25 agosto, 2006

Sérgio Vaz

Um Dia
(para Jeferson De)

Um dia
O menino não tem
o que comer, é faminto.
Noutro, não tem
onde morar, é de rua.
Outro dia lhe falta família, é órfão.
Adiante
trabalha numa usina
de carvão, é escravo.
Agora pouco,
com revólver na mão,
era príncipe
pé na bola, rei.
Um dia inteiro
de uma vida
Cabe dentro da eternidade
do menino.
Num dia
nasce
vive
e morre.
Depois vira filme,
Nas mãos
de um outro menino
Que o socorre.

Sérgio Vaz

Vem aí, Colecionador de Pedras, 20 anos de poesia!

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