31 agosto, 2006

Francis

Filhos audaciosos

Como se foras um profeta
Assim falou um poeta:
Avante, avante Suzano...
E nestes versos discretos
Descrevo sonhos concretos
Após cinqüenta e seis anos,

Como soubesse o destino
Descreveu em nosso hino,
Esta frase gloriosa...
E da estação piedade,
Tornou-se nossa cidade
Esta pátria grandiosa!

De filhos audaciosos
Guerreiros vitoriosos
Como a família Brandão,
Que a Heráldica brasileira
Pereniza em nossa Bandeira
Suas armarias no Brasão

Filhos que não fulgiram a luta
Entraram numa disputa
Enfrentando as milícias,
Para fazer deste torrão,
Orgulho de uma nação,
Princesa entre as províncias.

Como aves de rapinas
Que voam sobre as colinas
Sem ter medo do escuro,
Os teus filhos arrojados!
Nos orgulha do passado
E nos dar força pra o futuro

Sempre firmes e jubilantes,
Como uma marcha de cadências vibrantes,
Os teus filhos defenderam esta terra,
Homens que a história eterniza,
Filhos que a mãe parabeniza
Como verdadeiros heróis de guerra

Vitoriosos desde o inicio,
Fez da glória o seu princípio,
Este povo triunfante,
Como a ave que gorjeia
Bem falou José Gouvêa,
Suzano, Suzano avante...

Francis Gomes



Alessandra

Sua essência
Verdades e sonhos
Poesia!!!
Desequilibrando...
Minha atmosfera,
Meu corpo e alma!

Alessandra Araújo

Sérgio Vaz

Aristeu, otorrino

Ari era dono de uma boca pequena
E de um olho bem grande.
Zeca era dono de uma boca grande
Falava pelos cotovelos,
Mas não ouvia direito.
Então Ari
Meteu-lhe uma pernada
bem no meio da cara.
Sem dentes pra cuspir
Zeca perdeu a cabeça.
Agora, com duas bocas
Ari trata melhor o nariz alheio.

Sérgio Vaz
poeta da periferia

Quer chegar mais perto?
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=267635

29 agosto, 2006

Livrarias


Onde encontrar o livro 85 Letras e um Disparo do autor Sacolinha?

