo a pornografia explícita em certas partes desse nosso mundo misterioso.
Quem não esperava começa a aguardar, e quem já aguarda não perde por esperar.

Indicação do mês

Dedo-duro e meninão do caixote
(João Antônio)

É uma obra onde você encontra os contos do excelentíssimo senhor João Antônio. Contos como: “Tony Roy Show”, “Milagre chué”, “Excelentíssimo”, “Uma memória imodesta no coração da pouca vergonha”, “Paulo melado do chapéu mangueira serralha”, “Bruaca”, “Frio”, “Lambões de caçarola”, “Bolo na garganta” e o título que dá nome a esta obra.
São dez contos suburbanos escritos por quem foi personagem desse mundo de horrores.
A crítica está bordada com linha corrente, porém, só quem vive nesse meio para entender. Jamais João Antônio foi perseguido por suas críticas. Precisa dizer o por quê?

Querô – Uma reportagem maldita
(Plínio Marcos)


Uma estória suja, totalmente marginal, onde os personagens não ocupam bancos de teatros e nem poltrona de cinema. Um livro limitado ao mundinho de uma essência mundana.
Uma obra de fácil leitura com linguagem totalmente humilde e sem censura alguma. Uma literatura sem papas na língua.

Lançamento

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA POÉTICA DO SARAU DA COOPERIFA DIA 22 DE DEZEMBRO A PARTIR DAS 2OHS VÁRIOS AUTORES 110 PÁGS. R$ 15,00 (SUGESTÃO) LOCAL: BAR DO ZÉ BATIDÃO RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797 jD. GUARUJÁ (CHAC. SANTANA) REF. PERTO DA IGREJA DE PIRAPORINHA SP-SP Entrada: Um brinquedo novo ou usado, para as crianças simples do bairro do mini cine tupy do Zagati INFS. 9333.6508 (SERGIO VAZ)

18 dezembro, 2004

Um poema

O natal da criança pobre
(Francisco Pereira)

O fim do ano se aproximando...
Pensava entristecido e desolado,
Joaquim, mais um desempregado.
Então ele pediu quase chorando:
Oh meu Deus! Que rumo eu trilho?
O que vou dar para meu filho?
O natal esta chegando.

Dias passaram, o natal chegou,
Joaquim tinha um problema,
E para aumentar seu dilema,
O seu filho perguntou:
Papai, papai fala pra gente,
Será que o meu presente,
Papai Noel já comprou?

E o Joaquim muito triste,
Sem dinheiro, desempregado,
Falou pro filho amado:
“Filho; papai Noel não existe,”
“Existe sim, papaizinho,
O Carlos, nosso vizinho,
Já o viu, ele me disse!”

Continuou o filho inocente:
“Carlinhos me disse como ele é,”
“Que ele entra pela chaminé,
Com cuidado, pra não acordar a gente,
Então papai, o bom velhinho,
Assim como para o Carlinhos,
Vai me trazer um presente?,”

Joaquim não suportou,
Sofrendo amargamente
Pegou seu filho carente
Em seus braços, e o beijou,
Com o coração partido
Deu boa noite ao ente querido
Entrou no quarto, bateu no peito e falou:

Deus, oh Deus! Eu te peço humildemente,
Já que eu estou desempregado,
Ao menos para meu filho amado


Ajude-me dar um presente,
Tu bem sabes o quanto eu o amo,
E não quero destruir este sonho
De uma criança inocente.

Então a noite passou;
E no outro dia cedinho,
Lá, lá na casa do Carlinhos,
O papai Noel presenteou,
Mas aquele bom velhinho
Nem Joaquim, nem seu filhinho,
Ele se quer visitou.

E quando a criança acordou...
Olhou pra um lado pra outro
E falou pra seu pai: de novo!
Papai Noel não passou?
E com os olhos encharcados
Em sua humilde cama sentado
Chorando desabafou:

Oh Deus! Desculpe o que eu vou dizer:
Papai Noel não existe, não, existe não,
O meu papai tem razão,
Olha, eu vou explicar por que:
“Ele nunca visitou agente,
E nem me trouxe um presente,
Nunca, nunca um dia veio me ver”.

E se ele existe, ele é muito ocupado,
Ou talvez seja orgulhoso,
Um velhinho rancoroso,
Pois não veio neste ano nem no ano passado,
Quem sabe ele é muito nobre,
Não entra em casa de pobre,
E nem de um desempregado.

Francisco Pereira Gomes é morador de Suzano, Alto Tietê.
Poeta e compositor não pensa em ganhar dinheiro e
nem reconhecimento pelo que escreve. Tem em sua vida
o prazer da escrita, porém, odeia ler.

17 dezembro, 2004

Demagogia

Os contadores de mentiras

“Ocultarão os fatos, inventarão mentiras, lançarão livros didáticos para distorcerem a história, e quem sabe, não queimarão os documentos verdadeiros?”

