13 – quinta às 20h00 – Debate: “Literatura e suas vertentes”
Expositores:
Ferréz, escritor e rapper.
João Capozzoli, instrutor e crítico literário.
Neste debate os expositores colocarão suas opiniões sobre a literatura e os rumos que ela está tomando. Uma saraivada de argumentos sairá da cabeça desses dois expositores munidos de opiniões próprias e ao mesmo tempo diferentes.
O início se dará às 20h00 com a apresentação e análise de cada um, depois será aberto para as perguntas e ao debate.
Os alunos do curso Superior que vierem participar do debate, poderão pedir uma declaração para a Coordenadoria de Literatura, já que a mesma servirá como complementação do curso.
Informações: 4747-4180
10 outubro, 2005
Novo conto...
Sábias Lambidas de um velho cão
(Texto de Claudia Canto)
Ela me olhou, o seio a mostra, num decote absolutamente intencional, um olhar cheio de ironia pedinte. Fingi desinteresse, passei a olha-la disfarçadamente, como numa opereta, nossos olhares se encontravam num ritmo fugidio, incansável, analizando-se orgulhosamente. Aquela mulher estava começando a me deixar curioso, tinha algo de diferente não sabia dizer realmente o que seria, estava me expondo a uma análise fria, exatamente igual aos malditos interrogatórios que já sofri. Muito tempo depois já cansado daquele cenário, resolvi chamar a garçonete, que logo se mostrou animada em lhe entregar meu telefone. Ela não poderia imaginar, que aquela brincadeira não era tão ingênua como estava parecendo. Não poderia prever, que aquele homem que ela estava interessada, era um homem marcado pelo cárcere com toda aspereza e agressividade. Um homem bomba, que mantinha o coração preso a exatos vinte dois anos, que era capaz de explodir nas mais delicadas situações. Aquele primeiro contato iria mudar as nossas vidas, sete números, que iriam torturar nossos destinos. Começava naquele momento, uma história que envolveria todos que estavam a nossa volta. Quanto a mim, não poderia imaginar, que ali estava alojada a criatura mais perspicaz, que encontrei na minha vida bandida. Fiquei esperando extremamente ansioso, como um adolescente preste a copular pela primeira vez, com um olhar absorto, estático, nervoso. Não pude acreditar na sua reação! Que gana arrogante, premeditada... Como pode ter feito aquilo, um despropósito. Pegou o telefone das mãos da garçonete, e como se fosse um pedaço de entulho, depositou em cima da mesa, sem ao menos ler, nenhum sinal de interesse, como se tivesse acabado de receber um panfleto qualquer de alguma propaganda mentirosa. Aturdido, passei a me interessar desmesuravelmente por ela, inquieto e cheio de sobressaltos, passei a olha-la com mais cobiça, ameaçador, como um cão, como meu cão Dick... Meu velho e querido Dick. Nunca esqueci meu cachorro Dick, éramos como dois gatunos á solta, quando Dick arrumava uma cadelinha, eu ficava imensamente satisfeito, era como se fosse eu próprio. Exercia sobre mim, um grande magnetismo. Pensava comigo: Quando eu crescer, vou ser macho igual ao Dick. Dizem que os cachorros absorvem a personalidade do seu dono, mas no meu caso, fui diferente eu absorvi completamente a personalidade dele. Ele agia diferente dos outros cães: cheirava a cadela inteirinha, depois lambia seu corpo com muita gana, um verdadeiro ritual dedicado a Vênus. Sempre acreditei que ele conversava com as cadelinhas, ficava observando de longe seu exorcismo, com um sorriso vitorioso nos lábios... Era um lindo vira - lata, inteligente e astuto como poucos. Íamos juntos buscar o jornal, o pão estávamos sempre unidos, unidos como dois foras da lei. Nos entendíamos pelo faro, hoje sei que meu Dick era um homem no corpo de um cachorro, astuto e viril, mais até do que muitos que conheci na cadeia. Como o Dick, gosto do cheiro do cio, do sangue, do suor nas entranhas, da animalidade do ato. Naquele dia o sol batia forte ali naqueles confins de São Paulo, ruas de paralelepípedos eram o alicerce de casas com rebocos incompletos e pássaros presos em gaiolas, que mais tarde viria a sentir na