17 fevereiro, 2009

Agenda Março - Suzano

04 a 31/3
Varal Literário
Todo mês é exposto no corredor do Centro Cultural Boa Vista os trabalhos de um (a) autor (a) da cidade.Neste mês a exposição fica por conta do escritor Marcos Pinheiro Maida.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO

07/3 -16h
Pavio da Cultura

Todos os primeiros sábados de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista, desenvolve o seu sarau com a presença da comunidade recitando poesias, cantando, dançando e se manifestando com sua arte. O homenageado é Lima Barreto.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO

14/3 - 16h
Cine-Cultura
Sempre no segundo sábado de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista exibe um filme para a comunidade local.
Filme do mês: A história de Lampião
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO


14/3 – 20h
Pavio da cultura

Todos os segundos sábados de cada mês, músicos, atores, escritores, poetas, dançarinos e cineastas se reúnem para apresentar seus trabalhos neste sarau. O homenageado dessa vez é o escritor saltimbanco Plínio Marcos.Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180
GRATUITO


20/3 -19h
Fogueira, Literatura e Pipoca

Com a idéia de inovação, a Prefeitura de Suzano cria esse novo projeto que tem o objetivo de incendiar o debate. Numa roda envolta da fogueira, os participantes discutem sobre literatura durante 1h. Depois, durante 1h há um sarau para encerrar a atividade.
Tema do mês: Literatura brasileira de autoria feminina
Facilitador: Prof. Dr. José Maria Rodrigues
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO


28/3 – 20h
Pavio Erótico

A Prefeitura de Suzano realiza de três em três meses um sarau com a temática do erotismo. A entrada é permitida para maiores de 18 anos e quem tiver interesse de apresentar algum trabalho basta chegar com 30 minutos de antecedência.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180
GRATUITO

31/3 – 20h
Trocando Idéias
Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: O Presidente Negro de Monteiro LobatoFacilitador: Escritor Sacolinha
Realização: Associação Cultural Literatura no BrasilLocal: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO

Sacolinha no Provocações

Escritor Sacolinha no programa Provocações da TV Cultura - Exibido em 09 de janeiro de 2009.

Parte 1


Parte 2



Parte 3

11 fevereiro, 2009

[INOCÊNC IA E, OU, FALTA DE CARÁTER... - UMA VISÃO DUAS DÉCADAS DEPOIS.].


No principio era o Vazio Normativo, e, o Vazio Normativo continha a Administração, e, a Administração estava com o homem, e, o homem era a Administração, e, a Administração continha o Cronograma, e, o Cronograma continha o Fluxograma, e, o Fluxograma continha a Organização e Métodos, e, a Organização e Métodos continha a Normatização, ,e, a Normatização continha as Normas, e, as Normas são trilhas e não trilhos...

No entanto, em pleno terceiro milênio há aqueles que, diante da incapacidade funcional, fazem das Instruções Normativas um trilho e não uma trilha; e daí?

Daí que a flexibilização das normas é uma adaga de dois gumes, portanto, ainda que se deva flexibilizar as Instruções Normativas é-nos necessário definir de forma a neutralizar quaisquer viabilidades de insucesso no que tange a essas decisões.

No entanto, há proposições que, em conseqüência do auto risco e de conseqüências inesperadas, devem ser mantidas no trilho e jamais facilitar-se o seu acesso às trilhas administrativas – é o caso que, a seguir, ides ler...

O fato aconteceu com dois personagens reais, ora, identificados por pseudônimos em uma renomada Empresa Estatal.

Chamá-los-emos de [João Souza Wanderley, e, de Simone Oliveira Netto dos Reis]; qualquer semelhança quanto aos nomes será mera coincidência.

Assim é que, João Souza Wanderley, graduado em Administração de Empresas, Chefe do Departamento de Pessoal, na renomada Estatal, e, Simone Oliveira Netto dos Reis, graduada em Jornalismo, atuava na Área de Comunicação Social, na dita Companhia.