- Ás vezes eu fico indignada com os negros...
- Por que?
- Por que ao invés de idolatrarem a princesa Isabel, eles a amaldiçoam. Coitada, sofreu tanto para libertar eles, e agora leva xingos e mais xingos.
- Eu também estou indignado com eles. Onde já se viu dizer que a escola não ensina a verdadeira história?
- Isso é porque eles não sabem que os responsáveis do navio negreiro, queriam mostrar aos negros de vida selvagem, como era bom viver ao modo dos brancos. Mas como houve resistência, aí deu no que deu.
- Outro dia, eu vi um jovem revoltado dizer, que tem que haver cotas para os negros. Será que ele não percebe, os negros estão em todos os lugares: Faculdades, gerência de bancos, na política, enfim, estão levando a maior parte do bolo.
- Esse negócio de cota é estratégia. No fundo, no fundo estão é querendo ser os maiorais.
- Mas isso eles não conseguem. No passado, quando fugiam das senzalas não conseguiam viver em solidariedade com eles mesmos. Viviam brigando por comida e pedaços de terras.
- Consideram Zumbi dos Palmares, como rei.
- Zumbi se jogou de um penhasco para não ser escravizado.
- Mais isso não é mentira?
- Que nada. Li no livro que meu filho ganhou na escola.
- Então é verdade.
- Li também, que a igreja foi a principal defensora dos negros na época da escravidão.
- Isso não precisa nem comprovar né. Além do mais, eles não eram tão maltratados como dizem por aí. Até parece que casa e comida são maltrato.
- Falando em comida, os negros dizem que foram seus antepassados que inventaram a feijoada...
- Há, há, há... Acho que não assistem televisão. Mal sabem eles que foi um cozinheiro carioca que inventou a feijoada na década de 60.
- Uma vez, um garoto disse pra minha filha que o autor da “Turma da Mônica”, é um tanto preconceituoso, por que não tem negro nos gibis.
- É lógico que tem. Aquele Pelézinho é negro e está em todas as páginas da “Turma da Mônica”.
- Isso é verdade.
- Certa vez, eu assisti um teatro sobre a escravidão, e não acreditei quando disseram que a escrava Anastácia foi obrigada a usar uma máscara de ferro por que era muito bonita e isso despertou a ira dos senhores...
- Não é verdade, ela foi obrigada a usar a máscara por que falava demais.
- Era exatamente isso o que eu ia dizer.
- Só porque as pessoas sofreram no passado, acham que o presente deve alguma coisa pra eles.
- É.
- Alguns meses atrás, eu estava lendo Dom Casmurro do escritor Machado de Assis, e num capítulo...
- Machado de Assis era negro né?
- Que nada. Era mulato. E tem mais, ele não foi o criador da Academia Brasileira de Letras.
- Não?
- Não. Foi um dos criadores.
- Ah, sim!
- É como dizem sobre uma tal de doença Falciforme. Falam que ela só dá em pessoas de pele escura, mas muitos de pele branca estão com essa doença.
- Isso é fato. Mas o pior é que dizem que o país não dá atenção especial para ela.
- Como não? O Brasil está em segundo lugar como o país mais preocupado e estruturado com a saúde.
- É, a verdade é que se fazem de coitados, dizendo que sofrem preconceito racial.
- Ô povo que não enxerga. Não vêem que estamos no mundo moderno, e assim como a mentira, o racismo não mais existe.


Ademiro Alves (Sacolinha) Escritor do livro:
Graduado em Marginalidade, que aguarda
Análise na editora!

13 dezembro, 2004

Literatura Negra

Lançamento do livro
Cadernos Negros volume 27
Poemas afro-brasileiros
Dia 15 de dezembro/04 Quarta-feira ás 19hrs
Local: Itaú Cultural – Av. Paulista, 149 – Centro de São Paulo
(Estação Brigadeiro do metrô)
Maiores informações: (11) 9386-2310
quilombhoje@bol.com.br
www.quilombhoje.com.br

"Se o papai noel não trazer boneca preta neste natal,
de-lhe um chute no saco" Cuti (escritor)

"Caminhava com o saco na cabeça, a Vera vinha sorrindo
e eu lembrei do Casimiro de Abreu que dizia: Ri criança que a vida é bela.
Só se a vida era bela naquele tempo, por que hoje a época
está apropriada para dizer:
Chora criança que a vida é amarga". Maria Carolina

11 dezembro, 2004

Seminário

Cooperifa promove seminário no boteco.
Quarta feira - Dia 15/12
Tema: Hip-hop
Expositores: Thaíde (Rapper) e Adunias da Luz (Jornalista)

Quinta feira - Dia 16/12
Tema: Literatura

Expositores: Sacolinha e Alessandro Buzo
Sexta feira - Dia 17/12 Tema: Cinema
Expositores: Jefferson De e Zadati

O seminário acontecerá na zona sul de São Paulo, á partir das 19h:00: Bar do Zé Batidão - Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Jd Guarujá – Próximo á igreja de Piraporinha
Inf: poetavaz@ig.com.br

09 dezembro, 2004

Portas abertas

O projeto cultural Literatura no Brasil, está aceitando textos para serem divulgados na “Quinta Fase” do projeto, que será lançada no começo de Fevereiro de 2005.
Todo texto que o projeto recebe, é analisado por uma comissão literária e se aprovado for, será trabalhado durante quatro meses (Uma fase).
Debates, palestras, rádios comunitárias, eventos, feiras literárias, saraus, encontros sociais, e Internet, são os ambientes onde o Literatura no Brasil divulga os textos.
Áqueles que trabalham com literatura, ou seguem a carreira de escritor, não percam essa oportunidade, são mais de 1.250 leitores de todo o Brasil, cadastrados com o projeto.

Á direção.

07 dezembro, 2004

Lançamento

Atenção
Já está á venda a antologia de contos, poesias e crônicas, “No limite da palavra” da editora Scortecci. São 48 autores em 167 páginas. Entre eles Letrados, professores, advogados, filósofos, compositores e militantes. O valor dessa obra é de R$12,00
O Sacolinha abre esta antologia com um conto erótico. Leia trechos á seguir:

“No fim desse encontro deram um beijo, aliás, um beijo demorado, no que deu a entender que já se conheciam há tempos. O beijo foi premeditado, pensado e planejado. Os lábios frios do sorvete napolitano que acabaram de tomar, se tocaram carinhosamente e ficaram um bom tempo assim, curtindo a sensação das línguas a se tocarem, viajando na sensação do primeiro beijo de duas pessoas que acabaram de se conhecer.”

“Lá fora, as estrelas no céu anunciam um fim de semana caloroso. A avenida deserta recebe vez por outra um carro a passar apressadamente. Pássaros e borboletas dormem.
Três horas da matina.
Dentro do motel, o office-boy e a secretária.”

“A saia desceu suavemente, e agora o que sobe é a camisa de Railson, que sem perder o fôlego tirou a mini-blusa da grande mulher. Ficou mais excitado ao ver a lingerie de cor branca que ela está usando. Após um pequeno esforço, ele consegue despir os seios da beldade. A língua do office-boy desceu abusadamente da boca dela para o queixo e depois para o pescoço, onde ficou dando mordidas enquanto descia a calça.”

Para adquirir este livro entre em contato com o projeto Literatura no Brasil
literaturanobrasil@bol.com.br / fones: 47495744 / 83252368

Também á venda a coletânea:
ARTEZ Vol. V – Antologia literária e artística
Contos, Crônicas e Poesias
Participação: Ademiro Alves (Sacolinha)
Valor: 10,00

03 dezembro, 2004

Exclusivo

Marcos Pezão é um dos organizadores da Cooperifa. É considerado um dos melhores poetas da cidade de São Paulo.