pele o gosto amargo de estar preso como eles. Inúmeras residências perpendiculares eram separadas por pequenas muralhas, que serviam de testemunhas nas rotineiras discussões entre os vizinhos. Meu primeiro contato com a justiça aconteceu quando tinha sete anos de idade, hoje ainda me lembro deste julgamento, cruel e genocida, que me trouxeram profundas impressões. Sai humilhado, embrutecido, em desamparo, sozinho. Foi também a primeira vez que tive contato com a morte. Das outras vezes, os golpes eram esquecidos com muita rapidez, logo que cessavam a dor, logo que saia a passear com o meu pai, que minutos antes açoitará o meu corpo frágil. Aquele maldito travesseiro de penas estava de novo ali reluzindo sobre sol. O travesseiro, era para o Dick, a própria personificação de um frango assado, pronto para ser saboreado. Por diversas vezes atrapalhamos seu intento, se pudesse se comunicar, jogaria-nos as mais sangrentas pragas, por frustramos sempre as suas tentativas de abocanhar o insidioso travesseiro. São Paulo, crescia desproporcionalmente, naqueles idos da decáda de sessenta, a poluíção se fazia a cortina da cidade. Chuva que inundava casas e atolava de lama, os pés dos famigerados trabalhadores, na grande maioria bravos imigrantes. Aquele maldito travesseiro exposto ao sol... Enquanto isto os bares das redondezas, fervilhavam de ébrios, que exaltavam sua masculinidade, comparando o tamanho dos pés, passavam longas horas a contar mentiras vãs, sonhando com mulheres que não eram as suas. E do outro lado da rua, suas esposas, se queixavam da falta do feijão com arroz, dos intervalos cada vez maiores de carinho e principalmente da decadência sexual do casamento. Aquele maldito travesseiro exposto no sol... A expulsar os sonhos insonháveis, daqueles que seriam responsáveis por uma das maiores tristezas, que tive na minha vida. Um simples travesseiro tirou a vida do meu melhor amigo, do melhor parceiro que já tive. Voou pena para tudo quanto foi lado, com uma só mordida, meu Dick, tinha acabado de assinar sua sentença de morte. Entre xingos, ameaças e gritos, ficou prometido ali naquele momento, que o meu amigo teria seus dias contados. Foi terrível, a dor mais cruel que senti, não podiam ter feito aquilo, me atingiram pelas costas, feriram o âmago da minha alma. A cena ainda é viva na minha mente, meu cachorrinho ali estendido no chão, agonizante, com um fio de vida, me esperando, sofrendo, sujo de sangue, banhado de vômito, restos de um veneno mortal que lhe ofereceram. Morreu também parte da minha inocência, enterrou-se parte da minha pureza de menino. Passei a me alimentar com raiva, ódio. Na minha cabeça de criança, procurava um meio de me vingar, sofri como um louco, eu era todo sofrimento, uma dor palpável e lenta. O quintal da minha casa era, meu depósito de brinquedos e idéias, e foi ali naquele pequeno espaço, que premeditei tudo: um velho tronco de uma árvore serviu de base, preguei diversos pregos pontiagudos, martelava cada um pensando na dor que meu Dick sentirá, foi com grande prazer que escondi de todos um velho tronco, que agora se transformará na minha primeira. Num esconderijo esperei o grande momento, como se aquele momento fosse diminuir minha dor. O filho da assassina uma criança de dez anos de idade, mais velho que eu, veio como um passarinho para minha armadilha. Sem piedade açoitei suas costas num ritmo alucinante, o sangue jorrava, enquanto os pregos ficaram encravados na suas costas. A fúria agressiva já estava incubada na minha alma, sem que os meus pais percebessem. O animal falou em mim, um animal de sete anos de idade. Meus pais não entederam que minha reação, era um sintoma do que eu seria anos mais tarde. O castigo viria de maneira errada, não consigo reproduzir toda a cena, juntando alguns pontos, lembro dos berros do meu pai, e aquela maldita cinta a inundar minhas costas de sangue vivo, a minha tremura infeliz. Minha cabeça a rodar, e as lágrimas a cair, naquele momento tive um único pensamento. Nunca mais teria um amigo de verdade.
