25 abril, 2016

Trocando Ideias



“Trocando Ideias” discute obra de Manoel de Barros nesta terça-feira (26/4)

Com entrada gratuita e aberto ao público em geral, projeto será realizado às 19 horas na Sala de Teatro da Cia. Atores InSanos, abrigada na Faculdade Piaget (Av. Mogi das Cruzes, 1.001, Jardim Imperador, em Suzano)

“Memórias Inventadas”, o primeiro livro de prosa de Manoel de Barros será o tema da edição de abril do "Trocando Ideias", projeto de discussão literária da Associação Cultural Literatura no Brasil (ACLB). A atividade reunirá os autores regionais na terça-feira (26 de abril), na Sala de Teatro da Cia. Atores InSanos, abrigada na Faculdade Piaget (Av. Mogi das Cruzes, 1.001, Jardim Imperador, em Suzano) e terá início as 19 horas.

A entrada é gratuita e voltada a escritores, vestibulandos, estudantes e todos os interessados que tenham lido a obra em questão. O encontro, que tem por objetivo despertar o gosto pela leitura e promover o contato dos autores com diferentes gêneros literários terá como facilitador o escritor e membro da ACLB Francis Gomes.

Como explica o coordenador do projeto, Francis Gomes, o “Trocando Ideias” é um momento para ampliar conhecimentos e enriquecer a formação literária:

“É uma oportunidade de conhecer diversas culturas e diferentes estilos literários dos autores em debate, estimular a leitura e fortalecer esse hábito”, destaca.

O "Trocando Ideias" foi idealizado com o objetivo de promover uma discussão crítica em torno de obras da literatura nacional e internacional, de modo a contribuir com o enriquecimento cultural e intelectual de seus participantes. Este ano o projeto será realizado bimestralmente e em suas edições irá intercalar o debate sobre prosa e poesia.

Os próximos títulos que serão debatidos no projeto são: "A Civilização do Espetáculo", de Vargas Llosa; "Espumas Flutuantes", de Castro Alves; "Miguel e os Demônios", de Lourenco Mutarelli; e "A Comédia de Alissa Blum", de Manoel Herzog.

MEMÓRIAS INVENTADAS

“Memórias Inventadas – As infâncias de Manoel de Barros” reúne os versos do que o autor considera suas três infâncias (infância, mocidade e velhice). O estilo único do poeta se completa com as iluminuras de Martha Barros, sua filha e pintora.


Poeta de Cuiabá, no Mato Grosso, Manoel Wenceslau Leite de Barros é o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários. Foi vencedor do Prêmio Jabuti duas vezes, em 1990 e 2002, com as obras "O guardador de águas" (1989) e "O fazedor de amanhecer" (2001). Os livros do poeta foram traduzidos e publicados na França, nos Estados Unidos, na Espanha e em Portugal.

18 abril, 2016

Papo reto sobre o IMPEACHMENT

Não podeis da pátria filhos,
nem verás contente a mãe gentil
Brava gente brasileira
Perto está  o agressor viril
As terríveis ímpias falanges
De face  dura e hostil
Feriram o peito e a alma
Com ira e astúcias mil
Com suas infâmias e grilhões
Zombam  dos guerreiros do Brasil

