28 dezembro, 2005

Retrospectiva 2005

Entrevista com Fernando Bonassi

L.B: Quando você teve o interesse pela leitura e pela escrita?
F. Bonassi: Aos 12 anos me apaixonei por uma menina que não me olhava na cara. Comecei a escrever bilhetes pra ela, que não enviava... apesar de não enviar, me sentia mais aliviado ao escrever, ao relatar pra mim mesmo o drama desse amor. Percebi que queria isso, me aliviar do peso de uma existência sem graça. Por isso escrever.

L.B: A escritora Nélida Pinon disse que o papel do escritor é de despertar a ira de uma consciência. Qual o seu papel como?
F. Bonassi: Escrever é aliviar-se e colocar um ponto de vista no mundo, dar uma pernada na morte e aprender a aproveitar o prazer. O livro ajuda, mas a consciência desperta por sua própria experiência.

L.B: Qual a sua formação acadêmica?
F. Bonassi: Sou formado em cinema na USP.

L.B: Quais as suas influências literárias?
F. Bonassi: Li Henry Miller e Graciliano Ramos como se fossem bíblias!

L.B: Por que você não escreve poesia?
F. Bonassi: Não vejo diferença entre prosa e poesia. Talvez a única seja que os chamados poetas não encham a página de letrinhas, o resto, quando bom, é igual.

L.B: O livro "Graduado em Marginalidade" do escritor Sacolinha, será lançado neste ano. Você que já leu essa obra nos fale o que achou?
F. Bonassi: A periferia vista por seus habitantes é o mais importante fenômeno cultural brasileiro nos últimos dez ou vinte anos.

L.B: Tem idéia de quantas cópias de todos os seus livros já foram vendidas?
F. Bonassi: Alguns milhares, mas tenho 19 livros publicados. Não vendo muito livro. Vivo deles, de artigos e palestras. Fiz um pacto de não fazer propaganda ou jornalismo, que são a morte do escritor.

L.B: Você foi co-roteirista de diversos filmes que usa a temática da violência e também co-roteirista do programa Castelo Ra Tim Bum da TV cultura. Nos fale dessa experiência, tendo em vista que os filmes envolvem as drogas e a violência no geral e o programa Castelo Ra Tim Bum aborda a questão da educação e do lado infantil.
F. Bonassi: Escrever pra cinema é, a cada trabalho, mergulhar num mundo novo. Me preparo (lendo, refletindo, entrevistanto gente experiente) pra cada filme e aprendo com ele. Quando a pesquisa e a escrita é feita sem compromissos sacanas, o publico sente e o filme é apreciado. Gente grande ou pequena precisa ser tratada com clareza!

L.B: Você está sempre escrevendo algum livro, um roteiro, uma coluna para um site ou para um jornal. Ás vezes não lhe falta o que escrever?
F. Bonassi: Eu gosto de escrever e passo o dia fazendo isso. Quando a vontade é fraca, ouço meus rocks, leio alguns escritores e me aqueço.

L.B: Hoje você vive de literatura?
F. Bonassi: Vivo de tudo o que faço junto: livros, artigos, palestras, roteiros e peças de teatro. Um escritor brasileiro tem que ser multimídia se quiser pagar as contas com sua ficção.

L.B: Raramente haverá chances de surgir novos escritores já que as editoras só investem num escritor que já é nacionalmente conhecido. Como você vê isso, sendo que os escritores inéditos não encontram chances no mercado editorial?
F. Bonassi: Lamentável. As grandes editoras deviam ter uma linha de inéditos, mas só os pequenos fazem isso. De todo modo, hoje em dia é muito mais fácil publicar do que há vinte anos. As pequenas e médias editoras são uma ótima porta de entrada da nova literatura.

L.B: Qual a sua opinião sobre o estilo "Literatura Marginal"?
F. Bonassi: A boa literatura sempre foi marginal à sua época. Só não podemos vestir a camisa do marginal e sair praticando literatura careta. Marginal também, precisa ter estilo próprio, clareza e verve poética.