Claudia Canto, é autora do livro "Morte ás Vassouras"
(Texto de Claudia Canto)
Ela me olhou, o seio a mostra, num decote absolutamente intencional, um olhar cheio de ironia pedinte. Fingi desinteresse, passei a olha-la disfarçadamente, como numa opereta, nossos olhares se encontravam num ritmo fugidio, incansável, analizando-se orgulhosamente. Aquela mulher estava começando a me deixar curioso, tinha algo de diferente não sabia dizer realmente o que seria, estava me expondo a uma análise fria, exatamente igual aos malditos interrogatórios que já sofri. Muito tempo depois já cansado daquele cenário, resolvi chamar a garçonete, que logo se mostrou animada em lhe entregar meu telefone. Ela não poderia imaginar, que aquela brincadeira não era tão ingênua como estava parecendo. Não poderia prever, que aquele homem que ela estava interessada, era um homem marcado pelo cárcere com toda aspereza e agressividade. Um homem bomba, que mantinha o coração preso a exatos vinte dois anos, que era capaz de explodir nas mais delicadas situações. Aquele primeiro contato iria mudar as nossas vidas, sete números, que iriam torturar nossos destinos. Começava naquele momento, uma história que envolveria todos que estavam a nossa volta. Quanto a mim, não poderia imaginar, que ali estava alojada a criatura mais perspicaz, que encontrei na minha vida bandida. Fiquei esperando extremamente ansioso, como um adolescente preste a copular pela primeira vez, com um olhar absorto, estático, nervoso. Não pude acreditar na sua reação! Que gana arrogante, premeditada... Como pode ter feito aquilo, um despropósito. Pegou o telefone das mãos da garçonete, e como se fosse um pedaço de entulho, depositou em cima da mesa, sem ao menos ler, nenhum sinal de interesse, como se tivesse acabado de receber um panfleto qualquer de alguma propaganda mentirosa. Aturdido, passei a me interessar desmesuravelmente por ela, inquieto e cheio de sobressaltos, passei a olha-la com mais cobiça, ameaçador, como um cão, como meu cão Dick... Meu velho e querido Dick. Nunca esqueci meu cachorro Dick, éramos como dois gatunos á solta, quando Dick arrumava uma cadelinha, eu ficava imensamente satisfeito, era como se fosse eu próprio. Exercia sobre mim, um grande magnetismo. Pensava comigo: Quando eu crescer, vou ser macho igual ao Dick. Dizem que os cachorros absorvem a personalidade do seu dono, mas no meu caso, fui diferente eu absorvi completamente a personalidade dele. Ele agia diferente dos outros cães: cheirava a cadela inteirinha, depois lambia seu corpo com muita gana, um verdadeiro ritual dedicado a Vênus. Sempre acreditei que ele conversava com as cadelinhas, ficava observando de longe seu exorcismo, com um sorriso vitorioso nos lábios... Era um lindo vira - lata, inteligente e astuto como poucos. Íamos juntos buscar o jornal, o pão estávamos sempre unidos, unidos como dois foras da lei. Nos entendíamos pelo faro, hoje sei que meu Dick era um homem no corpo de um cachorro, astuto e viril, mais até do que muitos que conheci na cadeia. Como o Dick, gosto do cheiro do cio, do sangue, do suor nas entranhas, da animalidade do ato. Naquele dia o sol batia forte ali naqueles confins de São Paulo, ruas de paralelepípedos eram o alicerce de casas com rebocos incompletos e pássaros presos em gaiolas, que mais tarde viria a sentir na pele o gosto amargo de estar preso como eles. Inúmeras residências perpendiculares eram separadas por pequenas muralhas, que serviam de testemunhas nas rotineiras discussões entre os vizinhos. Meu primeiro contato com a justiça aconteceu quando tinha sete anos de idade, hoje ainda me lembro deste julgamento, cruel e genocida, que me trouxeram profundas