
31 agosto, 2009
27 agosto, 2009
Em Suzano
04/09 – 20h
Pavio Erótico - Edição especial
Sarau realizado a cada três meses e feito em parceria com a Secretaria de Saúde que traz informações sobre DSTs e disponibiliza preservativos. Dessa vez teremos a presença do grupo "Oficina dos menestréis" composto por gays, lésbicas, prostitutas, entre outras pessoas que compõem a diversidade de gênero.
Local: Teatro Dr. Armando de Ré, Rua Gal. Francisco Glicério, 1.354 - Centro - Suzano - SP
GRATUITO
8 a 30/9
Varal Literário
Neste mês a exposição de textos no varal fica por conta do poeta Paulo Pereira.
Rua Katsutosh Naito, 957 – Boa Vista – Suzano – SP
Fone: (11) 4749-7556
GRATUITO
12/9 – 16h
Cine Cultura
Sempre no segundo sábado de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista exibe um filme para a comunidade local.
Filme do mês: Fúria do Dragão - Bruce Lee
Rua Katsutosh Naito, 957 – Boa Vista – Suzano – SP
Fone: (11) 4749-7556
GRATUITO
12/9 – 20h
Pavio da Cultura
Todo segundo sábado do mês, escritores, poetas, músicos, dançarinos, cineastas, cordelistas, repentistas e capoeiristas se reúnem para apresentarem um pouco da sua arte neste espaço que reúne 100 pessoas a cada encontro. Dessa vez o homenageado é o escritor Aníbal Machado. Neste dia será divulgado o resultado do 5º Concurso Literário de Suzano.
Local: Centro de Educação e Cultura "Francisco Carlos Moriconi"
GRATUITO
18/9 – 19h
Fogueira, Literatura e Pipoca
Todo terceira sexta-feira do mês uma fogueira incendeia o centro cultural boa vista. Numa roda em torno da fogueira, os participantes discutem sobre literatura durante 1h. Depois, acontece um sarau das 20h às 22h encerrando a atividade.
Tema do mês: Qual o papel do conto?
Facilitador: Cákis, escritor e poeta
Rua Katsutosh Naito, 957 – Boa Vista – Suzano – SP
Fone: (11) 4749-7556
GRATUITO
19/9 - 14h
Show musical
Neste dia será realizado uma atividade musical com vários artistas da cidade. Rua Katsutosh Naito, 957 – Boa Vista – Suzano – SP
Fone: (11) 4749-7556
GRATUITO
Trocando Idéias
29/9 – 20h
Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: Amor natural - Carlos Drummond de Andrade
Facilitador: Cákis, escritor e poeta
Fone: (11) 4747-4180
GRATUITO22 agosto, 2009
CATA OSSO ESTORIA DE COBRADOR
Mas o que adianta não é meu
É do patrão
Patrão que me paga no final do mês
O que ele chega ganhar em uma hora
Fico triste, indignado.
Quem manda não estudar
Acordo de madrugada
Na hora do melhor sono
Costela quente, de minha nega.
O cheiro suave de sua pele macia
Penso até em desistir de trabalhar
Inventa uma doença
Uma dor de cabeça
Uma dor de barriga
Só para ficar em casa
Mas vem na mente
Quem vai pagar as contas
Já ganho pouco
E por fim falta
Quem vai dar leite aos bacuris
Não tem jeito, tenho que ir.
Pego minha roupa encima da tabua de passar
Minha nega até reclama
Pega pelo meu braço e tenta puxar para cima da cama
A tentação ou sono até penso em ficar
Dou uns tapas no rosto
Recobro a consciência
Olho no relógio já estou atrasado
Só lavo os olhos e escovo os dentes
Penteio o resto de cabelo
Nem tomo banho
Só para não sair o cheiro de minha amada
De minha pele
Com a desculpa de estar atrasado
Tomo café rapidinho
Dou um beijo nela
Vou até o quarto dos meninos
Estão dormindo parecem anjos
Olho da janela
E saio correndo
Lá vem o cata osso, seus faróis já apontam lá na esquina.
Dou o sinal com a língua de fora
Ele para, entro comprimento o motorista.
Vou para o fundo tem mais alguns companheiros
Comprimento e me junto a eles no cochilo
Dá para sonhar um pouquinho com minha nega
Ao chegar à garagem
Começa a rotina do dia
Entra e saem passageiros
Aqui você vê de tudo
Mulheres bonitas, homens bem vestidos.
Cada um com seu estilo
Crianças choram logo de madrugadinha
Eles choram com saudade de sua caminha
Pena que eu não posso chorar
Saudade de minha cama
As costelas de minha amada
Minha menina, meu pêssego.
O cheiro de sua pele macia
Meu anjo que caiu do céu
O que meus companheiros iam dizer
Vendo-me chorar
De manhã dentro do ônibus parece um jardim
O cheiro suave do perfume e do banho tomado
O batom cheira, a roupa cheira, cabelos cheiram.