Desse modo, endividada , necessitando quitar os saldos devedores com a Credicard, com a Mesbla, com a C&A, e, conseqüentemente, com o Banco Real S. A, Simone, aproveitando-se da prerrogativa de um Programa de Demissão Voluntaria – PDV, solicita ao Chefe da Área de Pessoal uma entrevista – pretende propor um acordo.

Agendado o encontro, Simone propõe ao João Wanderley o seu desligamento do quadro de empregados da Companhia. Para tanto, gostaria de perceber, a título de verba indenizatória, todas as variáveis demissionárias, e, nesse caso, assumiria a responsabilidade de restituir o valor relativo aos quarenta por cento acrescidos sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, o que fora, realmente, restituído conforme Pré-estabelecido.

Não obstante, alguns meses depois, Simone, demonstrando todo o seu status mal caráter, antes do prazo máximo previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, mediante uma representação jurídica , move uma Ação Trabalhista de Reintegração ao quadro de empregados da antiga empregadora – quanta falta de decoro e ética!

A questão crucial que se avilta é:... – Normas são trilhos ou trilhas?

Depende... – se o grau de exibilidade no cumprimento da Instruções Normativas apresentar pequeno risco, claro; deve-se fazer das regras uma trilha e não um trilho; entretanto, se a quebra dos ritos normativos oferecer um risco mais elástico, se deve manter as regras com rigidez e inflexibilidade, e, nesse caso, elas se constituirão em trilhos ao invés de trilhas – é você quem decide!

Quanto ao proposto no texto em tela, o acordo proposto e configurado entre a Simone e a Empresa na pessoa do João Wanderley, Chefe da Área de pessoal, em se tratando de um graduado na cátedra de Administração de Empresas, a decisão coube a ele sobre a liberação ou não, na Rescisão Trabalhista, no que tange ao comando do código para o saque imediato dos valores relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, e, nesse caso, acordado entre as partes, o modelo administrativo ensejou, sem as salvaguardas cabíveis, a abertura da supramencionada Ação de Reintegração de Cargo no quadro de empregados da organização.

Conclui-se, anuir em favor desse tipo de favorecimento é, por assim dizer, uma decisão, indiscutivelmente, arriscada no âmbito de qualquer estrutura administrativa, não obstante, em outros casos os riscos ou são de pequena monta ou, totalmente, inexistentes onde o postulante à cátedra administrativa deverá promover o seu desenvolvimento pessoal de modo a ter condições plenas de decidir sem se expor aos fragmentos que a flexibilização das normas sofram essas eventualidades.

Vale frisar, todavia, que nos Bancos Acadêmicos se ministra aulas teóricas e não administrativas, portanto, o transformar de uma Instrução Normativa, desvinculando-a do trilho, e, ainda que em um momento isolado e de forma momentânea, inferi-la na trilha é uma decisão do Administrador que, como se vê, deve proceder com máximo de cautela e crassa análise a fim de eliminar dos escaninhos da surpresa tais eventualidades...

No mais, aprimore-se e tenha-se em mente... – Normas são trilhas e não trilhos!

Boa sorte!

[ASSASSINATO... - UM DEPOIMENTO CINCO ANOS DEPOIS.].


Venha cá; puxe uma cadeira, ou melhor, o montinho de terra, tire as sandálias, sente-se, cruze as raízes, precisamos conversar...

Sobre o quê?

Sobre tudo, sobre a vida!

Não... – controle-se somente fale; eu escrevo ou gravo.

Como se vê, tens braços, mas não tens dedos, e, assim, não podes fixar a caneta, então, deslizo a esferográfica sobre a face do papel e sugiro na dança lúdica da mini-esfera desenhar as caricaturas das letras que compõem este texto.

Pretendem-se, juntos, trazer à luz o assassinato da tua vizinha ocorrido, lentamente, no cálice do sarcasmo, há exatos cinco anos, um arvorecídio culposo que reedita a falácia... - Arujá cidade natureza!.