impressões. Sai humilhado, embrutecido, em desamparo, sozinho. Foi também a primeira vez que tive contato com a morte. Das outras vezes, os golpes eram esquecidos com muita rapidez, logo que cessavam a dor, logo que saia a passear com o meu pai, que minutos antes açoitará o meu corpo frágil. Aquele maldito travesseiro de penas estava de novo ali reluzindo sobre sol. O travesseiro, era para o Dick, a própria personificação de um frango assado, pronto para ser saboreado. Por diversas vezes atrapalhamos seu intento, se pudesse se comunicar, jogaria-nos as mais sangrentas pragas, por frustramos sempre as suas tentativas de abocanhar o insidioso travesseiro. São Paulo, crescia desproporcionalmente, naqueles idos da decáda de sessenta, a poluíção se fazia a cortina da cidade. Chuva que inundava casas e atolava de lama, os pés dos famigerados trabalhadores, na grande maioria bravos imigrantes. Aquele maldito travesseiro exposto ao sol... Enquanto isto os bares das redondezas, fervilhavam de ébrios, que exaltavam sua masculinidade, comparando o tamanho dos pés, passavam longas horas a contar mentiras vãs, sonhando com mulheres que não eram as suas. E do outro lado da rua, suas esposas, se queixavam da falta do feijão com arroz, dos intervalos cada vez maiores de carinho e principalmente da decadência sexual do casamento. Aquele maldito travesseiro exposto no sol... A expulsar os sonhos insonháveis, daqueles que seriam responsáveis por uma das maiores tristezas, que tive na minha vida. Um simples travesseiro tirou a vida do meu melhor amigo, do melhor parceiro que já tive. Voou pena para tudo quanto foi lado, com uma só mordida, meu Dick, tinha acabado de assinar sua sentença de morte. Entre xingos, ameaças e gritos, ficou prometido ali naquele momento, que o meu amigo teria seus dias contados. Foi terrível, a dor mais cruel que senti, não podiam ter feito aquilo, me atingiram pelas costas, feriram o âmago da minha alma. A cena ainda é viva na minha mente, meu cachorrinho ali estendido no chão, agonizante, com um fio de vida, me esperando, sofrendo, sujo de sangue, banhado de vômito, restos de um veneno mortal que lhe ofereceram. Morreu também parte da minha inocência, enterrou-se parte da minha pureza de menino. Passei a me alimentar com raiva, ódio. Na minha cabeça de criança, procurava um meio de me vingar, sofri como um louco, eu era todo sofrimento, uma dor palpável e lenta. O quintal da minha casa era, meu depósito de brinquedos e idéias, e foi ali naquele pequeno espaço, que premeditei tudo: um velho tronco de uma árvore serviu de base, preguei diversos pregos pontiagudos, martelava cada um pensando na dor que meu Dick sentirá, foi com grande prazer que escondi de todos um velho tronco, que agora se transformará na minha primeira. Num esconderijo esperei o grande momento, como se aquele momento fosse diminuir minha dor. O filho da assassina uma criança de dez anos de idade, mais velho que eu, veio como um passarinho para minha armadilha. Sem piedade açoitei suas costas num ritmo alucinante, o sangue jorrava, enquanto os pregos ficaram encravados na suas costas. A fúria agressiva já estava incubada na minha alma, sem que os meus pais percebessem. O animal falou em mim, um animal de sete anos de idade. Meus pais não entederam que minha reação, era um sintoma do que eu seria anos mais tarde. O castigo viria de maneira errada, não consigo reproduzir toda a cena, juntando alguns pontos, lembro dos berros do meu pai, e aquela maldita cinta a inundar minhas costas de sangue vivo, a minha tremura infeliz. Minha cabeça a rodar, e as lágrimas a cair, naquele momento tive um único pensamento. Nunca mais teria um amigo de verdade.