Íntimas e bêbadas (Conto inédito)

(Adaptação) Marcopezão


Paula e Andressa cursaram o colegial e amizade intensa brotou em comunhão. Embora tenham escolhido faculdades diferentes, ambas prestaram cursinho e optaram pela mesma universidade. Desde essa época tornaram-se cúmplices quanto aos direitos feminis, e politicamente exerciam pensamentos esquerdistas sempre almejando a revolução, ainda que fictícia, a tomada do poder em prol dos menos favorecidos.
Terminado os estudos, Paula formou-se em Sociologia e Andressa diplomou-se em Direito Criminal. Devido às dificuldades de emprego imediato resolveram lecionar e conseguiram algumas aulas em uma escola, na zona leste da capital paulista.
Um dia, num barzinho de classe média, em Pinheiros, conheceram dois amigos também professores, e o relacionamento entre os casais acalentou enorme paixão. Depois de certo tempo, noite de sábado, quando reunidos na mesma curtição, como normalmente faziam, o duplo pedido de casamento fez crescer ainda mais o sentimento mútuo.
O consentimento veio selado por beijos apaixonados, porém, uma ressalva ficou esclarecida. Elas exigiam que, ao menos uma vez por mês, teriam liberdade de encontrarem-se sozinhas; resguardando, assim, o direito de mulheres livres e independentes.
O dúplice matrimônio não demorou acontecer, sem pompas maiores. Após a viagem de lua de mel, o prosseguimento das atividades e o bom relacionamento constante davam mostras de planejamento familiar. Os filhos viriam quando a situação econômica estivesse mais sólida.
Passado um ano de feliz convivência e respeito, Paula e Andressa mantiveram o combinado. Com regularidade percorriam a cidade paulistana indo a bairros longínquos, sempre com atenção voltada ao desenvolvimento. Em certas ocasiões, porém, o empobrecimento que tomou conta da periferia às deprimia e em algum bar desabafam toda sorte de críticas à sociedade dominante e a política de globalização. Mas, na maioria das vezes, bebiam pela alegria de viver, e pela felicidade encontrada cada qual em seu marido, que, até então, respeitavam o direito adquirido; não sem sentir uma ponta de ciúmes, pois, claro, trata-se de duas belas e fogosas mulheres. Mas, definitivamente, não havia sombra de leviandades nas atitudes. Elas empunhavam a bandeira feminista, sem deixar de serem femininas, e, com certeza, adoravam tomar um pileque.
Um dia, a trajetória às levou para as bandas da Vila Formosa. Se por prazer ou depressão, não se sabe, o fato é que as duas exageraram nas cervejas e caipirinhas. As horas passaram e ao darem conta os ponteiros do relógio marcavam meia-noite.
Andressa, se dizendo mais sóbria, assumiu o volante do carro. Dez minutos depois, a irresistível vontade de urinar às incomodou no ponto de desespero. Decidiram estacionar e quando desceram, perceberam que estavam à frente do maior cemitério de São Paulo. Íntimas e bêbadas caminharam até um portão e, que, ocasionalmente, estava entreaberto. Na escuridão plena entraram, e ao lado de um túmulo desaguaram. Andressa, ao terminar, usou a própria calcinha para se enxugar e limpar os respingos que atingiram as coxas.
Paula, de cócoras, demorou mais no ato. Viu que a amiga jogara fora a calcinha usada e sorriu zonza olhando sua lingerie, lembrando que o esposo adorava essa peça. Então, sobre o mausoléu, pegou uma fita da coroa de flores e secou-se. Desajeitadamente foram embora.
No desenrole aconteceu o seguinte: por volta das 9 horas da manhã os maridos falaram-se ao telefone:
-“Alô, Agenor! Porra, acabei! Porra, acabou meu casamento! Andressa chegou em casa de madrugada, embriagada e sem calcinha!”
-“E eu Carlão, e eu Carlão? A Paula me aparece às duas horas da manhã, com uma faixa presa na bunda escrito assim: - Jamais te esqueceremos – João, Paulo, Lucas e toda a turma da faculdade! - Não deu pra segurar, quebrei ela de porrada!”

01 dezembro, 2004

Indicação

Suburbano Convicto
O subtítulo diz, “O cotidiano do Itaim Paulista”, portanto Alessandro Buzo, o autor do livro, deixa bem claro que não é apenas o cotidiano de um jovem, mas de um bairro, onde a esperança dos acomodados morreu primeira.
Com sua narrativa única e social, Buzo descreve a pasmaceira de um local dotado de desânimo, onde o futebol e a novela são a válvula de escape de um povo sem memória. A vida de um cidadão que nasceu, cresceu, casou e teve filho num local sem perspectiva de melhoras. Um protagonista que passou por diversas provas na vida, e acabou de um jeito ou de outro, superando todas elas.
Entre várias mensagens que este livro passa, uma delas, é para àqueles que tem o poder em mãos. Observem “Senhores”, o que uma cidade sem lazer ou ponto de cultura, pode fazer na vida de um jovem.
Para muitos, a leitura de um livro só se dá pelo motivo de nele ter os frutos de uma degradação contínua, a droga, a prostituição, desentendimentos e a polícia. Então leitor, seja seduzido por essa obra de Alessandro Buzo, o “marginalismo” de uma vida suburbana, a adaptação de Quarto de despejo-Diário de uma favelada nos dias de hoje. O ódio, o amor, o entretenimento, a crítica e a solução, sapecadas com palavras.

29 novembro, 2004

Aguardem...

Graduado em Marginalidade
Este é o título do primeiro livro do escritor Sacolinha (Alessandro Buzo no prefácio e Sérgio Vaz na poesia). Um romance que engloba variados tipos de cultura, desde a Umbanda, passando pela capoeira, o teatro e o rap.
É a tragédia exposta com conhecimento de causa, a paisagem da
periferia, tão esquecida dos nossos letrados. Um romance suburbano moderno, sem frescura, como deve ser.
Em análise na editora. Aguardem!