Eu não podeira ficar calado. Não seria poeta, nem o patriota que digo que sou. Não seria o nordestino de que sinto orgulho de ser.
Não teria outra forma se começar este texto se não por este poema.  Ao ver muitos deputados eleitos pelo voto popular na votação do Impeachment  da presidente Dilma Rousseff falando, por sinal a única verdade que foi mencionada por todos que votaram SIM.
EM NOME DE MINHA FILHA, MEU FILHO, MINHA ESPOSA,  MÃE. EM NOME DO MEU BRASIL.
Isso sim era verdade. Porque fizeram aquilo não pela nação brasileira, não pelos filhos do Brasil, mas sim, pelos filhos deles  por seus familiares e pelo o Brasil deles.
Porque Brasil deles não é o nosso Brasil. O Brasil deles é um Brasil onde somente os filhos deles tem direito a estudar em uma faculdade. Um Brasil em que somente seus filhos  suas esposas e familiares tem direito a comprar um carro, um celular de última geração, um computador, notebook  enfim um Brasil como falou o imbecil de um jornalista e comentarista de Santa Catarina:  QUALQUER MISERÁVEL PODE COMPRAR UM CARRO, E AFIRMOU, ISSO É CULPA DO LULA QUE POPULARIZOU O AUTOMÓVEL. AGORA QUALQUER MISERÁVEL TEM UM CARRO.
Então, este é o Brasil que eles bem falaram, PELO MEU BRASIL, um Brasil onde o pobre tem que continuar miserável e rico cada vez mais rico. Um Brasil onde o nordestino, o preto, o pobre os favelados não podem deixar se ser escravos dos ricos. Assim como a casa grande nunca gostou quando nossos irmãos escravos faziam festas, continuam esbravejando quando a senzala deixa de ser senzala para ser muito mias que um Quilombo.

Então Meu Brasil, por que será,
Que você é deste jeito?
Tudo existe de bom,
Só os ricos têm direitos
A uns tratamentos nobre
Enquanto trata teus pobres
Sem carinho, sem respeito.

Desperta pátria criança
De céu azul como anil.
Acorda pequeno jovem
De coração varonil.
Traz a bandeira no peito
Vem defender seus direitos
Nas ruas do meu Brasil.

Esqueça que você é,
Uma pessoa gentil.
Vem mostrar para o mundo
A tua face hostil,
Vem proclamar a verdade
Desmascarar os covardes
Políticos do meu Brasil

Sim. Desmascarar  os covardes e corruptos políticos, defender nosso Brasil, porque eles defenderam e sempre defenderam o Brasil que eles querem, não o Brasil que queremos e precisamos.
Então acorda Brasileiros  vamos defender o Brasil de nosso filhos o nosso Brasil.

Francis Gomes





11 abril, 2016

Sarau LiteraturaNossa - Abril de 2016

Sarau LiteraturaNossa marcará adesão da ACLB ao movimento contra o golpe

Edição de abril que acontece nesta sexta-feira, dia 15, também contará com oficina de turbantes Preta Rainha, o lançamento do livro "Humanidade", de Raimundo Alves Rodrigues, e o lançamento dos calendários poéticos

O Sarau Literatura Nossa de abril será especial. Nesta edição, programada para sexta-feira (15 de abril), a Associação Cultural Literatura no Brasil (ACLB) fará sua adesão ao movimento #ArteContraOGolpe que integra o movimento #PeriferiasContraOGolpe e desde o último dia 8 vem realizando uma série de ações na cidade em defesa da democracia. Na programação também consta a oficina de turbantes Preta Rainha, o lançamento do livro "Humanidade", de Raimundo Alves Rodrigues, e o lançamento dos calendários poéticos.

O projeto que conta com o apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC) do governo do Estado de São Paulo será realizado às 19h30 na Comunidade Kolping (Rua Cumbica, 630, Jardim Revista, Suzano, próximo ao bazar e à Escola Estadual Oswaldo de Oliveira Lima).

OFICINA

Com duração de  duas horas, a oficina de turbantes terá início às 18 horas, antes do sarau, e os interessados devem se inscrever previamente, pois há somente 20 vagas. Outras informações pelo telefone (11) 96680-4065, pela home page www.literaturanobrasil.blogspot.com/ ou pelo Facebook Sarau LiteraturaNossa.

O objetivo da oficina é compartilhar e vivenciar algumas técnicas de "amarrações", tendo como referência inicial os turbantes africanos, de países como Moçambique (aprendido em Maputo) e Angola. Será ministrada pela designer Débora Marçal, co-fundadora da Capulanas Cia. de Arte Negra, coreógrafa e figurinista do Instituto Umoja.