Claudia Canto, é autora do livro "Morte ás Vassouras"
08 outubro, 2005
Suzano!!!
Literatura
10 – segunda-feira – Palestra com a escritora infantil Gisele Pecchio
14h00: Para crianças
16h00: Para professores
Centro Cultural
13 – quinta ás 20h00 – Debate: “Literatura e suas vertentes”
Expositores:
Ferréz, escritor e rapper.
João Capozzoli, instrutor e crítico literário.
Centro Cultural
18 - terça-feira ás 19h00 – Pavio da Cultura (Sessão extra)
Escola Oswaldo de Oliveira Lima
Rua Planalto, 630 – Jd. Revista
10 – segunda-feira – Palestra com a escritora infantil Gisele Pecchio
14h00: Para crianças
16h00: Para professores
Centro Cultural
13 – quinta ás 20h00 – Debate: “Literatura e suas vertentes”
Expositores:
Ferréz, escritor e rapper.
João Capozzoli, instrutor e crítico literário.
Centro Cultural
18 - terça-feira ás 19h00 – Pavio da Cultura (Sessão extra)
Escola Oswaldo de Oliveira Lima
Rua Planalto, 630 – Jd. Revista
07 outubro, 2005
Buzo!
VAI TER FUTURO COMO ?
Por Alessandro Buzo
A vida nunca foi um conto de fadas para Clovis que desde muito pequeno era chamado de Feijão, dos 5 irmãos era o unico que encarava sem maiores reclamações o feijão puro com farinha de mistura. Sua mãe ganhava muito pouco em casa de familia, se matando de domestica para as madames de Moema, Jardins, Cerqueira Cesar. Seu pai é um inutil que nunca trabalha e obriga os 3 menores a pedir no farol, ao meio dia e a noite eles vem lhe dar o que ganharam, ele bebe quase tudo de pinga e ainda bate neles. O irmão mais velho saiu de casa e vive de assaltos e as vezes trafico, sua irmã cuida da casa, faz comida (quando tem) e estuda. Assim caminhou as coisas até que um dia seu pai alcolizado abusou sexualmente da propria filha que aos gritos foi socorrida por vizinhos que lincharam seu pai, ele nunca mais voltou da cadeia e alguns meses depois foi assassinado numa rebelião numa penitenciaria. Com a morte do pai as coisas pareciam que iriam melhorar, mas sua irmã foi embora com um senhor mais velho e sua mãe adoeceu, Feijão e seus outros dois irmãos continuaram no farol, não mais para sustentar a pinga do pai, mas agora para sobreviverem e também comprar remedio para mãe. O que era ruim ficou pior quando sua mãe faleceu, o enterro humilde foi pago com ajuda dos vizinhos, seus dois irmãos já não viviam quase em casa e depois da morte da mãe foram morar na rua. Feijão recebeu então uma proposta de um traficante, vender cocaina, pedra e maconha. Começou assim sua vida no crime, mas hoje Feijão é forte e tem 20 anos, comanda uma quadrilha de traficantes que domina seu bairro. As dividas dos usuarios são cobradas a bala e Feijão é inescrupuloso, não tem dó de ninguém, afinal ninguém nunca teve dó dele. Além do trafico eles faziam também assaltos a casas de luxo no Morumbi e região. Um dia ia Feijão e mais dois num assalto que lhe disseram iria render uma boa grana, entraram na casa e renderam a empregada, Feijão nunca era cruel com as empregadas, elas lembravam sua mãe. Perguntou quem estava na casa e a empregada disse que só a patroa, ao invadir o quarto viu a tal patroa dormindo, ela acordou com o susto e qual não foi a surpresa ao ver quem era. Na sua frente estava a sua irmã que um dia partiu e nunca mais voltou nem deu noticias. Feijão perguntou porque ela não ajudou eles, se ela sabia que a mãe havia morrido e ela explicou que o senhor com quem se casou exigiu que ela os esquecesse totalmente. Feijão sentia um ódio correr por suas veias, uma revolta pelo abondono da irmã e não sabia o que fazer, os seus dois parceiros aguardavam suas ordens. Foi quando Feijão percebeu a casa cercada pela policia, um vizinho viu eles entrarem. Pensou em matar sua irmã, mas não teve coragem, pegou ela de escudo e saiu da casa, entrou no carro da familia e tentou furar o cerco da policia. Foi morto junto com os comparsas, sua irmã não falou do parentesco com o bandido morto e Feijão foi enterrado como indigente porque não tinha documentos e nem teve ninguém para ir atrás do corpo no IML. Uma vida de dor e crimes, que começou com uma familia desestruturada por um pai alcolatra.
