28 julho, 2007

ABC

Lançamento do livro "De lembranças & Fórmulas Mágicas" de Edson Bueno de Camargo

Dia 17 de agosto de 2007 - Sexta-feira

Local:

Biblioteca Municipal Cecília Meireles

Rua Rio Branco, 87 - 1º Andar -

Centro - Mauá - SP

Telefone:. 4547-1483

Mais Saraus

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16 julho, 2007

Fotos Sesc Consolação

No dia 05 de julho nós da Associação Cultural Literatura no Brasil estivemos no Sesc Consolação participando do projeto Cartografia Literária. Confira abaixo algumas fotos.
Início: Nelson de Oliveira entrevista o coletivo
Entre Aspas: intervenção

Francis Gomes interpreta seu cordel
Micheli da Costa
Ioseph

Nelson Olavo
Paulo Pereira
Rejane Barros

Sacolinha
D. Elizabeth
Almir RibeiroSacolinha interpretando
Francis
Grand Finale

As minas da Associação

Música

ESTE É O MEU PAIS (DA MUDANÇA)

Um dia sonhei que era feliz.
E que meu Brasil teria jeito
Mas vi tanto porco sugador
Abuso de um pobre eleitor
Então vi que nada era perfeito

No congresso está a "lamaria"
Estampada na cara do sujeiro
So de olhar me enoja a sua cara
Esse vil tão cruel e trapaceiro
Engolido pela fama e dinheiro
Honestidade virou coisa tão rara

Ordem e progresso é utopia
Tem ladrão escorrendo pelo ralo
Submisso ao neo liberalismo
Sufocamos na mão o nosso calo
Muitos outros entrando no embalo
Ostentando o seu grande cinismo

O que adianta o meu grito de poeta
Sou sozinho no meio da multidão
Um cantador cordelista assim sou
Sem trair no meu verso a nação
Inda tenho a fé no coração
Pois meu verso não me abandonou

Carlos Silva
http://bandasdegaragem.com.br/carlossilvacantador

www.recantodasletras.com.br/autores/apora
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Novo conto

HEMORRÓIDA
Por: Rodrigo Ciríaco

Bença mãe.
Deus te abençoe meu filho.

Ô mãe, posso te fazer uma pergunta?
Claro.
O que é hemorródia?
Ai! Olha só, cortei meu dedo. O que que cê perguntou menino?
O que é hemorródia mãe?
Oxi, onde é que você tá ouvindo essas coisa agora?
Na escola.
Na escola?
É, na escola mãe.
Ah, tá. E sobre o que vocês estavam falando na escola pra falar de hemorróida?
Do cú.
Olha, tu cale essa boca que eu enfio essa esponja com sabão e tudo.
Credo mãe.
Isso é jeito de falar comigo? Explica essa história direitinho.
Ah, é que foi um escritor lá na escola fazer uma palestra sobre literatura, só que não tinha nenhuma sala sobrando pra gente trabalhar, aí a gente ficou na sala da direção. Depois de um tempo a secretária da escola bateu na porta e perguntou: -“Quem é que tem hemorródia aqui?”
É hemorróida.
É, isso memo. Aí o Júnior perguntou: -“O que é hemorródia tia?” Ai ela respondeu: -“É um negócio que dá no meio do olho do...
Olha a esponja!
Mas foi a secretária da escola que disse o palavrão mãe.
Tá, mas você não precisa repetir. E porque ela fez isso?
Ah, num sei. Parece que o Jéferson e o Alife tavam apertando o botão de um interfone que liga a direção lá na sala dela. Só sei que ela tava bem brava.
E o professor, o que fez?
Fez nada. Parece que ele ficou tão surpreso quanto a senhora. Mas ele não quis enfiar uma esponja na boca dela com sabão e tudo.
Devia. Isso é coisa que se fale. Eu vou na escola amanhã esclarecer esse assunto. E você, esquece isso viu.
Tá bom.

Ô mãe?
Quié? Não vem com outra pergunta malcriada que eu te quebro os dentes hein.
Não. É que eu já sei o que vou ser quando crescer.
Ah é, que bom. E o que vai ser?
Escritor.
Ai meu Deus, mais essa. Deixa de bobagem menino. Isso é coisa pra rico. Coisa pra quem tem tempo, tem dinheiro, tem cultura.
Mas mãe, o escritor que foi lá na escola disse que é pobre. E da periferia.
Aí, mais um motivo. A gente tem que trabalhar muito pra sair desse buraco meu filho. Ter uma vida melhor, fica rico. Livro não enche a barriga de ninguém não. Só trabalho, trabalho, trabalho. Aí sim a gente enriquece. Entendeu?
Entendi.

Ô mãe?
Lá vem. Você não quer brincar na rua não Filipe? Ver televisão, soltar pipa, brincar de carrinho? Eu tenho que preparar a janta do seu pai menino.
Então, é sobre isso. O papai sai todo dia de madrugada né mãe?
Sim.
E só volta bem de noitinha né?
É.
O que ele faz?
Como assim, o que ele faz menino. Você tá com onze anos agora, nem bem era nascido seu pai já fazia isso e você não sabe o que ele faz ainda? Ele trabalha ora. Trabalha duro, trabalha muito. Segunda à sábado na firma do Dr. Carlos.
Ah.
E por que a pergunta?
É que eu queria saber: por que é que a gente ainda não é rico?

Xô daqui. Sai. Vai brincar na rua menino!

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Sobre seres humanos!

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