Entrevistado: Ferréz

L.B- Você já tem 3 livros lançados, é colunista da revista Caros Amigos, sempre tem alguém te pedindo um texto, uma entrevista ou uma palestra. Você não tem formação acadêmica. O seu talento e técnica vem de onde?
Ferréz: Acho que dos treinos constantes, acredito muito que a leitura me ajuda nisso, hoje leio mais de 3 horas por dia, e sempre escrevi muito, desde poesia a letras de rap, é treino.

L.B- As suas expectativas foram superadas?
Ferréz: Quase todas, ainda falta eu terminar um livro infantil e tenho outros projetos.

L.B- Por que o livro intitulado “Diário de uma favelada” de Maria Carolina de Jesus, que foi lido em 24 países, não se tornou um clássico?
Ferréz: Boa pergunta, mas é um clássico para nós, que nos identificamos.

L.B- Há dois anos atrás quando estava gravando o seu Cd, você chegou a afirmar em algumas entrevistas que não faria shows por que isso é ilusão, mas depois que o trabalho esteve pronto, muitos locais te chamaram para se apresentar e você aceitou. O show do Ferréz não é uma ilusão?
Ferréz: É verdade, aceitei dois shows porque tinha no contrato da gravadora, depois parei em definitivo, tudo que sobe no palco e depende de luzes e apetrechos é uma ilusão, nisso eu errei, mas estava no contrato.

L.B- Nesse ano de 2005 o escritor Sacolinha irá colocar nas livrarias o seu primeiro livro, você que já leu esse romance, o que achou?
Ferréz: Achei bom por ser tratar de um primeiro livro, quem me dera que meu primeiro fosse assim. Tem futuro o moleque, e é legal ver o crescimento, vi desde o primeiro conto dele e é legal ver a evolução.

L.B- Os escritores quando não são nacionalmente conhecidos, sempre encontram dificuldades para lançar o seu livro por uma editora. Como foi para lançar o seu primeiro livro “Fortaleza da desilusão”, e como se deu o lançamento do segundo “Capão Pecado"?
Ferréz: Foi muita luta e quase enlouqueci no meio da fita, mas não tem uma regra, o nome do talento é esforço.

L.B- Qual é o primeiro passo para a independência literária?
Ferréz: Fazer o que você acredita, e não se prender em fórmulas.

L.B- Há muitos escritores conhecidos que apenas são respeitados por conta do nome. Na periferia o talento é como o leite fervendo na panela, mas o devido reconhecimento não tem, pois falta um nome. Por que esse contraste?
Ferréz: Não entendi a pergunta, mas acho que o nome também vem de um trabalho, e os que só tem o nome e não escrevem bem não vão muito longe.

L.B- Você sempre costuma dizer: “Leiam muito”.O que a leitura pode fazer por uma pessoa sem atitude e sem articulação?
Ferréz: Dar atitude, articulação e fazer ela viver com mais intensidade.

L.B- Quais são as suas influências literárias?
Ferréz: Várias, hoje leio muita coisa, Des Hemingway, Hesse etc.

L.B- Por que “Literatura Marginal” e não apenas “Literatura”?
Ferréz: Porque somos da margem, somos de algum lugar bem esquecido, não somos como eles, e nem queremos ser, somos de um país marginal, um lugar que só há deveres e não direitos.






Entrevista com Sérgio Vaz

L.B- Até agora os seus leitores só leram poesias, você não escreve outros estilos literários?
Vaz: Por enquanto só publiquei poesias, mas tenho algumas crônicas, e já escrevi uma peça de teatro.


L.B- Aqui no Brasil o índice de leitores é muito baixo. Isso é falta de iniciativas do governo ou é a falta de interesse da população?
Vaz: De tudo um pouco. O governo nunca vai incentivar a leitura, por motivos óbvios e o povo (uma parcela), se deixa render à mediocridade. Não acredito que somos vitimas.

L.B- Realismo, Simbolismo, Modernismo e agora a época Contemporânea. Como poderíamos chamar a próxima época?
Vaz: Acho que não devíamos rotular a poesia.