Alessandro Buzo
alessandrobuzo@terra.com.br
Por Alessandro Buzo
A vida nunca foi um conto de fadas para Clovis que desde muito pequeno era chamado de Feijão, dos 5 irmãos era o unico que encarava sem maiores reclamações o feijão puro com farinha de mistura. Sua mãe ganhava muito pouco em casa de familia, se matando de domestica para as madames de Moema, Jardins, Cerqueira Cesar. Seu pai é um inutil que nunca trabalha e obriga os 3 menores a pedir no farol, ao meio dia e a noite eles vem lhe dar o que ganharam, ele bebe quase tudo de pinga e ainda bate neles. O irmão mais velho saiu de casa e vive de assaltos e as vezes trafico, sua irmã cuida da casa, faz comida (quando tem) e estuda. Assim caminhou as coisas até que um dia seu pai alcolizado abusou sexualmente da propria filha que aos gritos foi socorrida por vizinhos que lincharam seu pai, ele nunca mais voltou da cadeia e alguns meses depois foi assassinado numa rebelião numa penitenciaria. Com a morte do pai as coisas pareciam que iriam melhorar, mas sua irmã foi embora com um senhor mais velho e sua mãe adoeceu, Feijão e seus outros dois irmãos continuaram no farol, não mais para sustentar a pinga do pai, mas agora para sobreviverem e também comprar remedio para mãe. O que era ruim ficou pior quando sua mãe faleceu, o enterro humilde foi pago com ajuda dos vizinhos, seus dois irmãos já não viviam quase em casa e depois da morte da mãe foram morar na rua. Feijão recebeu então uma proposta de um traficante, vender cocaina, pedra e maconha. Começou assim sua vida no crime, mas hoje Feijão é forte e tem 20 anos, comanda uma quadrilha de traficantes que domina seu bairro. As dividas dos usuarios são cobradas a bala e Feijão é inescrupuloso, não tem dó de ninguém, afinal ninguém nunca teve dó dele. Além do trafico eles faziam também assaltos a casas de luxo no Morumbi e região. Um dia ia Feijão e mais dois num assalto que lhe disseram iria render uma boa grana, entraram na casa e renderam a empregada, Feijão nunca era cruel com as empregadas, elas lembravam sua mãe. Perguntou quem estava na casa e a empregada disse que só a patroa, ao invadir o quarto viu a tal patroa dormindo, ela acordou com o susto e qual não foi a surpresa ao ver quem era. Na sua frente estava a sua irmã que um dia partiu e nunca mais voltou nem deu noticias. Feijão perguntou porque ela não ajudou eles, se ela sabia que a mãe havia morrido e ela explicou que o senhor com quem se casou exigiu que ela os esquecesse totalmente. Feijão sentia um ódio correr por suas veias, uma revolta pelo abondono da irmã e não sabia o que fazer, os seus dois parceiros aguardavam suas ordens. Foi quando Feijão percebeu a casa cercada pela policia, um vizinho viu eles entrarem. Pensou em matar sua irmã, mas não teve coragem, pegou ela de escudo e saiu da casa, entrou no carro da familia e tentou furar o cerco da policia. Foi morto junto com os comparsas, sua irmã não falou do parentesco com o bandido morto e Feijão foi enterrado como indigente porque não tinha documentos e nem teve ninguém para ir atrás do corpo no IML. Uma vida de dor e crimes, que começou com uma familia desestruturada por um pai alcolatra.