Divulgação

Debate sobre literatura
Tema: Uma viagem literária
Expositores: Sacolinha (Autor de “Graduado em Marginalidade”. Em análise na editora) e Carlos de Andrade (Autor de “Chuvas de Novembro”)
Onde: Comunidade Kolping do Jd. Revista – Rua Cumbica, nº.630 – Suzano – S.P
Data: 02 de Dezembro de 2004 ás 19h:00
Entrada gratuita

Dia 06/12-Segunda-feira ás 19h:00 – Lançamento da antologia “No limite da palavra” Ed. Scortecci* e Sarau Lítero Musical
*Sacolinha participa desta antologia com um conto erótico.
Local: Livraria Asabeça – Rua Deputado Lacerda Franco, 187 – Pinheiros
Obs: Pegar o metrô e descer nas Clínicas, lá embarcar no ônibus Arco Verde e descer no 3º ponto da Lacerda Franco.
Informações: fernandadesa@scortecci.com.br / (11) 30328848

Produtos Literatura no Brasil

Camisetas à venda nas cores: Preta – Branca – Bege – Amarela - Azul escura e Turquesa
Disponíveis nos modelos femininos e masculinos: P, M, G, GG.
2 modelos de desenhos
Camisa: 10,00 / 13,00
Infantil: 8,00 / 10,00
Blusa: 20,00 / 15,00
Kit: 1 Caros Amigos Literatura Marginal III – 1Camisa L.B – 2 adesivos p/ carro e bicicleta e um livro: 29,90

Também á venda a coletânea:
ARTEZ Vol. V – Antologia literária e artística
Contos, Crônicas e Poesias
Participação: Ademiro Alves (Sacolinha)
Valor: 10,00

Todos os produtos terão 30% de investimento no projeto, exceto a revista.
À venda na loja Contacto Sport – fone: 47446831
Centro de Suzano – rua Gal. Francisco Glicério, ao lado da estação de trem,
ou diretamente com o projeto:
Literatura no Brasil: 47495744 / literaturanobrasil@bol.com.br

Conto Ferréz

Vizinhos
(Conto inédito do escritor Ferréz)