Serão ensinados quatro tipos de amarrações" coque flor 1, coque flor 2, realeza e baduh, bem como a simbologia histórica e cultural dos turbantes. Ao final do curso o (a) participante levará para casa o tecido utilizado, que será disponibilizado na oficina. Embora tratada como "amarração", em  90% dos turbantes não se dá nenhum nó com o tecido na cabeça.

Débora também é fundadora da Empresa Preta Rainha, que desenvolve bolsas, acessórios, roupas e figurinos a partir do diálogo entre a estética africana, diaspórica, popular entre outras. Ministra oficinas de tranças, turbantes, danças brasileiras, afrobrasileira e dança negra contemporânea.

“HUMANIDADE”

Em "Humanidade", Raimundo Alves Rodrigues canta em versos líricos recheados de metáforas, o ser humano nas mais variadas culturas e épocas, abordando virtudes, valores e anseios em âmbitos individuais e coletivos da sociedade. Tudo isso reunido em mais de 70 poemas. O autor nasceu e reside em Mogi das Cruzes. É licenciado em Letras e trabalha como docente. É autor do livro "Poesiação" (2012, LP-Books).

         CALENDÁRIOS

Projeto pioneiro que tem por objetivo o incentivo à leitura através de novas mídias de divulgação, os calendários poéticos foram introduzidos este ano pela ACLB com o objetivo de estimular e reconhecer a participação dos artistas/escritores/leitores, bem como garantir a difusão de bens e produtos culturais. O lançamento ocorrerá concomitantemente ao sarau.

O projeto contou com dez autores participantes e serão distribuídos ao todo de forma gratuita 10 mil calendários nos saraus, em escolas e outros locais culturais da cidade e região.

“A expectativa é que esse material repita o sucesso de outros que lançamos em anos anteriores, a exemplo dos postais e imãs poéticos, vídeos de literatura, CD’s, entre outros instrumentos que ajudam a difundir o acesso à literatura”, diz Landy Freitas, coordenadora do Sarau LiteraturaNossa.

03 abril, 2016

Calendário 2016






 


A Associação Cultural Literatura no Brasil, uma associação que tem como objetivo principal o incentivo a leitura e aos novos escritores, tem usado e ousado utilizar muitos meios diferentes para alcançar seu objetivo.
No ano de 2015 alem dos, dos projetos, trocando ideias, comunidade do conto e saraus nas escolas, marca registrada da ACLB, inovou com o lançamento de textos de novos escritores por meio dos imãs poéticos e cartões postais.
Este ano de 2016 virão muitos outros projetos, para despertar nas pessoas o gosto pela leitura, entre eles, o CALENDÁRIO POÉTICO, onde escritores e poetas da associação, juntamente com alguns autores convidados terão seus textos publicados em calendários de bolso.
O intuito é unir o útil ao agradável, fazer com que as pessoas não esqueçam seus compromissos e despertar o gosto pela leitura àqueles que ainda não tem este hábito, com mensagens de reflexão e simples entendimento.
O projeto busca alcançar, pelos menos vinte mil leitores por meio da distribuição gratuita dos calendários, onde cada participante receberá uma conta de oito centos unidades.
Não percam o lançamento do CALENDÁRIO POÉTICO, será no próximo Sarau Literatura Nossa, da Associação Cultural Literatura no Brasil, na kolping do Jardim Revista 15/04/2016 as 19:00.
Não para por aí, em breve, canetas poéticas, aguardem.

Associação Cultural Literatura no Brasil, não tem barreiras, obstáculos nem distância, capaz de parar nosso sonho de um mundo melhor por meio do incentivo a leitura.

Quem ler enxerga melhor.