Alessandro Buzo
alessandrobuzo@terra.com.br
05 outubro, 2005
Próximo lançamento
Depois deste encontro você não será mais o mesmo...
Projeto Cultural Literatura no Brasil e livraria
Alpharrábio convidam para o lançamento do livro
Graduado em Marginalidade
de
Ademiro Alves (Sacolinha)
Dia 07 de outubro, sexta-feira às 18 horas.
Local: Livraria Alpharrábio
Rua Eduardo Monteiro, 151
(altura do nº 1000 da Av. Portugal)
Santo André – São Paulo
Informações: 4438-4358 – www.alpharrabio.com.br
Este livro também pode ser adquirido:
Projeto Cultural Literatura no Brasil
Tel: (11) 4749-5744 ou (11) 4759-1949
Cel: (11) 8325-2368
e-mail: literaturanobrasil@bol.com.br
Projeto Cultural Literatura no Brasil e livraria
Alpharrábio convidam para o lançamento do livro
Graduado em Marginalidade
de
Ademiro Alves (Sacolinha)
Dia 07 de outubro, sexta-feira às 18 horas.
Local: Livraria Alpharrábio
Rua Eduardo Monteiro, 151
(altura do nº 1000 da Av. Portugal)
Santo André – São Paulo
Informações: 4438-4358 – www.alpharrabio.com.br
Este livro também pode ser adquirido:
Projeto Cultural Literatura no Brasil
Tel: (11) 4749-5744 ou (11) 4759-1949
Cel: (11) 8325-2368
e-mail: literaturanobrasil@bol.com.br
04 outubro, 2005
COOPERIFA
NESTA QUARTA-FEIRA O SARAU DA COOPERIFA VAI ARRECADAR BRINQUEDOS PARA A FESTA DO DIA DAS CRIANÇAS. PASSE NA LOJA DE 1 REAL E FAÇA A SUA CONTRIBUIÇÃO.
AGRADECIMENTOS: ALI SATI DA EUROTUR TURISMO (700 BRINQUEDOS)
SARAU DA COOPERIFA QUARTA -FEIRA DIA 05 DE OUTUBRO 21HS (A ENTRADA É UM BRINQUEDO OU UM LIVRO INFANTIL)
LOCAL: ZÉ BATIDÃO - RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797 - CHÁCARA SANTANA AO LADO DA IGREJA DE PIRAPORINHA ZONA SUL/SP
FONE 5891.7403 PARA INF. SOBRE DOAÇÃO LIGUE 9333.6508 C/ SÉRGIO VAZ
SARAU DA COOPERIFA NA CASA DAS ROSAS
SEXTA-FEIRA (07.10) 19HS30 A PARTIR DA 19HS LANÇAMENTO DE LIVROS DOS POETAS DA COOPERIFA
CASA DAS ROSAS AV. PAULISTA, 37 FONE 3288.9447 (ENTRADA FRANCA)
AGRADECIMENTOS: ALI SATI DA EUROTUR TURISMO (700 BRINQUEDOS)
SARAU DA COOPERIFA QUARTA -FEIRA DIA 05 DE OUTUBRO 21HS (A ENTRADA É UM BRINQUEDO OU UM LIVRO INFANTIL)
LOCAL: ZÉ BATIDÃO - RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797 - CHÁCARA SANTANA AO LADO DA IGREJA DE PIRAPORINHA ZONA SUL/SP
FONE 5891.7403 PARA INF. SOBRE DOAÇÃO LIGUE 9333.6508 C/ SÉRGIO VAZ
SARAU DA COOPERIFA NA CASA DAS ROSAS
SEXTA-FEIRA (07.10) 19HS30 A PARTIR DA 19HS LANÇAMENTO DE LIVROS DOS POETAS DA COOPERIFA
CASA DAS ROSAS AV. PAULISTA, 37 FONE 3288.9447 (ENTRADA FRANCA)
03 outubro, 2005
Últimas notícias
Livrarias que estão vendendo o livro Graduado em Marginalidade:
Livraria Nobel: Suzano Shopping – Centro – Suzano – S.P.
