19 agosto, 2010

Ponto de Cultura Círculo das Letras


Confira aqui as principais atividades que serão realizadas no Ponto de Cultura Circulo das Letras.
Apresentação feita por Débora Garcia.










































































17 agosto, 2010

É hoje!





A Associação Cultural Literatura no Brasil levará o Pavio da Cultura para a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O Sarau acontecerá no estande da Fundação Volkswagen hoje (17-08) às 19:30. Neste espaço haverá apresentações de contadores de histórias, sorteios de livros, distribuição de material institucional, realização de saraus, oficinas de Twitter e encontros de Twitteiros Culturais.


Confira a programação completa no link abaixo:


16 agosto, 2010

UM CORPO NO ASFALTO

Noite de sábado. Os embalos conhecidos dos barzinhos onde se reúnem os amantes da boemia, da madrugada.
Calçadas cheias de mesas, um violão, cerveja a vontade, um copo com uisque e um bate papo gostoso, descontraído.
Os problemas são deixados de lado, afinal, é uma roda de amigos. Alguém canta uma canção do Roberto, outro lembra Vandré, canta,¨Pra não dizer que não falei das flores¨Música essa que fez com que Geraldo Vandré passasse maus bocados, num regime militar, ou seja, Ditadura!!Você que está lendo isso aqui, já levou um telefone no pé da orelha?-Não levou? Ainda
bem, nem queira levar. A tua orelha faz DDD, DDI e quase leva você à UTI, dependendo da palma da mão do cavalo.Caramba! você vai dizer. Cavalo tem pata, mas tem homem que em vez de mão tem ¨PATA¨
Vamos retornar ao assunto, das noites de sábado. Onde foi que parei? Ah! lembrei-me. Falava eu das noites da roda de amigos. A noite é propícia a tudo! Os prostíbulos, as praças, os
carros estacionados em ruas desertas onde qualquer dez reais vale tudo ou os Motéis onde homens e mulheres da mais alta classe, perdem a classe. É como Juca Chaves diz:¨Em casa uma dama, na cama uma mundana¨.
A nossa roda de amigos, vai madrugada adentro. De repente aparece um homem, cambaleando para na mesa que estamos.
A barba por fazer, mas bem vestido, oferecemos um copo de cerveja, diz, obrigado já estou indo embora, moro lonje. Continua sua caminhada. Num aceno grita:Adeus! Adeus?
O nosso bate papo retorna. Fico observando aquele homem que vai pra lá e pra cá. A calçada é pequena para ele. Vejo-o tentar atravessar a rua. Os carros passam em alta velocidade.
O homem vai... vai tentar. Não vê dois carros tirando um racha e BUMMM!!! O seu corpo é jogado a distância. Meus amigos dão uma pausa na cantoria. Um deles menos preparado diz:
O homem parecia tão feliz!
Eu que já estou acostumado com as noites de finais de semana, digo ao amigo meu:
-Isso não é nada, não devia, mas é comum acontecer essas coisas. Boquiaberto meu amigo
censura o meu jeito de expressar. É preciso explicar, então retrucando a respeito:
-É assim mesmo, final de noite é assim. Uns retornam para casa, outros ficam aí como esse.
Porque há sempre um corpo no asfalto!!

Paulo ODAIR-do livro Poesia sua vez-Paulo Odair-2008.

14 agosto, 2010

RUA

Que rua é essa?
Onde muitos fazem sua morada?
Qual o mistério, o segredo?
Será a magia da tão procurada liberdade?

Rua de livre trânsito,
Não é de ninguém.
Noites frias, chuvosas, o desconforto,
Às vezes o brilho morto da lua.

Sempre repleta de gente,
Que anda a esmo pelas avenidas,
Quem sabe, à procura de si mesma,
Tentando se reencontrar.

Então, que rua é essa?
Rua de aventuras, coragem, fome de vida?
Seria apenas e tão somente,
Rua da Viagem, seu nome?
PAULO ODAIR.

SOU

Sou sombra, sou nada,
Sou vento, o tempo,
Sou noite, madrugada,
Sou insônia desvairada.

Sou homem sem destino,
Sou criança, sou menino,
Sou casa sem teto,
Sou amigo, desafeto.

Sou contorno, retorno,
Sou ida, sou volta,
Sou ilha, rio, sou mar,
Sou lágrima, vontade de chorar.

Sou paixão, ilusão,
Sou alma, sou coração,
Sou ódio, piedade,
Sou mentira, sou verdade.

Sou relevante, ignorante,
Sou piada, sou ofensa,
Sou amor, sou amante,
Sou poeta, sonhador.

Sou pobre, sou nobreza,
Sou fraco, fortaleza,
Sou inteiro, sou metade,
Sou o não, sou o sim,
Sou início, meio, sou fim.
PAULO ODAIR

Gauches

Quem são eles?
O que pensam?
Por que agem assim?
O que fazer?

De quem é a culpa afinal?
Deles?
Da família?
Do Estado?
Da sociedade?
De Deus?
Ou, do Diabo?

A problemática cresce
E a pergunta permanece.
Quem são eles?

Pervertidos.
Transviados.
Rebeldes sem causa.
Sem causa?

Mal intencionados diante da proteção do Estado.
Proteção?

Vadios.
Pivetes.
Trombadinhas.
Pixotes.
Querôs.
Falcões.
Laranjas.
Marginais.
Menores.
Menores infratores.
Adolescentes em conflito com a lei.
Quem são eles?

Terminologias, ideologias, histórias,
Pessoas, vidas, Seres Humanos,
Algozes.
Vítimas.
Reflexos.
Quem são eles?

Não os conhecemos.
Não os vemos.
Mas... nos incomodam.
Por isso os combatemos.

13 agosto, 2010

AMOR, MENINO TRAVESSO.

O amor não quer explicação,
Vem de um jeito que a gente,
Sente no peito quando,
De mansinho, se acomoda no coração.

Adentra nossa alma,
Fazendo dela o seu ninho.
Hoje, me chegou sem dizer nada,
Colado ao meu ouvido, murmurou:
Me aceita ,por favor, quero seu carinho.

O amor, é assim,
Como um menino,
Faz o que bem quer, no homem, na mulher.
Ele nos vira ao avesso.
Ah! esse amor..
Menino travesso.
Paulo odair.

Sobre seres humanos!

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