29 março, 2016

Escola de Itaquá recebe Sarau LiteraturaNossa nesta quinta (31/3)


Escritores da ACLB se apresentarão para 200 alunos do Ensino Médio da Estadual Vereador Maurício Alves Braz; ainda há vagas para outras unidades interessadas em receber o projeto de incentivo à leitura

A Escola Estadual Vereador Maurício Alves Braz, em Itaquá, receberá nesta quinta-feira (31 de março), às 19h30, os escritores da Associação Cultural Literatura no Brasil (ACLB) que comandarão o Sarau LiteraturaNossa. O projeto de incentivo à leitura e divulgação dos autores regionais continua recebendo inscrições e as escolas interessadas podem fazer o agendamento com Débora Garcia pelo telefone e WhatsApp (11) 98598-4495, com Sacolinha pelo telefone e WhatsApp (11) 9952-63561 ou entrar em contato pelo e-mail literaturanobrasil@gmail.com.


O Sarau nas Escolas está inserido no pacote de projetos desenvolvido pela ACLB por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC). Durante a apresentação para 200 alunos do Ensino Médio da Escola Maurício Alves Braz haverá sorteio de brindes e seleção de estudantes participantes para estampar seus versos em Canetas Poéticas. A ação lançada este ano tem por objetivo disseminar a poesia e divulgar as produções literárias do grupo.

A seleção ocorrerá entre os meses de fevereiro e abril e o lançamento das Canetas Poéticas será sempre na edição do tradicional sarau do Jardim Revista, entre os meses de maio a setembro. Ao todo, serão confeccionadas 250 Canetas Poéticas com o texto de cada autor selecionado, que receberá em contrapartida por sua participação uma cota de 25 canetas com o texto de sua autoria. A cota restante será destinada para distribuição gratuita nas demais atividades realizadas pela ACLB.

O Sarau nas Escolas tem por objetivo promover uma aproximação entre os escritores com o público leitor. Para receber a atividade, a escola precisa, necessariamente, desenvolver algum projeto de leitura com os alunos que justifique a ida dos escritores à unidade escolar.
“É uma forma de estimular o gosto pela leitura nos educandos por meio dessa aproximação entre estudantes e escritores, contribuir com as atividades em sala de aula e promover um momento de descontração, tornando o aprendizado algo mais prazeroso. Durante nossa ida às escolas, deixamos os alunos à vontade para se apresentarem e interagirem com o grupo e o desempenho é sempre positivo”, destaca a poetisa Débora Garcia, responsável pelo projeto Sarau nas Escolas e membro da ACLB.
A Escola Estadual Vereador Maurício Alves Braz, em Itaquá fica na Rua Pixinguinha, sem número, no Jardim Maragojipe, em Itaquaquecetuba.









12 março, 2016

Sarau LiteraturaNossa - Março de 2016

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Sarau LiteraturaNossa faz referência ao mês da mulher

 Próxima edição será na sexta-feira (18 de março), às 19h30, e contará com o lançamento da Antologia "Mais Uma" e a presença da organizadora Carla Pozo, além da performance musical e teatral com o grupo Levante Mulher

 A Associação Cultural Literatura no Brasil (ACLB) promove na sexta-feira (18 de março) mais uma edição do tradicional Sarau LiteraturaNossa, que trará uma programação que faz referência ao mês da mulher. Entre as atrações estão o lançamento da Antologia "Mais Uma" e a presença da organizadora Carla Pozo, além da peformance musical e teatral com o grupo Levante Mulher.

 O projeto que conta com o apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC) do governo do Estado de São Paulo será realizado às 19h30 na Comunidade Kolping (Rua Cumbica, 630, Jardim Revista, Suzano, próximo ao bazar e à Escola Estadual Oswaldo de Oliveira Lima). Outras informações pelo telefone (11) 96680-4065, aqui pela home page www.literaturanobrasil.blogspot.com/ ou pelo Facebook Sarau LiteraturaNossa.

