17 dezembro, 2007

Não percam!


Amanhã, terça, tem...


Lançamento do livro "Antologia Literatura no Brasil"
18/12 – 19h30
Comemorando cinco anos, a Associação Cultural Literatura no Brasil lança amanhã, 18/12 terça, o livro que reúne poesias e contos dos escritores da entidade literária.






Apoio: Ação Educativa e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural de Suzano - Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano
Informações: (11) 4749-0384
GRATUITO

15 dezembro, 2007

VERSOS E SAUDADE

VERSOS E SAUDADE

Coisa chata sentir saudade de uma pessoa
Querer está perto e não poder
Dar risada, falar besteira, fofocar e até brigar.
Sentir saudade de um abraço.
Sentir teu cheiro e não poder estar perto
Querer conversar e não escutar sua voz.
Sentir falta de uma pessoa que gosta,
Só se sabe a falta que faz é quando ela está longe
O engraçado é saber quando está perto
Temos tantas coisas para dizer
O coração acelera só falta sair pela boca
Não sabendo começar
Da um nó na garganta
Começamos a gaguejar, ficamos mudo.
E por fim olhamos um na cara do outro
E permanecemos sem assunto.
Passa um tempo à coragem aumenta
Olha, fiz um versinho espero que goste.
Bom dia,
O sol só brilha quando, vê a beleza do teu sorriso.
À tarde só é tarde
Quando o vento sopra
Com teu rebolar e o balançar de tua saia
A natureza só consegue perfumar suas rosas
Quando sente o cheiro do teu corpo
À noite só enfeita seu céu
Quando as estrelas brilham com a luz dos seus olhos.
A madrugada
Só se acalma quando vê você deitada pela janela do seu quarto,
Mundo, vasto mundo.
Só gira quando você resolve sair de sua cama,
Assim como o dia, à tarde, o vento, a natureza, a madrugada e o mundo.
Dependo de você.
Eu continuo aqui querendo
Teu abraço, sentir teu cheiro.
Pousar meus lábios, nos seus lábios.
Tão carnudos, e tão macios.
Vem cá não me deixe sozinho.

Paulo Pereira
paulo.pereira13@isbt.com.br

10 dezembro, 2007

Nesta sexta-feira

Você quer rir?
Você quer chorar?
Você quer se indignar?
Você quer sonhar?

Você quer se ver?

LEIA O CADERNOS NEGROS VOLUME 30 - CONTOS

Lançamento em 14/12/07
a partir das 19h30 no Sesc Paulista
Av. Paulista, 119/SP

05 dezembro, 2007

Neste sábado!

Pavio da Cultura encerra o ano com teatro, música e poesia
Por Marcos Cirillo


A última edição do ano do Pavio da Cultura está recheada de atividades que envolvem o teatro, a música e a poesia. O evento será realizado no sábado (8/12), às 20h, no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi” (Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano). A entrada é gratuita e os interessados em recitar poesias devem chegar com meia hora de antecedência. O homenageado deste mês será o escritor Lima Barreto.

A programação da noite será aberta com uma apresentação do texto “A Comédia dos Erros”, de Shakespeare, interpretada pelos alunos da oficina de teatro da Secretaria de Cultura de Suzano. Na seqüência, além de recitais de poesias, haverá a intervenção poética com Jorge Américo, leitura dramática com o escritor Sacolinha e uma apresentação musical com Felipe Tognoli e Elaine Jacó. O último Pavio da Cultura de 2007 contará ainda com uma participação especial dos integrantes da Associação Cultural Literatura no Brasil.

02 dezembro, 2007

SUPER-HERÓI BRASILEIRO

SUPER-HERÓI BRASILEIRO

Sou negro
Sou branco
Sou raça
Sou forte
Sou homem de aço
Do peito magro
Sou do povo
Nasci desta terra
Sou do morro
Sou da favela
Dos pobres e dos ricos
Dos prédios bonitos
Do centro da cidade
Mendigos ou engravatados
Pretos, brancos vivemos no mesmo estado.
Sou negro sim
Sou branco também
Preto, mulatinho
Branco indo para o moreninho
Da pele negra,
Da pele clara.
Depende do seu ponto de vista
Do cabelo enrolado
Do cabelo pixaim
Do cabelo liso
Esticado pela chapinha
Sou super-herói
Do pé rachado
Sou super-herói
Da sunga rasgada
No meu peito tem um símbolo
Remendado por fita adesiva
Que mal aparece
Sou super-herói
Do boné remendado
Sou super-herói
Brasileiro
De muitas raças e crenças
Que trabalha o dia inteiro
Construindo mansão
Ou algum barraco num aterro
Depois de um dia suado
Não vejo a hora de chegar em casa
Meu barraco minha morada
Meu esconderijo
Tiro minha roupa
Uniforme surrado
Tomo banho de cuia
Em minha casa não tem chuveiro instalado
Dar um beijo em minha veia
E um abraço na molecada
Assistir televisão preta e branca
Na era digital, é duro.
Não conseguir compra nem a colorida
A minha condução era a magrela
Mais furou o pneu
Cadê o dinheiro
Nem começou o mês já acabou
Tenho que andar na sola
Com aquele par de chinelos
Da correia quebrada
Segurada com um prego
Sou negro
Sou branco
Queimado pelo sol
De trabalhar o dia inteiro
Sem nenhuma proteção
Em minha família
Tem preto, branco, amarelo.
Já não sei mais qual é minha cor
Já não sei mais qual é minha nacionalidade
Que minha família começou
Sou negro
Sou branco
Sou amarelo
Na verdade temos mesmo que esquecer a cor
Trabalhar em conjunto
Fortalecendo uma só nação
Construindo pensamentos
Deixar de culpar os outros
E correr atrás para nos mesmos
Sou negro
Sou branco
Sou amarelo
Sou super-herói
Brasileiro
Que sobreviver com salário mínimo.
O que adianta minha cor.
Sou negro
Sou branco
Sou amarelo
Sou qualquer cor
Sou super-herói brasileiro.

Paulo Pereira

Sobre seres humanos!

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