L.B- O Sacolinha lançará este ano o romance “Graduado em Marginalidade”, você escreveu uma poesia para este livro. Nos fale sobre esta participação.
Vaz: Coube a mim a parte poética, e contei, no poema, a história de um marginal inspirado no livro do Paulo Coelho "O alquimista". Acho que ficou legal. O livro do Sacola tá muito aguardado e eu quero aproveitar uma caroninha para me promover ás custas dele. he! he!

L.B- A poesia sofre um grande preconceito por parte das editoras. 80% dos leitores brasileiros declararam não ler poesia por não entenderem. Fernando Pessoa foi um grande poeta, mas só vendeu um livro em vida. Como você vê essa situação?
Vaz: As editoras comportam-se como as gravadoras, e só se importam com lucro imediato. Só isso. As pessoas que não gostam de poesia não gostam de literatura de uma forma geral. É preciso cavar espaço. Quanto a Fernando Pessoa (grande poeta) quero ter mais sorte em vida.

L.B- Toda quarta-feira ás nove da noite, vários artistas escritores da periferia da Zona Sul se reúnem num bar para declamar poesias. Por conta de vizinhos, policiais e a visão ruim que um bar tem, tudo contribuía para dar errado. Por que deu certo?
Vaz: Deu certo porque a gente quis. Quando todo mundo quiser realmente mudar as coisas elas vão mudar. Tem muita gente fingindo que quer a mudança, mas nem ele muda. Deu certo porque a gente quis.

L.B- Nos fale do livro “O Rastilho da Pólvora”.
Vaz: É o resumo poético de três anos de Sarau na Cooperifa com alguns convidado como, Sacolinha, Buzo, Erton, Du gueto, entre outros.

L.B- Já diz o Sacolinha, “Não há literatura que descreva a figura Sérgio Vaz”. Quem é essa figura?
Vaz: Vindo dele é um grande elogio. Mas não sou nada mais fruto do meio em que vivo. Só que, com um pouco de coragem e muita ousadia.

L.B- Você já está preparando um próximo livro?
Vaz: Estou preparando uns poemas para uma exposição de fotos para o aniversário de Taboão da Serra e aguardando o livro do Sacola.





Entrevistado: Escritor Alessandro Buzo

L.B: Nélida Pinon diz que o papel do escritor é de despertar a ira de uma consciência. Qual o seu papel como escritor?
Alessandro Buzo: Como escritor da periferia o meu papel é incentivar a leitura daqueles que não leêm nada, que na periferia é comum. Logo, ele se identificando com meu trabalho pode mudar isso, tenho amigo que leu O TREM e nunca tinha lido nada, hoje lê varios livros, fico orgulhoso com isso.

L.B: Quando está escrevendo você se preocupa com as técnicas literárias?
Buzo: Não, só tenho o primeiro grau, Deus me deu o dom e escrevo, mas sem preocupações.

L.B: Prosa, poesia, crônica, conto... Qual categoria você se encaixa?
Buzo: Faço crônica e conto, gosto de poesia mas tenho poucas minhas.

L.B: Tem influências literárias?
Buzo: Não, minha influencia é o meu dificil dia a dia, ponho no papel as dificuldades que enfrento.

L.B: O primeiro romance do Sacolinha, Graduado em Marginalidade, está em análise na editora. Você assina o prefácio, nos fale dessa participação.
Buzo: O livro do Sacolinha é muito bom, fiquei feliz em fazer o prefacio porque o Sacola é guerreiro, o que ele faz pelo povo de Suzano nenhum prefeito eleito vai fazer, mas quem vai pagar ele não é o contra cheque no fim do mês, quem vai pagar o Sacola é Deus.