 A coordenadora do projeto, Landy Freitas, explica que também haverá sorteios de livros, camisetas, DVD de literatura, imãs-poéticos, postais poétics e outros produtos literários. Os participantes ainda poderão levar publicações para participarem do “Escambo de Livros às Escuras”, iniciativa inusitada que visa a promover a circulação de obras que, muitas vezes, ficam esquecidas em casa.

 Para participar, basta separar um livro de conto, poema, cordel, entres outros gênero, com exceção de obras didáticas, técnicas e apostilas escolares, e levar para trocar no Sarau. A única exigência é que após a troca não será possível devolver o título e tentar retirar outro. Uma nova troca só poderá ser feita no Sarau seguinte.

          “O projeto leva esse nome pelo fato de realizar trocas de livros de forma um tanto quanto inusitada, pois ninguém sabe qual livro vai retirar da caixa. É uma forma que encontramos de fazer os frequentadores do Sarau darem uma utilidade às publicações que andam empoeiradas na estante”, diz.
 A exemplo do que ocorreu no ano passado, com a publicação de várias obras em postais e imãs-poéticos, durante as apresentações do Sarau serão selecionados poetas ou escritores para estampar seus versos em canetas personalizadas. O regulamento pode ser consultado no blog: http://literaturanobrasil.blogspot.com.br/

 “ROSAS”

 A performance “Rosas”, do Coletivo Levante Mulher, é um espetáculo que discute a relação de gênero, o patriarcalismo, o capitalismo e, sobretudo, o machismo imposto, produzido e reproduzido no cotidiano, com referências ao processo histórico e cultural que reduziu as mulheres ao termo pejorativo de “sexo frágil”, ou seja, a violência que atinge a vida da mulher por dentro e por fora. O espetáculo traz também a força para se erguer, transformar e romper com velhos paradigmas, mostrando que as Rosas falam e lutam.

“MAIS UMA”

 Com a organização de Carla Pozo, o projeto “Mais Uma” nasceu em novembro de 2014 com a proposta de ser inicialmente apenas um livro. O projeto cresceu e ganhou uma concepção artística que vai dialogar com o leitor entre letras e imagens, reunindo o trabalho de 35 mulheres.

29 fevereiro, 2016

Comunidade do Conto

E nesta quarta-feira, 2/3, teremos a 2ª edição de 2016 da Comunidade do Conto. O tema em que nós, contistas, estamos debruçados é "Álcool e Juventude". Segue o texto do professor Sérsi Bardari, que foi quem mediou a nossa discussão na 1ª edição. 