Demorou para juntar todo o dinheiro, fiquei com um par de tênis e dois shorts. Foi muito duro comprar a casa, tive que usar camisas de atacado na Bresser, todas brancas, me custavam três reais e noventa centavos, e o mínimo que se podia comprar era de dez peças, só assim para economizar.
Não importava, eu queria mudar, a vizinhança tinha chegado no limite, depois que passei um mês inteiro seduzindo aquela morena, ela havia se deitado comigo, transamos gostoso, embora os ônibus que passavam a toda velocidade fizessem meu quarto tremer.
Mas voltando ao assunto, depois que chegamos aos finalmente, veio a decepção: assim que saí com ela do meu quarto, um vizinho barbudo (que seja amaldiçoado seu nome) nos viu e disparou:
– Hã! Tá até suado né?
Ela nunca mais olhou para minha cara.
Outra coisa que não suporto mais é que a janela do meu quarto dá de frente para quatro janelas e nessas quatro estão as piores famílias. Numa delas, uma mulher com o cabelo seco ficava apoiada o dia todo. Quando o marido chegava, ela saía por uma hora e então voltava, ficava olhando fixamente para meu quarto durante todo o entardecer.
Uma vez levantei de madrugada e resolvi mijar nas escadas mesmo, preguiça de descer para o banheiro. Assim que comecei a me aliviar, notei uma pessoa abrindo uma janela, mas eu não queria acreditar, ela estava olhando, eu não consegui parar de mijar, estava tão gostoso. Então, assim que terminei, segurei meu pênis com a mão esquerda e inclinei em sua direção e comecei a movimentar a mão. Apesar de estar com muito sono, podia jurar que notei seu rosto se transformando e logo ela saiu da varanda.
De noite sempre tinha algum amigo me gritando, era aquele tipo de amizade que fica na sua casa de madrugada tomando café. Mas sempre foi assim, antes de eu chegar a abrir a minha janela, eu escutava outras se abrindo, eram eles olhando, talvez pensassem que iríamos fumar um baseado, sei lá, eu tinha medo de pensarem que eu era bicha. então não abria mais a minha janela, e meus amigos foram desistindo.
Bati dezena de vezes o portão na cara dos meus vizinhos. Era só estar chegando com uma sacola e eles não paravam de olhar um segundo, tentavam ver o que tinha dentro. Quando alugava fitas pornográficas, pedia para o rapaz da locadora pôr duas sacolas, mas eu sabia que eles enxergavam, pois as capas eram vermelhas para os filmes pornôs e as sacolas eram muito finas.
A vizinha da esquerda tinha um cachorro que não parava de latir um segundo, eu já não conseguia mais dormir, o latido dele ecoava dentro da minha cabeça. Decidi comprar veneno, mas quando cheguei em casa me dei conta da mancada: o cara do bar que havia me vendido era conhecido dela, se o cachorro morresse envenenado eu podia ser acusado.
Tinha medo, muito medo, eles não podiam ser provocados, cansei de ver baixarias por muito menos, esse povo quando fica bravo fala cada coisa, já acordei com gritos do tipo – Seu pica murcha, cê num me come há mais de meis – ou então com frases tipo assim – Minha filha, foi ele que veio aqui me comer viu, eu não fui lá dar pra ele não.
Então eu tolerava o som alto da vizinha que morava a minha direita, decorei todas as músicas da dupla Zezé di Camargo e Luciano, e quando comprei uma estante na Marabraz levei o relógio de presente para eles, nunca ví um sorriso tão meigo.
Mas dois dias depois disso, eu tive certeza que estava enlouquecendo, aquela mulher havia feito fofocas sobre minha família a vida toda, além disso ano passado tinha dito a todos que eu com certeza era uma bicha, coisa que mais me deixa louco. Segundo os rumores dela, ninguém que era homem ficava tanto tempo estudando trancado dentro do quarto como eu.
O dinheiro estava completo, procurei as imobiliárias, não podia mudar do bairro, gostava dele, só odiava a minha vizinhança. Vagabundos e vadias, com cada um eu tinha um problema. Encontrei muitas casas legais, mas eram todas caras, procurei por mais três meses. E, durante esse tempo, ameacei de morte o vizinho da frente: ele ficava olhando para minha boca enquanto eu conversava com meus amigos, sabia que estava lendo meus lábios.
Eu tinha certeza que ele queria saber o que eu falava, não resisti mostrei o dedo para ele naquela tarde de quarta-feira. Pensei em pôr ele no meu novo romance, desisti: não ia torná-lo imortal.
Finalmente encontrei, tinha muitas espécies de plantas no vasto quintal, e era somente duas ruas abaixo da casa da minha mãe, o preço era bom, pois era desvalorizada devido ao córrego em frente. Não liguei para o detalhe, eu limparia o barro quando o rio transbordasse, eu limparia tudo todos os dias desde que ninguém estivesse tentando ler meus lábios nem ficar reparando nas minhas sacolas de fitas
Fui lá ver a casa mais uma vez para ter certeza, era sexta-feira, os pássaros entravam e saíam a todo momento. Entrei no quintal.
De dentro não se via a rua, ótimo. O vizinho do lado tinha um terreno vazio, morava longe. Já do outro lado, morava uma prima da minha mãe, era separada e tinha duas filhas, mas sempre ouviam som baixo.
Agradeci a Deus também pelo vizinho de trás: era um galpão, onde havia se instalado uma igreja evangélica. Cultos somente aos sábados – isso eu agüento, nada é perfeito mesmo.
Sequei as lágrimas de minha mãe, peguei meus livros e me mudei.
Meses depois, o terreno vazio ao lado foi alugado para uma espécie de ferro-velho, mas me acostumei com o barulho da máquina de prensar garrafas pet, e só me assusto ainda com o barulho deles desamassando latas.
Tive uma discussão com a vizinha do lado, que é a prima da minha mãe: ela fez um fogão de lenha na divisa do muro que enche minha casa de fumaça todos os dias. Tentei dizer que isso era errado, ela ameaçou chamar a polícia e disse para todos da rua que sou ladrão, que esse papo de escrever é conversa.
A igreja que fica aqui atrás da casa aumentou a sessão dos cultos, e eu sei agora quem foi Moisés, quem era Paulo e a importância dos Salmos.
Esses dias, pela manhã, fui buscar pão e, quando abri o portão, notei pela primeira vez o monte de lixo que estavam jogando em frente ao córrego. Tentei não pensar mais, caminhei lentamente até a padaria e no meio do caminho vi um cachorro mancando. Parei pra fazer um carinho em sua cabeça e ele tentou me morder. grande filho da puta.
Voltei para casa, pensando em fazer café mas o gás havia acabado, então resolvi fazer uma caminhada: saí pelo parque mais próximo (e único) e corri durante quarenta minutos. Depois, fiquei sentado no banco do parque por mais uns trinta, procurando esquecer a imagem de um frango assado que estava na minha cabeça desde que comecei a correr.
Voltei para casa e notei um Uno azul estacionado em frente ao meu portão – cara abusado com certeza. Pelo menos o ferro-velho havia parado de prensar as garrafas pets (amanhã seria dia de quebrar as garrafas de vidro, eles arremessavam todas elas contra o muro, um dia voou um caco e quase atingiu minha cabeça, meu quintal sempre amanhecia com alguns cacos, mas isso é detalhe, não vou esquentar).
A igreja começou o culto, logo agora que estava pensando em me masturbar, deixa quieto.
Eles aumentaram a programação e agora além de ensaiarem todos os dias, eles também fazem o culto todos os dias, eu já sei todas os louvores, acho que vou dar uma cochilada.
No outro dia levantei cedo, o carro ainda estava lá só que com os vidros laterais quebrados, só ai me dei conta de que devia ser roubado. Liguei para a polícia várias vezes, o dia passou e ninguém apareceu. À noite só tive alguns incômodos com os ratos cavoucando o forro do quarto, as unhas deles davam arrepio, mas consegui dormir lá pelas 4 da manhã – o ferro-velho começou a quebrar as garrafas as sete em ponto.
Saí para comprar pão e, quando abri o portão, notei uma variante branca encostada no outro lado do meu muro. Pronto, era o que faltava, à frente da minha casa agora era um cemitério de automóveis. Deixei os pães em casa, resolvi visitar minha velha residência, e quando passei pela velha rua e olhei para meus antigos vizinhos, tive vontade de cumprimentá-los, já não pareciam tão ruins assim. A rua tinha uma leve caída e me veio água nos olhos quando percebi pela primeira vez que minha antiga casa não era vizinha de um ferro- velho, nem dava para os fundos de uma igreja, e nunca havia entrado ratos.
Mas não dava para voltar atrás: a casa era minha e esse era meu destino. Então, quando cheguei no portão, olhei para o Uno azul e vi que ele tinha lindos bancos pretos e notei que o volante era modelo esportivo. Nunca me apeguei muito a carros, mas decidi que queria aquele volante se eu fosse ter um carro um dia. Entrei no Uno e comecei a mexer, vi que ia ser difícil. Então fui até minha casa buscar a chave de fenda e um martelo.
Passados alguns minutos, eu já tinha tirado o volante, comecei a olhar para a bolinha do câmbio: tinha um lindo caranguejo desenhado. Quando toquei nela, escutei a sirene. Eu ainda tentei explicar, mas o volante estava no meu colo. A policia que eu havia chamado finalmente apareceu.
No tribunal, alguns vizinhos testemunharam, mas todos disseram que eu era novo na rua e que antes de eu me mudar nunca havia nenhum carro roubado por ali.
O dono do ferro-velho estava lá assistindo ao julgamento, algumas pessoas da igreja também, e eu até hoje não entendi quando fui condenado.
Agora me encontro num lugar sossegado. O problema é só dividir o banheiro e às vezes ter que dormir no chão, quando perco na aposta e tenho que dar minha cama para algum companheiro de cela.

Ferréz (Escritor e Rapper)

28 novembro, 2004

Esclarecimento

Devido a alguns integrantes da Cooperifa não poderem estar presentes na apresentação do dia 11 de Dezembro em Suzano, a atividade foi adiada para o mês de Janeiro de 2005, logo mais, informações aqui no site.