Pronta; comecemos a entrevista, o depoimento, sou todo ouvido...

A Tabebuia Impetiginosa inicia a sua fala em língua tabebuiês. Primeiro, apenas, ouço, mas, depois, aciono a tecla “Record, em inglês”, do gravador; necessito gravar o depoimento do vil assassinato.

A Tabebuia Impetiginosa... – [Como se recorda, moramos em Arujá e eu, precisamente, na Avenida João Manoel. Na qualidade de moradora, sou testemunha da negociação de um terreno entre o Supermercado Takahashi e o seu legítimo dono sob o olhar desconfiado da “de cuja”.].

[Pelo que soube, o Takahashi se instalaria com uma filial e, para tanto, era patente os interesses escusos no que tange a vizinha.].

[Dois empecilhos!]. [Arujá sustenta o slogan de zelar pela natureza e a Polícia Florestal vigia, pelo menos, o centro da cidade.]. [Nada alem do que o dinheiro não possa comprar.]. [Afinal, a humanidade é ou não corrupta da raiz dos cabelos a planta dos pés?].

[Aceso o estopim, inicia-se a guerra nipo-brasileira para exterminar a vizinha, ainda que, abrindo mais as minhas folhas para ver, não visse nela um estorvo.]. [Atitudes de um neófito não ecologista.]. [Um deleite ao som ignóbil da moto-serra.].

[A primeira investida; negada, a segunda investida; indeferida, a terceira investida; rechaçada!].

[Resultado... – o jeitinho corrupto.]. [A copa dilacerada; imagine-se a dor, a agonia, o derramar abundante, e, em espessas gotas da seiva aniquila ao vegetal.].

[Os gemidos lancinantes ouviam-se ao longe e, daqui; presencio o soluço daquelas duas quaresmeiras que, protestando, despem-se dos seus vestidos tecido nas flores de tons rosáceos.]. [Que cena triste!].

[Ticos-tico esvoaçam, contestando a derrocada... – agora vi, agora vi, agora vi!].

Misto de temeroso e estarrecido; contemplo a cambaxirra que, desalentada, argumenta em cambaxirrês; poxa moço, onde construo o meu ninho agora? Respondo; não sei; na Serra da Cantareira ou nas matas de São Domingos; por incrível que pareça lá ainda tem ibirápitanga.

Volta-se ao depoimento. Diz a Tabebuia Impetiginosa:... – [O tempo urge. O Takahashi tem pressa. A Prefeitura é indomável. A Polícia Florestal vigilante.].

[As quaresmeiras desnudas lamentam o sofrimento da vizinha, outras arvores choram que fazer?].

Aparto... – poucas falam quaresmês, quase ninguém é ecologista ferrenho como eu, alguns são amantes do meio ambiente... – continue.

[A seiva aquo-oleosa, composta de orgânicos, minerais e uma faina de nutrientes, diante do Auschivitz vegetal é obrigada a absorvera água fervente, sintetizar óleo lubrificante, acido muriático, e, toda a parafernália química porque ao diabólico qualquer ser clorífico é refutável.]

[Ao desumano é impossível perceber o encanto e a beleza das flores, mas saboreia os frutos que não pode produzir em laboratório e, nem assim, as poupa da morte; quanta insensatez!].

[A amiga definha, sem amor, sem Deus, sem paz perante o homem insólito e irreverente, e, na sanha assassina o sofrimento é lento; a morte inevitável.].

O tempo passa e, certo dia, os pássaros mais ecologistas do que a raça humana; externam em passares:... – [Vamo-nos daqui antes que morramos; a paineira, o tio Sam já assassinou!].

Peço uma pausa, me é triste demais; reflito e, então, torno ao depoimento.

[O verão se aproxima, a Sol derrama luz e calor e as arvores, fixas, não podem se locomover a busca de sombras... – resultado.].

[Exposta à radiação solar, envenenada, doente, a paineira sucumbe nas insanidades nipônicas, pois nem o balsamo dos nimbos e a chuva de cinco dias a reanima e a ressuscita para a vida.].