L.B: Em quatro anos você escreveu dois livros. Atualmente você escreve para vários veículos de comunicação, há rumores de que não demora em lançar a sua terceira obra. Escrever é uma necessidade pra você?
Buzo: Sim, é pura necessidade, porque se não decarregar minha neurose no papel iria me tornar um terrorista, sou revoltado até a alma com as dificuldades sociais, poucos com muitos e muitos com quase nada.Vou lançar meu terceiro livro ano que vem, vou pegar no pé da CPTM (Companhia Paulista dos trens metropolitanos), mas vou pegar pegando, aguardem.....

L.B: O seu segundo livro “Suburbano Convicto” está alcançando as expectativas?Buzo: Ele custa R$ 25,00 nas livrarias e R$ 20,00 comigo, logo é foda vender, o povo não tem o habito de ler e por isso é duro sacar vinte conto e dar num livro, mas mesmo não vendendo como agua eu estou tranquilo e acho que dentro da realidade ele está alcançando as expectativas sim, estou bastante satisfeito.

L.B: Você costuma desenvolver eventos culturais no seu bairro, na verdade desenvolve o papel que cabe ao governo federal e a prefeitura municipal. Qual a sua opinião sobre isso?
Buzo: Não adianta esperar pelo governo ou prefeitura, faço evento com qualidade, quando a prefeitura faz evento por aqui ( Itaim Paulista ) é com Axé, forró e coisas populares, mina de shotinho rebolando, prefiro nem colar, promovo o FAVELA TOMA CONTA, no dia das crianças distribuimos 2.000 kites de doces, sem apoio de nenhum comerciante e nem do governo, no dia 19 de dezembro tem a quinta edição e vamos sortear 3 bicicletas e 200 exemplares do livro VIVENDO COM A VIDA - ACREDITAR É REALIZAR da escritora BABI AKYLLA, além de levar grandes nomes do RAP NACIONAL como Enganjaduz, Sabedoria de Vida, Walter Limonada, Panico Brutal, e varios outros.....Acho que a prefeitura tinha que contratar os agitadores culturais que existem nos bairros periféricos e não mandar um mano que nunca fez um evento com o cargo de PROMOTOR CULTURAL, fazer evento é para quem é e não para quem quer, mas agora com o PSDB será o fim, o povo ignorante tirou a Marta que foi a prefeita que mais fez pela periferia, o jeito é continuar fazendo por nós mesmos.

L.B: Quais os seus projetos literários?
Buzo: Lançar um livro por ano.

Um salve: A Deus que me fortalece, minha familia (Marilda e Evandro), todas as favelas e manos do hip hop, a todos que escrevem, não desistam, aos manos do LITERATURA NO BRASIL, da COOPERIFA, da 1 DA SUL, do MOOHB, do ENRAIZADOS, e todos que leram meus livros e meus textos, especialmente para você que acabou de dispensar um tempo para ler essa entrevista.PAZ !!!!!!!!!!!!!




Entrevista com Marçal Aquino!

L.B: Como você conseguiu lançar o seu primeiro livro?
Meu primeiro livro, um volume de poemas chamado “Por bares nunca dantes naufragados”, foi lançado por uma editora pequena, de Campinas, graças ao interesse de um professor que tive na universidade.

L.B: Nos fale da sua mania de ouvir as conversas alheias.
Tenho claro que minha literatura nasce na rua, da observação das grandezas e indigências de que é capaz a maravilhosa espécie humana. Sempre é isso, algo do real, que deflagra a vontade de escrever e a minha imaginação. Daí, dentro desse “processo” de observação, as conversas alheias são uma matriz muito rica. Não tenho pudor de dizer que presto muita atenção no que as pessoas dizem umas às outras. No mínimo, aprendo a escrever diálogos.

L.B: Quando está escrevendo você se preocupa com as técnicas literárias?
A linguagem nunca é meu primeiro interesse. Me interessa ou a trama ou o personagem. A técnica vem a reboque disso. Procuro apenas botar no papel aquilo que vem à minha cabeça, sem grandes preocupações com linguagem.

L.B: Qual a sua opinião em relação á literatura de auto-ajuda?
Eu não considero literatura os livros de auto-ajuda. São outra coisa. Talvez receituários que fazem bem à alma de algumas pessoas, mas não à minha.