22 novembro, 2004

Poesia


A noite te convida pra dançar

África mãe, Brasil filho
O leite do mundo habitou as suas tetas
Mamilos perfeitos acalentados de açoite.
Seu ventre, sempre foi livre
Gerando toda a história desse universo mal agradecido
Se ser mãe é dádiva de Deus
Então a África é o berçário onde Ele nasceu.
Suas crianças, dotadas de grande picardia
Lançaram ao mundo variadas culturas.
A noite recente, traz o eco da trilha sonora daquele tempo
Tambores confeccionados pelas mãos arquitetas do mundo.
Metralhadoras, fuzis e armas químicas
Deitarão no seu colo para dividir o espaço com as rosas vermelhas.
Os amores não correspondidos, se contentaram ao seu lado
Corações sujos que me lembram as pedras
Hipérbole da herança maldita, que umedece e goteja em pequenos ventres
Multiplicando a desgraça e mal vivida vida.
Vida que alimenta a feijoada, vida que swinga o carnaval
Vidas de mãos feridas que tocam os instrumentos... Umbanda, candomblé.
Tragam-me a garrafa com o líquido da cultura nordestina
Vou me embriagar desse sincretismo puro e natural.
Noite! Termo abstrato que absorve o sentimento africano
África mãe, áfrica pai, áfrica.
Sinônimo de negro.
Ovaciona o seu hino de raiz
Que a recitação voe até a audição desses espíritos maléficos
Âmago sem cultura.
África! Sou larápio de cena
Que cutuca a sua bonança, com palavras egocêntricas
Venha mãe, dance comigo o batuque atual
Por que nas nossas festas noturnas, a sua entrada é franca
Então ginga, o batuque atual.
Que cada gesto teu, tenha um pedaço de desdém
Venha, pois a noite... Te convida pra dançar.

Ademiro Alves (Sacolinha)

19 novembro, 2004

Entrevistado

Alessandro Buzo - Escritor e Ativista Cultural

L.B: Nélida Pinon diz que o papel do escritor é de despertar a ira de uma consciência. Qual o seu papel como escritor?
Alessandro Buzo: Como escritor da periferia o meu papel é incentivar a leitura daqueles que não leêm nada, que na periferia é comum. Logo, ele se identificando com meu trabalho pode mudar isso, tenho amigo que leu O TREM e nunca tinha lido nada, hoje lê varios livros, fico orgulhoso com isso.


L.B:
Quando está escrevendo você se preocupa com as técnicas literárias?
Buzo: Não, só tenho o primeiro grau, Deus me deu o dom e escrevo, mas sem preocupações.

L.B: Prosa, poesia, crônica, conto... Qual categoria você se encaixa?
Buzo: Faço crônica e conto, gosto de poesia mas tenho poucas minhas.

L.B:
Tem influências literárias?
Buzo: Não, minha influencia é o meu dificil dia a dia, ponho no papel as dificuldades que enfrento.


L.B:
O primeiro romance do Sacolinha, Graduado em Marginalidade, está em análise na editora. Você assina o prefácio, nos fale dessa participação.
Buzo: O livro do Sacolinha é muito bom, fiquei feliz em fazer o prefacio porque o Sacola é guerreiro, o que ele faz pelo povo de Suzano nenhum prefeito eleito vai fazer, mas quem vai pagar ele não é o contra cheque no fim do mês, quem vai pagar o Sacola é Deus.

L.B: Em quatro anos você escreveu dois livros. Atualmente você escreve para vários veículos de comunicação, há rumores de que não demora em lançar a sua terceira obra. Escrever é uma necessidade pra você?
Buzo: Sim, é pura necessidade, porque se não decarregar minha neurose no papel iria me tornar um terrorista, sou revoltado até a alma com as dificuldades sociais, poucos com muitos e muitos com quase nada.
Vou lançar meu terceiro livro ano que vem, vou pegar no pé da CPTM (Companhia Paulista dos trens metropolitanos), mas vou pegar pegando, aguardem.....

L.B: O seu segundo livro “Suburbano Convicto” está alcançando as expectativas?
Buzo: Ele custa R$ 25,00 nas livrarias e R$ 20,00 comigo, logo é foda vender, o povo não tem o habito de ler e por isso é duro sacar vinte conto e dar num livro, mas mesmo não vendendo como agua eu estou tranquilo e acho que dentro da realidade ele está alcançando as expectativas sim, estou bastante satisfeito.

L.B: Você costuma desenvolver eventos culturais no seu bairro, na verdade desenvolve o papel que cabe ao governo federal e a prefeitura municipal. Qual a sua opinião sobre isso?
Buzo: Não adianta esperar pelo governo ou prefeitura, faço evento com qualidade, quando a prefeitura faz evento por aqui ( Itaim Paulista ) é com Axé, forró e coisas populares, mina de shotinho rebolando, prefiro nem colar, promovo o FAVELA TOMA CONTA, no dia das crianças distribuimos 2.000 kites de doces, sem apoio de nenhum comerciante e nem do governo, no dia 19 de dezembro tem a quinta edição e vamos sortear 3 bicicletas e 200 exemplares do livro VIVENDO COM A VIDA - ACREDITAR É REALIZAR da escritora BABI AKYLLA, além de levar grandes nomes do RAP NACIONAL como Enganjaduz, Sabedoria de Vida, Walter Limonada, Panico Brutal, e varios outros.....
Acho que a prefeitura tinha que contratar os agitadores culturais que existem nos bairros periféricos e não mandar um mano que nunca fez um evento com o cargo de PROMOTOR CULTURAL, fazer evento é para quem é e não para quem quer, mas agora com o PSDB será o fim, o povo ignorante tirou a Marta que foi a prefeita que mais fez pela periferia, o jeito é continuar fazendo por nós mesmos.


L.B: Quais os seus projetos literários?
Buzo: Lançar um livro por ano.

Um salve: A Deus que me fortalece, minha familia (Marilda e Evandro), todas as favelas e manos do hip hop, a todos que escrevem, não desistam, aos manos do LITERATURA NO BRASIL, da COOPERIFA, da 1 DA SUL, do MOOHB, do ENRAIZADOS, e todos que leram meus livros e meus textos, especialmente para você que acabou de dispensar um tempo para ler essa entrevista.
PAZ !!!!!!!!!!!!!