Livraria Musicultural: Rua Gal. Francisco Glicério, 1001 – Centro – Suzano – S.P
Livraria Book Brasil: Av. Nove de julho - Centro – Poá – S.P
Livraria Alpharrábio: Rua Eduardo Monteiro, 151 – Centro – Santo André – S.P
Lançamento do livro: O TREM - CONTESTANDO A VERSÃO OFICIAL de Alessandro Buzo. Dia 22 de outubro, na Quadra da Unidos de Santa Bárbara, no Itaim Paulista – S.P às 16h00.
Toda quarta-feira às 21h tem Sarau da Cooperifa
Local: Bar do Zé Batidão - Rua Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana – Jd. Guarujá – S.P.
Ao lado da Igreja de Piraporinha na Zona Sul.
Informações: (11) 5891-7403 / 9333-6508
Assista o programa BLACK TV, todos os sábados ás 21h00 no site: www.alltv.com.br
Já está funcionando a biblioteca comunitária Suburbano Convicto.
Informações: 8218-7512
alessandrobuzo@terra.com.br
Pavio da CulturaDia 08 de outubro acontecerá o 6° Pavio da Cultura (Sarau literário). Além das atrações literárias, teatrais, musicais e de cinema, haverá a divulgação o lançamento do vídeo-documentário do projeto cultural Literatura no Brasil.Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi - Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano.Ás 20h:00.
Livraria Nobel: Suzano Shopping – Centro – Suzano – S.P.
Livraria Musicultural: Rua Gal. Francisco Glicério, 1001 – Centro – Suzano – S.P
Livraria Book Brasil: Av. Nove de julho - Centro – Poá – S.P
Livraria Alpharrábio: Rua Eduardo Monteiro, 151 – Centro – Santo André – S.P
Lançamento do livro: O TREM - CONTESTANDO A VERSÃO OFICIAL de Alessandro Buzo. Dia 22 de outubro, na Quadra da Unidos de Santa Bárbara, no Itaim Paulista – S.P às 16h00.
Toda quarta-feira às 21h tem Sarau da Cooperifa
Local: Bar do Zé Batidão - Rua Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana – Jd. Guarujá – S.P.
Ao lado da Igreja de Piraporinha na Zona Sul.
Informações: (11) 5891-7403 / 9333-6508
Assista o programa BLACK TV, todos os sábados ás 21h00 no site: www.alltv.com.br
Já está funcionando a biblioteca comunitária Suburbano Convicto.
Informações: 8218-7512
alessandrobuzo@terra.com.br
Pavio da CulturaDia 08 de outubro acontecerá o 6° Pavio da Cultura (Sarau literário). Além das atrações literárias, teatrais, musicais e de cinema, haverá a divulgação o lançamento do vídeo-documentário do projeto cultural Literatura no Brasil.Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi - Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano.Ás 20h:00.
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