[Assim, sepultada nos cemitérios dos fornos, mais uma, outra e mais outra; daqui a pouco – ah, daqui a pouco! O planeta será um imensurável deserto, sem arvores, sem água, sem recursos naturais e tios Sam, Alemães, Africanos, gentes de toda a raça e credo desaparecerá e serão necessários outros quatro bilhões e quinhentos milhões de anos para restaurar a vida.].

Conclua; Tabebuia Impetiginosa, o seu depoimento.

[Portanto, não me faça sofrer, não me aniquile; não me mate; não me assassine, nem as minhas semelhantes entendam, de uma vez por todas, o meu quaresmês, do contrário, daqui a sessenta anos, não mais do que isso tudo estará dizimado; todo o Terra exterminado, o meio ambiente e a vida no carbono.].

[Pense nisso!].








03 fevereiro, 2009

Soneto ao amor dos astros

Ó ser santo! – Ó ser lúbrico e profundo!
És tu, Ó Sol! – Que amas ao Lua e ao Terra!
Que em teus eclipses arujaenses o amor encerra,
No contato lúdico – ó astro ignoto e vagabundo!

És a Diana se encontrando com Endemião,
Que a noite, mãe caritativa, vem velar.
Entre as estrelas inextricáveis a brilhar;
O simulacro do amor de Isolda e Tristão.

Depois o Lua arujaense solitário, e, em solidão,
Recolhe-se do orgasmo intenso e em tempo vão,
E, aos espasmos lúdicos da melancolia.

No céu azul eivo de estrelas cintilantes e castas,
Aguarda o novo cio, e, creio; isto não lhes basta,
E, Rubião pasmado encontra a alma de Sofia.

Soneto à Sol e ao Lua

Diante da mais natural e crassa amua,
Ainda que entre os dois haja afinidade,
Pergunto, eu, com a razão e a sinceridade,
Por que a Sol não se casou com o Lua?

Seria – quem sabe? Por profundo lamento,
Ou, por uma simples razão de inconstância?
Por certo, não teria sido em logro da distância,
Mas, para evitar o alor ao desamor e ao sofrimento.

Que a Sol ame ao Lua, claro, eu não discuto.
Então, por que há no céu arujaense clima de luto?
E este impulso tão insano quanto alheio.

De especular, eu, deveras já estou farto.
Mas é porque o Lua, sim, mudou de quarto,
E, quando voltou, claro; já voltou cheio.


[Acordo Ortográfico... - um olhar crítico e nada mais.].