11 novembro, 2004

Indicações


Quarto de despejo – Diário de uma Favelada
Maria Carolina de Jesus


“Quando eu não tinha o que comer ao invés de xingar eu escrevia...”
Nesse diário, a autora descreve com conhecimento de causa e alto teor poético-marginal, o seu dia-a-dia na favela do Canindé. Com os seus dois filhos menores, passou por todas as dificuldades de uma vida miserável, e nem por isso entrou na degradação que havia na favela: Prostituição, drogas e fofocas.
Mesmo em meio á dificuldade, nunca deixou faltar comida para os filhos:
- Hoje acordei ás 4h:30 da manhã, busquei água e depois fui catar papelão pra comprar o pão para o café.
Maria Carolina estudou até a terceira série do primeiro grau, sendo assim aprendeu a ler e a escrever fora da escola, sua cultura foi reciclada do lixo.
Uma certa tarde, chegou na favela um jornalista de nome Audálio Dantas, e em meio ao alvoroço de pessoas querendo ser entrevistada, o jornalista perguntou:
- Quem tem algo a dizer?
Maria Carolina gritou firme:
- Eu.
Entrou no seu barraco e logo voltou com um monte de cadernos velhos:
- Está aqui o que eu quero dizer...
Dali a alguns meses, esses cadernos viraram um livro, que chamou a atenção do governo federal e foi traduzido em diversas línguas.


O Cortiço
Aluísio Azevedo


Escrito no ano de 1.850, mas até hoje é considerada uma obra recente. A versão antiga do “Reality Show”.
Um romance que gira em torno de João Romão, o dono do cortiço. Homem que para se enriquecer comeu restos de comida, usou roupas velhas, dormiu mal e praticou o capitalismo selvagem. Daí surgiu o Mukifo, ou melhor o Cortiço, um aglomerado de cem casinhas.
Intrigas, rivalidade, capoeira, samba-viola, traição, ganância, inveja e ódio ao próximo, são algumas das palavras que acercam a história.

07 novembro, 2004

Eventos Culturais

Dia 18/11-Quinta-feira ás 19h:00 - Sarau Negro
MPB – Teatro – Capoeira – Recitação
Local: Sindicato da Construção Civil – Rua Campos Salles – Centro de Suzano – Próximo ao Milharal – Entrada Franca
Realização: Literatura no Brasil e CPD Sócio Cultural Negro Sim
Informações:
literaturanobrasil@bol.com.br / (11) 47495744

Dia 25/11-Quinta-feira ás 19h:30 – Bate-papo: Literatura Marginal
Convidados: Alessandro Buzo, Sérgio Vaz, Sacolinha
Local: Ação Educativa – Rua General Jardim, 660 Centro de São Paulo
Informações:
centro@acaoeducativa.org / (11) 31512333

Dia 06/12-Segunda-feira ás 19h:00 – Lançamento da antologia “No limite da palavra” Ed. Scortecci*
Local: Livraria Asabeça – Pinheiros
*Sacolinha participa desta antologia com um conto erótico.
Informações:
fernandadesa@scortecci.com.br / (11) 30328848

Site L.B

Indicações, entrevistas, eventos e toda a essência cultural do gueto. Essa é a proposta.

Crônica/Conto


Documento de desempregado

Roupa de gente, sem frescura de brinco, sem tatuagem, cavanhaque ou barba. No lugar do desodorante, uma pasta cheia de folhas de sulfite com um preenchimento pobre. Pra fechar o pacote, a fome, que morre depois de dois churrascos grego ou hot-dog, acompanhados de uma água tingida, com gosto de nada.
- Qualquer novidade a gente liga tá?
Será que quando aparecer um “Tornado” eles ligaram?
Aja paciência.
“Vinde a mim todos aqueles que estão cansados”.
Então por favor, todos os que estão sem emprego, formem uma fila para subirem.
Que venham os livros de auto-ajuda, e tirem a coragem daquele que quer se matar, por motivos mil.
- E aí Edson, está indo pra onde?
- Trabalhar.
- Do quê?
- De procurar emprego.
Ó pátria falsa idolatrada pelos fatos. Salve, salve os sem-estima.
Virou cultura. Excelentíssimo Papa, e seus companheiros, façam o favor. Canonizem aquela senhora que morreu na fila do posto de solidariedade e dêem a chance para eles dizerem:
- Ô nossa senhora dos desempregados.
E que não fiquem de fora as folhas calendários. Separem aí um dia para eles, é de direito.
- Nome por favor?
- Silvia.
- Idade?
- 23 anos.
- Estado civil?
- Solteira.
- Profissão?
- Desempregada.
Nas agencias o “Exp” ficou famoso:
Ajudante geral: Exp 2 anos
Auxiliar de almoxarife: Exp 1 ano
Empregada doméstica: Exp 3 anos
E na função “Desempregado”, quantos anos de experiência precisa?
- Hei malandro, fica onde você está e mãos para cima. Documentos.
- Está aqui.
- O que é isso?
- Um currículo!
- Você está tirando uma com a minha cara?
- Não estou não senhor, é que documento de desempregado é isso aí.

Ademiro Alves (Sacolinha)

Literatura no Brasil

O Blog Oficial do Alto Tietê

IV fase

Povo Negro

Vieram da África distante
Jogados em navios negreiros
Cruzando os horizontes
Para um país forasteiro

Foram quatrocentos anos
Viajando nos navios negreiros
Eram jovens, velhos, enfim,
Gente de todo meio

Aqui chegando foram vendidos
Vendidos como mercadorias
Todo seu corpo era vistoriado
E pagavam o que lhes valiam

Trabalhavam, trabalhavam
Manhãs, tardes, e noites,
Não podiam reclamar
Pois logo lhes vinham o açoite

Hoje, os negros descendentes
Vivem numa escravidão disfarçada
Nas miseráveis favelas
Passando fome com as filharadas.

Maria Rivanilda (É moradora do Rio de Janeiro,
e coordena o jornal da ADAB – Associação
dos descendentes de africanos do Brasil)



A pedra

“... procura-se alguém que faça um coração de pedra voltar a ser o que era”.

No subúrbio há um ser humano. Um homem que está indignado e ao mesmo tempo inconsolável. Perdeu a sua família numa chacina e ficou cego de um olho.
Não consegue emprego, não tem na vida um amor, um amigo, não tem televisão, Internet, microondas, DVD, carro, bicicleta. Não tem merda nenhuma... Exceto uma vida miserável.
Mora numa casa feita de madeira e tábuas de guarda-roupa. O chão do seu lar é marrom, e mais embaixo residem as minhocas. O espaço do seu barraco ele divide com o vazio, esse que habita no seu estômago.
Numa dessas madrugadas da vida, ele sai pra rua á procura de comida, ou melhor, restos de comida dispensados pelas bocas fartas sem sentimentos.
A disputa com os vira-latas, é grande.
Uma viatura policial aborda o bicho faminto.
Os homens da lei dão uma surra verbal e física no miserável.
O coração desse ser humano que antes era um fígado mole e meloso, agora é um diamante.
E hoje, procura-se alguém que faça um coração de pedra, voltar a ser o que era.