L.B: E a Literatura Marginal?
Sabe que, no fundo, toda literatura (independentemente da temática ou da forma de publicação) pode ser chamada de marginal no Brasil? É o que eu acho. Afinal, o que são 3 mil exemplares (tiragem média dos livros) num universo de quase 200 milhões de brasileiros?


L.B: Anatole France diz: “Acaricie o texto até que ele sorria para você”. Os seus textos são muito trabalhados?
Como eu disse, a técnica nunca é uma preocupação primordial para mim. Escrevo do jeito que posso, à mão, em cadernos, e na hora de passar para o computador faço um trabalho de correção e cortes. Não vai muito além disso.


L.B: Por que você não escreve poesia?
Eu já escrevi poesia. Mas sou muito exigente. E acabei chegando à conclusão de que aquilo que eu chamava de poesia era, na verdade, prosa disfarçada – imagine: meus poemas tinham tramas e até personagens. Daí que, por respeito à verdadeira poesia (de gente como Drummond, Bandeira, Murilo Mendes e Jorge de Lima, meus favoritos), abandonei completamente qualquer veleidade de poeta, e passei a dedicar todo meu esforço à prosa.

L.B: As editoras costumam encomendar com os escritores renomados, livros que falem do assunto que está chamando a atenção no momento. Já aconteceu isso com você?
Eu não tenho nenhum problema com os “textos encomendados”. Basta que eu tenha tempo, interesse no tema e que ache que tenho algo a dizer sobre aquilo.

L.B: Você se mantém financeiramente do que escreve, ou tem algum trabalho paralelo?
Eu vivo do meu trabalho como jornalista free-lancer, e não de literatura, nem dos roteiros que escrevo para o cinema, que apenas ajudam a pagar as contas em casa.

L.B: Tem influências literárias?
Acredito que muita gente me influenciou. Mas não só gente da literatura. O cinema sempre me influenciou, desde garoto. Na verdade, eu acho que tudo influencia um escritor. A vida, enfim.

L.B: Como você encara a relação editora e escritor desconhecido?
Atualmente, está um pouco melhor do que no tempo em que comecei a tentar publicar meus textos. Há muitas editoras, de todos os tamanhos, que estão dispostas a ler um original de um estreante. Basta que o livro certo chegue às mãos certas. Nesse aspecto, continua como naquele tempo: tudo que um escritor iniciante precisa é de perseverança. Afinal, antes de mais nada, ele precisa acreditar naquilo que está pretendendo publicar. Acreditar com o coração cheio de paciência e tolerância para eventuais rejeições.

L.B: O que é o livro de contos “O amor e outros objetos pontiagudos?”.
O livro O amor e outros objetos pontiagudos, publicado em 1999 pela Geração Editorial, era parte de um projeto que criamos chamado “Território Brasileiro”, que incluiu ainda O pavão misterioso, de Roniwalter Jatobá, e O céu e o fundo do mar, do Fernando Bonassi. No meu caso, era um conjunto de contos em que eu vinha trabalhando fazia anos – meu livro anterior era de 94. Então nesses cinco anos escrevi alguns relatos, deixei outros pela metade. Acho que o livro fala, sobretudo, de amor, dos vários tipos de amor. E de outras coisas também, dos tais “objetos pontiagudos”.

L.B: Todo artista tem ou vive um momento de reflexão sobre a vida. Alguns deles acabam se suicidando, bebendo, se drogando ou desistindo de tudo. Você já passou por um momento assim?
Não, minha vida é absolutamente normal.

L.B- Realismo, Simbolismo, Modernismo e agora a época Contemporânea. Como podemos chamar a próxima época?
Não tenho a menor idéia de como vão chamar esta nossa época.


L.B: Quer falar algo que não perguntamos?
Está sendo lançado nesta semana pela Companhia das Letras meu novo romance, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, com o qual estou comemorando vinte anos da publicação do meu primeiro livro.





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Cidinha da Silva em Suzano