Álcool e Juventude: uma combinação explosiva

Sérsi Bardari

Jovens e álcool, esse binômio parece sempre ter dado liga.
Herdeira das tradições greco-romanas, a sociedade ocidental nunca deixou de beber na fonte dos ritos religiosos dedicados a Dionísio, o deus do vinho. A celebração dos Mistérios Dionisíacos, como eram conhecidos tais festejos na Grécia Antiga, implicava a ingestão de agentes tóxicos, para induzir transes que erradicavam as inibições.
Por vivenciarem um momento em que grandes transformações corporais e psíquicas ocorrem em suas vidas, era, e ainda é, comum aos jovens sentirem-se deslocados, ou seja, destituídos de referências que lhes deem segurança para assumir a própria identidade. Relacionado a essas situações, na mitologia, vamos encontrar Dionísio como aquele que acorre aos introvertidos, isto é, aos que sentem vergonha de se expressar socialmente.
  Nas Dionisíacas, festivais de teatro realizados em Atenas, os atores das peças em honra ao deus do vinho usavam máscaras, símbolos da submersão de sua identidade na de outrem. Como pano de fundo das cenas teatrais, ocorria a apresentação do coro, fortemente representativa da dissolução do indivíduo no coletivo. Os membros do coro dionisíaco dançavam e cantavam em uníssono, de modo que cada participante era simplesmente fração insignificante do todo. Nesses eventos, regados a muito vinho, toda a individualidade deveria ser ofertada a Dionísio, para que, por catarse, pudesse ser reconhecida.
A partir do século XX, o desafio de assumir a individualidade será tema de discussão constante entre psicólogos e educadores dedicados a estudar a passagem da adolescência para a vida adulta. As mudanças no corpo, como tamanho, peso, proporção, surgimento de pelos, maturidade dos órgãos genitais, entre outras, obrigam o jovem a aceitar a perda da condição infantil e a projetar uma forma de identidade no mundo adulto. Esse processo de transformação não raramente emerge acompanhado de medos e fortes crises existenciais.
O jovem experimenta então uma época em que sente a necessidade de comparar o modo como ele se vê com o modo como os outros o percebem. Essas imagens, na maior parte das vezes, não coincidem. A diferença gera desequilíbrios que se manifestam ora pela recusa, consciente ou inconsciente, em renunciar aos cuidados oferecidos pelos pais, ora pela dificuldade em assumir responsabilidades. É o momento em que a tentação de dissolver-se no coletivo ou refugiar-se no mais recôndito dos isolamentos é grande. Na atualidade, essa espécie de fuga tem sido verificada, em geral, como um mergulho profundo no ambiente virtual ilusório das redes sociais.
Os mecanismos de defesa utilizados contra a angústia inerente a esse período são vários, de acordo, evidentemente, com as condições socioculturais em que o jovem esteja inserido. Ele pode tanto eleger ídolos com quem se identifique quanto participar de grupos nos quais os padrões de comportamento pautem-se por referências bastante claras. Manifestações de egocentrismo e narcisismo também são passíveis de ocorrer, como forma de tentar equilibrar o pensamento formal, ou seja, uma visão idealizada do mundo, com a realidade circundante.
A distância observada entre esses dois universos é que vai impulsionar o jovem a, em certas situações, negar os modelos de comportamento vigentes e a tentar empreender revoluções políticas e sociais, quase sempre frustradas, dadas as imposições fortemente enraizadas na conjuntura estabelecida no seu em torno. De outro lado, a busca imediatista por relacionamentos afetivos que o ajudem a livrar-se da dependência emocional da mãe ou do pai resulta, em muitos casos, em amargas decepções.
Tudo isso, somado a um contexto cultural em que o álcool surge como droga lícita e de fácil acesso, leva o jovem a buscar na embriaguez algum alívio para pressões emocionais. Aprende-se desde cedo, inclusive dentro dos lares, que bebida alcoólica é o combustível ideal para todas as ocasiões em que a alegria deve prevalecer. Jantares especiais, festas, churrascos e demais comemorações, até mesmo religiosas, são regadas a cerveja, vinho, uísque, vodca, cachaça, entre outras.
Além disso, o cinema, a televisão, a propaganda, em todos os meios, só fazem reforçar os efeitos transcendentes causados pelos álcool. Elegem ídolos juvenis como testemunhas desse poder. Para além da alegria, prometem que, pela ação da bebida, é possível solucionar dificuldades e problemas, tornar-se criativo, fazer sucesso, viabilizar conquistas, empreender realizações. Enfim, sugerem que, bebendo, se pode obter tudo o que qualquer cidadão ocidental busca como ideais.
Não se trata aqui de emitir algum juízo de valor moralista.  Apenas observa-se que, na mente de indivíduos adultos, bem formados, conscientes, reflexivos, tais promessas são facilmente percebidas como apelos publicitários que movem a indústria. No entanto, em um país cujo ensino básico é deficitário, em que o número de famílias econômica e/ou afetivamente desestruturadas é grande, e políticas públicas voltadas para a juventude são inexistentes ou de péssima qualidade, todo esse incentivo ao hábito de beber pode ser devastador, especialmente entre população “adultescente”, que busca referências para a formação da própria subjetividade.
Na falta de mediadores a orientar o consumo moderado de álcool, a literatura e seu forte apelo catártico pode fazer alguma diferença.

Sobre seres humanos!

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