Perfumes doces, fortes.
Mas o dia vai passando o perfume que outrora
Passeava entre os bancos
Sai e da entrada pelo o cheiro do suor
O perfume nem passa mais perto
Não importa que seja de mulher ou de homem
É vômito cheiro de mijo.
O mau cheiro sobe
No meio da tarde
Não ha nariz que resista
Mas nós temos que agüentar
Sentados na cadeirinha passando o troco
O suor escorre vai parar no rego
Até um peido você tem que saber a hora de dar
Para não ter nem passageiro por perto
E reclamar
Perante a lei somos todos iguais
Mas dentro do ônibus
Só o passageiro tem vez
Que descriminação é essa só ele pode peidar
A loucura é no final do dia
Não gosto de pensar
Horário de pico
Parece um estouro de boiada
Todos querem entrar no ônibus ao mesmo tempo
E começa o empurra, empurra.
Todos querem sentar
Todos estão cansados
O ônibus lota parece uma lata de sardinha
Mulheres reclamando gritam por causa de algum
Engraçadinho lhe enconchando ou passando a mão.
Um grita de lá do fundo, ta ruim pega um táxi.
A mulher tenta retrucar mais não adianta
O som da risada dentro do ônibus é maior
Do que os gritos dela
Mulheres grávidas, senhoras e senhores de idade.
Reclamam por causa dos jovens
Não lhe darem o lugar para sentar.
Crianças choram por causa do aperto
Outro dia vi uma mãe pegar pelo braço da criança e puxando
E gritando com ela, vai que dá.
A criança chora reclama,
Mãe tá doendo, mas a mãe não escuta.
Eu até tento ajudar na medida do possível
A criança sai do outro lado chorando
Toda amarrotada despenteada
A mãe olha para mim
Cobrador você quase quebrou o braço do meu filho
Eu olho para ela e fico sem palavra
Nesta hora só Deus para me dá paciência
Bom deixa isto para lá
Vamos continuar nossa viagem
Dentro do ônibus você vê de tudo
E sente também
Quer ver a miséria, quando um infeliz esta com dor de barriga.
Começa o aperta-aperta dentro do ônibus
O suor desce, os olhos viram.
E as caretas junto com as cruzadas de pernas
E começa a puxar a cordinha
Dando pulinhos
Parecendo o São longuinho
Tenta descer o fedor sobe
Já não tem mais jeito
À miséria já virou fato consumado
Não a cristo que agüente o mau cheiro
Você olha para a cara do infeliz
Vê o alivio estampado em seu rosto
E a mancha em sua calça
O fedor já tomou conta do ônibus
Passageiros reclamam
Começam a passar mal
O fedor impregna nos narizes
O incrível porque acham que o culpado
É sempre o cobrador por estar sentado
Não vejo a hora de chegar em casa
Estou quebrado de ficar o dia todo sentado
Quando chegar em casa minha nega que me desculpe
Vou jantar em pé não quero ver uma cadeira
Outro dia teve um assalto
Foi uma loucura
Dois pivetes entraram armados
Um apontou a arma para o motorista
E anunciou o assalto
Mandaram os passageiros ficarem quietos
O outro veio até a mim e gritou
Limpe a gaveta não deixe nem um conto
Tudo bem, mas não me mate tenho filhos.
Tu só morre se fazer alguma gracinha
Nesta hora veio na minha mente
Minha mulher, meus filhos.
O que um pai de família passa
Saber que sai de casa, mas não sabe se volta.
Limparam o caixa e foram embora.
Olho no relógio está quase na hora de ir embora
Graças a Deus conto os minutos
Daqui a pouco verei minha família
O ônibus não para de encher
Desce um, entra quatro.
Dentro do ônibus mulheres dão de mamar para seus filhos
Outros escutam músicas
Outros lêem livros, revistas.
Até que enfim o ônibus encosta na garagem
Os passageiros descem
Tenho que entregar a movimentação do dia
Só assim posso ir para casa
Ver minha família
Tomar um banho
Jantar e brincar com os meninos
Assistir uma telinha
Descansar um pouco
E deitar em minha cama
E dormir agarrado em minha nega
Porque amanhar começa tudo de novo
Novos passageiros
Novas estórias
Na vida de um cobrador de ônibus
Cada dia tem um capitulo novo.
Paulo Pereira
paulo.pereira13@isbt.com.br
Associação Cultural Literatura no Brasil
19 agosto, 2009
Sexta e sábado!
O Centro Cultural Boa Vista recebe nesta sexta-feira (21/8), às 19h, mais uma edição do sarau-debate "Fogueira, Literatura e Pipoca". O maior objetivo desta atividade é incendiar o debate sobre o fazer literário e aprofundar a relação entre leitor e escritor. Promovido toda terceira sexta-feira do mês, esta edição terá como tema a pergunta "Qual o papel da poesia?" e contará com a facilitação dos poetas Cicero Tavares e Renata Pinheiro.