Livraria Cultura

São Paulo
Conjunto Nacional
Tel: (11) 3170-4033

São Paulo
Shopping Villa Lobos
Tel: (11) 3024-3599

São Paulo
Market Place Shopping Center
Tel: (11) 3474-4033

Porto Alegre
Bourbon Shopping Country
Tel: (51) 3028-4033

Recife
Paço Alfândega
Tel: (81) 2102-4033

Brasília
CasaPark Shopping Center
Tel: (61) 3410-4033

Próximo evento

Itaú Cultural
convida
Itaú Cultural discute a ficção científica brasileira
Especialistas falam sobre a produção do gênero literário no país e sua relação com a realidade
Sala Itaú Cultural (250 pessoas) - Av. Paulista, 149 - São Paulo/SP.
dia 02 de setembro, a partir das 10h30.
entrada franca - não é necessário inscrição antecipada.
confira programação completa nessa mensagem ou no www.itaucultural.org.br
No próximo dia 2 de setembro, sábado, das 10h30 às 19h, o Itaú Cultural promove o encontro Invisibilidade, reunindo autores, editores e críticos para tratar de um gênero literário que sofre de uma crise de identidade no Brasil, a literatura fantástica, especulativa, ou, em termos mais conhecidos, a ficção científica produzida no país.
No período de 1958 a 1976, aproximadamente, o gênero foi objeto de um intenso debate no meio cultural brasileiro, mas acabou por ser considerado apenas mais um produto da indústria cultural de massa, sem qualquer outra relação com a realidade do nosso país.
Esse cenário vem mudando desde o início do século 21 - época, aliás, que um dia serviu de ambientação para histórias futuristas - com o lançamento de livros que afirmam existir uma ficção científica brasileira já há algum tempo, e que ela pode funcionar muito bem como um instrumento de compreensão das peculiaridades do pensamento nacional. Foram duas publicações que mais contribuíram para essa mudança: Viagens às Letras do Futuro, de Francisco Alberto Skorupa (2002), e Ficção Científica Brasileira, de M. Elizabeth Ginway (2004).
No ano de 2006, a presença do astronauta brasileiro Marcos Pontes em uma missão na Estação Espacial Internacional fez muito para mudar o cansado truísmo de que ficção científica não é coisa de brasileiro.
Mas afinal, o futuro da ficção científica brasileira chegou com o século 21 ou perdemos esse foguete da história? O Itaú Cultural abre a oportunidade de manter “a peteca no ar”, com uma roda de debates em torno do assunto, sob a consultoria do ficcionista científico Roberto Causo, eleito Personalidade do Ano de 2004 pelo Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica.
Programação
Sábado, 2 de setembro
10h30 - O silêncio e a marginalização da Ficção Científica Brasileira
A situação do gênero literário no meio acadêmico nacional; as dificuldades editoriais de se promovê-lo; a qualidade do enfoque dado pelo jornalismo cultural.
Debatedores
Dorva Rezende (editor dos cadernos de Variedades e Cultura do Diário Catarinense de Florianópolis/SC),
Marcello Simão Branco (editor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica)
Maria Elisa Cevasco (professora titular do Departamento de Letras Modernas da FFLCH/USP)
  • mediação de Roberto Causo, editor, ilustrador, ensaísta e ficcionista, consultor do Itaú Cultural para esse evento.
14h30 - A Ficção Científica do Brasil e a Relação do Brasileiro com a Ciência e a Tecnologia
Os problemas na difusão da ciência e da tecnologia como elementos estratégicos de desenvolvimento; a ciência brasileira, a ciência internacional e a ciência local na ficção científica brasileira.
Debatedores
Antonio Luiz M. C. Costa (engenheiro, filosofo e colaborador da revista Carta Capital)
Francisco Alberto Skorupa (historiador e autor do primeiro livro sobre ficção científica brasileira, Viagem às Letras do Futuro)
Gerson Lodi-Ribeiro (astrônomo e autor de vários títulos de ficção científica).
  • Mediação de Claudiney Ferreira, jornalista e gerente do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural, área responsável pelo encontro.
17h30 - A Ficção Científica como Expressão Artística
As diferenças entre a ficção científica na literatura e em meios ditos mais populares como os quadrinhos e o cinema; a presença do gênero na poesia, no teatro e nas mídias digitais.
Debatedores
Alfredo Suppia (jornalista científico especializado em literatura, cineasta amador e doutorando em Multimeios)
Silvio Alexandre Ferreira Neto (editor e pesquisador, organizador do prêmio HQMix).
  • mediação de Guilherme Kujawski, autor de ficção científica e editor da revista eletrônica Cibercultura do Itaú Cultural.
Serviço
Invisibilidade
Encontro de Ficção Científica Brasileira
Sábado, 2 de setembro, a partir das 10h30 no Itaú Cultural
Sala Itaú Cultural (250 lugares). Entrada franca.
Av. Paulista 149 – térreo
Fone 11.2168.1777
atendimento@itaucultural.org.br

27 agosto, 2006

Francis Gomes

Meu Brasil

Sou um cidadão comum
Como muitos, infeliz!
Também não sou um poeta
O pessoal é que diz
Mas por viver revoltado
Com o peito machucado
Vou falar do meu país

Nunca vi país tão rico
Quanto a pátria Brasileira
Faz pena muitos políticos
Só sabem fazer besteira
Por isso nosso lugar
Quem vive a trabalhar
É cachorro sem coleira

Meu Brasil, eu te pergunto:
De todo meu coração
Sobre esta tua lei
Chamada constituição,
Que só dar direito aos ricos
Como se não existisse
Pobre em tua nação

Estes teus representantes
São pessoas muito rudes
Ouvem mas não entendem
Minhas palavras são mudas
Por isso que teu progresso
Está sempre em regresso
É sempre o mesmo e não muda

Meu Brasil porque será?
Que você é deste jeito
Tudo existe de bom
Só os ricos tem direito
A um tratamento nobre,
Enquanto trata teus pobres
Sem carinho sem respeito.

Meu Brasil, ver se acorda!
Enfrenta a realidade
Os pobres também precisam
Viver com felicidade
Ver se muda e transforma,
Tuas leis em uma norma
Que sirva a comunidade

Desperta pátria criança
De céu azul como anil
Acorda pequeno jovem
De coração varonil
Mostra que é guerreiro
Vem defender seus direitos
Nas ruas do meu Brasil

Esquece que você é,
Uma pessoa gentil
Vem mostrar para o mundo
A tua face hostil
Vem proclamar a verdade
Desmascarar os covardes
Políticos do meu Brasil

Meu Brasil peço desculpa;
Por falar de te ruim
Sei que você não tem culpa
De tudo que fazem a mim
Mas os teus representantes
Teus políticos ignorantes
Fazem-me pensar assim.


Francis Gomes!

Paulo Pereira

Não te amo

Não, eu não te amo.
E não há como amar.
Somos dois loucos,
Temperamentais de um tempo que não veio.
Inversos de versos que nunca poderão ser escritos.
Não, não me beijes,
Não há razão para gastar salivas e entendimentos.
O tempo se foi e eu me fui de mim mesmo sem levar-te...
Não, eu não te amo.
Talvez nunca tenha amado.
E não chores, nem me deixes chorar.
Eu só quero sorrir.
Não mande o carteiro,
Nem o curandeiro,
Nem o advogado,
Nem o feiticeiro.
Mande-me apenas o mensageiro,
e um ponto final numa folha de papel.

Paulo Pereira

Sobre seres humanos!

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