Prudentia sapere est distinguire aliqu-una actione quae si quaerere et quod necessariu est evitare... – a prudência é saber distinguir alguma ação que se quer e é necessário evitar – antes que os inimigos de outros idiomas se levantem; eis em seguida a defesa – o texto que, a seguir ides ler, está atrelado à locução verbal [convém evitar].
Os primeiros fótons surgem no zênite do nascente, e, anunciam a alvorada do dia 20 de janeiro – é-me necessário o viver de mais um dia.
Preciso escrever... – mas sobre o quê?
Tomo a esferográfica que, ainda, dorme sobre a mesinha da sala de estar, escolho o assunto a abordar – ortografia – o mais badalado nestes tempos ignotos.
Para começar, na qualidade de Diretor de Cultura do Fórum de Debates Arujá – SP, em nome da Presidência, da Diretoria, dos Conselhos de Administração e Consultivo, bem como do elenco de membros, mais uma vez, faço deslizar a tinta sobre a face do papel, desenho os caracteres romanos para trazer à luz a polemica e dispensável mudança proposta pelo recente [Acordo Ortográfico].
Como se sabe, o português é uma língua derivada do antigo latim originário do latium – lê-se Lácio – e como tal, integra o grupo dos idiomas neolatinos, e, de cujo status fazem parte o espanhol, o italiano, o romeno, o francês, et coetera.
Desse modo, é claro que não devemos adotar a postura das lesmas que se ocultam em seus caracóis, e, é nesse sentido que me sento à mesa para advogar a tese de que, efetivamente, não falamos o português, mas, sim, o brasileiro.
Como parte de minha defesa, lanço mão de uma frase, uma apenas, - sapato marrom está sobre cadeira – nota-se, claramente, pela forma gráfico-sonora do brasileiro – português-brasileiro – sabe-se lá – a ausência do artigo definido, soando ou ressoando, desse modo, desconectado aos nossos ouvidos atentos e sensíveis.
Explica-se – o idioma de Portugal é mais fiel ao latim, e, formalmente, exclui os artigos definidos em sua forma de elaborar as frases.
Por outro lado, o português, na mais pura essência, não possui vernáculas como [Ara-puka, Mara-kuta-ya, Mirï, e, nem tampouco, adota expressões idiomáticas como yg-apo, yg-asu, yga-rape, yta-una, abare-bebe, significando extensão alagada, braço de rio, pedra preta, padre voador. No entanto, a questão se avilta quando a pretensa uniformidade da língua se veste da capa da intangibilidade visual, ainda que conserve a túnica da sonoridade – logo, a menos que se possa provar em contradita, tudo não passa de meras oportunidades para especuladores editoriais e assemelhados no que tange ao aferimento lucrativo.
Daí, o que se vê?
A Comunicação adotar a nova grafia, as escolas se obrigarem a ensinar o sepultamento do trema, a asfixia do hífen, o coma induzido do agudo e do circunflexo, e, isto, por força das mudanças impostas pelo [Acordo Ortográfico]. Não obstante, com exceção a Portugal, Cabo Verde, São Tomé, Príncipe e São Nicolau das Queimadas – fazem o tipo – tô nem aí! Não decidiram quando as mudanças vão começar, e, isto, se é que vão ter início.
As demais postulantes à pretensa unificação – Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste estão como as vagas que se chocam de encontro aos rochedos, pois nem ao menos o validaram na medida em que, ainda, desconsideram as proposições esdrúxulas.
Conta-se que o [Diário da República], uma versão do [Diário Oficial], em Portugal, ainda que se verifique singela imposição do [Ministério dos Negócios Estrangeiros] – versão brasileira do [Ministério das Relações Exteriores] está sendo publicado de conformidade com a [Regula Fidei ad acordu – regra fiel ao acordo] – há tempo – o prazo se estende ao próximo ano 2014.
Como se observa, o Brasil, prestes a integrar ao lado de United States of American, Nippon, Shon-ron, England, Deustchland, Itália e os demais – aos nomes próprios não se ofertam versões – a Comunidade dos Países Ricos, a exemplo de nações menos expressivas no cenário mundial, não consegue identificar na tela iluminada do bom senso a ignóbil inutilidade das mudanças propostas.
A sorte está lançada e a liberdade, ainda que tardia, é a única condição no mundo em que estamos firmados para contradizer inolvidável disparate.
Mudanças na escrita – o acordo ortográfico não enraíza em outros países de língua portuguesa, ou, de alguma derivada, mas Portugal crê no tempo como peso e medida conciliatória, portanto, como se vê, o Acordo Ortográfico não é aceito em outros países porque, na realidade, é caótico, dispensável e insustentável.
Questiona-se...
Onde estão os capacitados Domingos Pascoais Cegala? Por que não se manifestam os lendários Aurélios Buarque de Holanda? O que dizem os Josés Sarney? Por qual razão silenciam os literatos renomados diante de tão inexpressiva propositura? Será que é necessário entrar no cenário uma Elisa Ferraz, uma Rejane da Silva Barros ou um Ademiro Alves de Sousa?
O que se vê?
Analisando em linha de conta o disparate de tal proposição, resta-nos conviver com a imposição antera de uma equalização e com a inutilidade póstera do insondável acordo.
Quem viver verá!

José Lopes
Diretor de Cultura do Fórum de Debates Arujá - SP




Sobre seres humanos!

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