Segundo o coordenador do Centro Cultural Boa Vista, Ademiro Alves, o Sacolinha, os participantes formam uma roda em torno da fogueira e discutem sobre o tema proposto das 19h às 20h. Após o debate, é realizado um sarau literário que vai das 20h às 22h. Todos os moradores da região podem participar e dar sua contribuição, tanto no debate como no sarau. Enquanto vai rolando o evento, é servido café e pipoca. O público também é livre para levar, se quiser, batata doce, milho e qualquer mantimento para assar na fogueira.
O Centro Cultural Boa Vista fica na avenida Katsutoshi Naito, 957, Boa Vista, Suzano, SP.
Outras informações pelo telefone (11) 4749-7556.
O Centro Cultural Boa Vista recebe neste sábado (22/8), às 18h, o espetáculo Capulanas Cia de Arte Negra. O espetáculo quer, através das poesias de Solano Trindade e outros poetas, retratar a força da mulher negra de forma inovadora, baseando-se na ancestralidade das manifestações populares de matrizes afro brasileiras e fazendo um diálogo com a cultura Hip Hop por meio do elemento MC.
O espetáculo também possibilita que seus integrantes contribuam com suas vivencias trazendo seus depoimentos de forma poética.
Capulanas é uma Cia de Arte Negra composta por jovens negras e negros de diversos movimentos populares de São Paulo que nasceram da necessidade e vontade de dialogar com a comunidade e a sociedade, sobre descobertas, anseios e perspectivas do que é ser negro na sociedade atual.
A entrada é gratuita e aberta ao público em geral. O Centro Cultural Boa Vista fica na avenida Katsutoshi Naito, 957, Boa Vista, Suzano, SP. Outras informações pelo telefone (11) 4749-7556.
DE CARRO:
Centro Cultural Boa Vista, Rua Katsutosh Naito, 957, Boa Vista, Suzano, SP.
Ao lado do Supermercado Mago e da EMEIF Waldemar Calil
1- Pegar a Marginal Tietê, sentido Rodovia Ayrton Senna
2- Na Ayrton Senna seguir até o pedágio
3- Após o pedágio pegar a primeira entrada para Suzano
4- Após entrar você vai atravessar por um pequeno túnel.
5- Lá na frente haverá uma placa: "Suzano via Poá à direita" e "Suzano via Centro à esquerda". Você vem seguindo "via Centro".
6- Aí você pegará uma subida, no fim dela verá o Supermercado Mago e a EMEIF Waldemar Calil. Pronto, você chegou.
DE CONDUÇÃO:
Centro Cultural Boa Vista, Rua Katsutosh Naito, 957, Boa Vista, Suzano, SP.
Ao lado do Supermercado Mago e da EMEIF Waldemar Calil
1- Pegar o trem no Brás ou na Luz, sentido Guaianazes;
2- Em Guaianazes fazer baldeação sentido Estudantes;
3- Após 4 estações descer em Suzano pelo lado do Terminal de ônibus;
4- No terminal pegar ônibus Sesc ou Miguel Badra;
5- Pedir ao cobrador para descer no ponto de ônibus do Supermercado Mago. Pronto, você chegou.
17 agosto, 2009
Nesta quarta-feira
Dando sequência à série de discussões que a Secretaria de Cultura vem realizando com a classe artística suzanense, dia 19/8, às 19h será a vez dos escritores e poetas que terão a oportunidade de dialogar em conjunto. Esse encontro que seria no dia 18 foi adiado para o dia seguinte.
Não só escritores e poetas podem participar do encontro como também amantes da literatura em geral. Escritores e poetas de outras localidades que tenham algum vínculo com a cidade de Suzano também poderão participar.
Durante o encontro será feito um breve balanço dos últimos 4 anos na área da literatura, depois será aberto a discussões e propostas de novos projetos por ambas as partes.
Local: Centro de Educação e Cultura "Francisco Carlos Moriconi"
Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano - SP
Informações: (11) 4747-4180
GRATUITO
12 agosto, 2009
09 agosto, 2009
O mundo esta cheio
De homens vazios
Com olhos abertos
E mente fechada.
Vivos guiados
Pelos passos da morte
Trilhando caminhos
Que levam a nada.
O mundo esta cheio
De homens vazios.
De sorrisos tristes
E choro sem lágrima
Corações pulsando
Em corpos sem vida
Ricos de espíritos
E pobres de alma.
Francis Gomes
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Saudações a todos e todas. Este é o Fanzine Literatura Nossa nº 21. Mais um meio de divulgação dos trabalhos literários da Associação Cultu...
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Neste sábado 13/01 às 10h a Casa de Cultura Pq. São Rafael recebe a terceira edição do projeto Minha Literatura, Minha Vida...
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O projeto Imãs Poéticos reúne 11 poetas selecionados nos saraus realizados no Jardim Revista, em Suzano-SP e em escolas públicas da região....