22 fevereiro, 2011

O pântano de almas protestantes


Eu gostaria de ter um tempo, e debater comigo mesmo, a história do livro não lido, contando a história de uma crônica de saudades, publicada em folhetim.
Mas seu eu falar sozinho, sou louco e debater comigo mesmo me falta argumentos.
Não que eu tenha medo de perder no debate para mim mesmo, mas se eu ganhar pode se uma fraude.
Por isso eu preciso de alguém, alguém que leia e debata comigo, que discorde de mim, e me faça ler mais e me preparar melhor para os próximos debates.
Eu preciso de alguém de coragem para lutar, ao encontrar o mundo. Ao mesmo tempo faça refletir sobre os homens e a sociedade do século passado, enquanto vivo em tempo real.
Eu preciso de alguém com algumas horas disponíveis para guerrear  de portas abertas, com armas certeiras, mas que não seja crime usá-las, as armas  do conhecimento.
Alguém com raiva, que goste das provocações e quebre o tédio corruptor da mesmice. Que saiba usar suas sensações e manifestações de sentimentos a fim de transformar  a história do desenvolvimento humano. E como um deus do olimpos, observe o  mundo lá em baixo, como um pântano de almas, que protesta contra o pai da pátria, ou quem sabe um padrasto sem considerações nem papas na língua.
Eu preciso de um acrobata, mas que não fique na corda bamba. Não importa poetas, jornalistas, polemista, romancista, críticos, fanzineiros, mas que tenha coragem para defender suas idéias, ou que aceite uma boa troca de idéias.
Eu preciso de alguém que morra como Castro Alves, e não como Raul Pompéia. Alguém que mostre ao mundo que é uma pessoa de honra com a vida e não com a morte.
Alguém que saiba tirar do amor, do ódio e da amizade lições constante e quanto encontrar o mundo, possa vencê-lo, e ensinar outros fazer o mesmo.
Que seja um Machado sem ser de Assis, uma Bandeira sem ser Manuel, que esteja em Dias sem ser Gonçalves, que seja Ramos frutífero sem ser Graciliano, e se torne Amado sem ser Jorge.
Alguém que enquanto o dia vai escapando por trás da montanha, exercite as almas por meio da literatura, e faça com que viver não seja um meio termo falso da educação moral. Que seja boêmio, mas faça como Jeremias ao encontrar as palavras do Senhor.


Francis Gomes       








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