Ademiro Alves (Sacolinha), atualmente aguarda a análise do seu primeiro livro: Graduado em Marginalidade



Frases, poemas e poesias

“Sou um guerreiro, sinto que sou. Luto e sei que o amor vence o ódio, mas a maioria das vezes que estamos com ódio, é por causa do próprio amor”.
Kaey (Integrante
do grupo Literários Rappers)

Maria Carolina
“Com sua humildade, insistência e perseverança, você foi a jóia da favela, foi, é, e sempre será o ouro no meio do chumbo”.
Sacolinha

Raciocínio
“Foi naquela confusa tentativa, de resolver uma equação logarítmica, que percebeu como a matemática é complicada. Parece a vida real, complicada, confusa, mas nada que um pouco de raciocínio não resolva. Passou então a entender melhor os problemas do dia-a-dia, então sempre os encara com o raciocínio”.
Ademilson Gomes (Morador
do estado de Minas Gerais)

“Não faço poesia, jogo futebol de várzea no papel”.
Sérgio Vaz

Questão de lugar
Artista que sou da escrita, não estou no rádio, nem na TV, por isso, você não me ouve, nem me vê... Você me lê!
Jacy Ge (Criador do Jornal Ação e Poesia
Ferraz de Vasconcelos)

literaturanobrasil@bol.com.br



Atenção!
Acaba de ser lançada a coletânea:
ARTEZ Vol. V – Antologia literária e artística
Contos, Crônicas e Poesias
Participação: Ademiro Alves (Sacolinha)
Valor: 10,00
Para adquirir entre em contato:
47495744 / 83252368
sacolagraduado@bol.com.br

O Idealizador

Biografia
Ademiro Alves (Sacolinha), nasceu em 09 de Agosto de 1983, na cidade de São Paulo.
Participou da revista Caros amigos "Literatura Marginal" ato III lançada em Maio de 2004.
Menção Honrosa em 2003 e 2004 na categoria conto do 1º e 2º concurso “Artez” de literatura.
Participa de duas coletâneas: “No limite da palavra” editora Scortecci e “ARTEZ - vol. V” Meireles editorial.
Vice – presidente do CPD – Sócio cultural Negro Sim.
Atualmente está desempregado e aguardando a análise final de seu livro:
Graduado em Marginalidade - Um romance com participações de Alessandro Buzo e Sérgio Vaz. Aguardem!

Produtos L.B

Produtos Literatura no Brasil

Camisetas à venda nas cores: Branca – Bege – Amarela - Rosa e Turquesa
Disponíveis nos modelos femininos e masculinos: P, M, G, GG.
Camisa: 10,00 / 13,00
Infantil: 8,00 / 10,00
Blusa: 15,00 / 20,00
Kit: 1 Caros Amigos Literatura Marginal III – 1Camisa L.B – 2 adesivos p/ carro e bicicleta e um livro: 29,90
Todos os produtos terão 30% de investimento no projeto, exceto a revista.
À venda na loja Contacto Sport – fone: 47446831
Centro de Suzano – rua Gal. Francisco Glicério, ao lado da estação de trem,
ou diretamente com o projeto:
47495744 /
literaturanobrasil@bol.com.br

Oportunidade!


Atenção

O Literatura no Brasil, está aceitando textos para serem divulgados na “Quinta Fase” do projeto.
Todo texto que o projeto recebe, é analisado por uma comissão literária e se aprovado for, será trabalhado durante quatro meses (Uma fase).
Debates, palestras, rádios comunitárias, eventos, feiras literárias, saraus, encontros sociais, e Internet, são os ambientes onde o Literatura no Brasil divulga os textos.
Áqueles que trabalham com literatura, ou seguem a carreira de escritor, não percam essa oportunidade, são mais de 1.250 leitores cadastrados com o projeto.

Cultura que é nossa.

www.suburbanoconvicto.blogger.com.br

06 novembro, 2004

Apresentação!


Prefácio – Literatura no Brasil

A cultura de apologia à leitura e a vida está crescendo da raiz, e essa raiz chama-se...Literatura no Brasil.
José Louzeiro, Plínio Marcos, Gonçalves Dias, Aluízio Azevedo, João Antônio, Adelaide Carraro, Lima Barreto e Maria Carolina de Jesus. Esses e outros escritores brasileiros fazem parte do trabalho do projeto. Trabalho que para se desenvolver basta ter uma visão do cotidiano.
O projeto cultural Literatura no Brasil, foi posto em prática num momento de revolta, tornando assim um depósito de desabafo não só para o idealizador do projeto, mas sim para todos aqueles que enviam seus trabalhos para serem divulgados pelo Literatura no Brasil.
Dia 1 de Dezembro de 2002, a cultura da periferia ganhou mais um aliado.
Esse projeto conta com uma comissão literária e tem contato com diversos estados.
Desenvolver debates, palestras, saraus, eventos beneficentes de hip-hop e explorar murais são umas das atividades que o Literatura no Brasil mais pratica. Futuramente lançaremos concursos literários e coletâneas, sempre dando prioridade onde a cultura fantasia não alcança.
Outro papel fundamental do projeto, além de incentivar a leitura, é a divulgação de escritores anônimos. Escritores que já tem trabalhos lançados, mas não tiveram uma oportunidade para mostrar o seu talento.
Poemas, poesias, contos, crônicas, frases, versos, prosas, enfim, todo e qualquer trabalho literário que tenha um cunho social, passe informação ou chame a atenção para a sua leitura. Esses trabalhos serão avaliados pela comissão e se forem aprovados, serão xerocopiados e distribuídos em eventos, debates, saraus, palestras, bibliotecas, entidades, ong’s e por meios de cartas enviadas. Também serão lidos em diversas rádios comunitárias.
O Literatura no Brasil está aí para fazer o leitor prestar mais atenção no livro em que está lendo, pois não devemos devorá-lo, mas sim apreciá-lo.
Os diretores e responsáveis de bibliotecas que aceitarem doações podem se cadastrar com o projeto. Todos os livros, revistas e gibis que o projeto recebe é revertido para as entidades que mantém cadastro com o Literatura no Brasil.

23/11