17 janeiro, 2006

Poesias Inéditas!

FEITO FÊNIX
por Carlos Silva


Procuro aqui,

o que acho que me espera
Noutro lugar, bém além daqui.
Dentro de mim,

as dúvidas estão fora da certeza.
Pensamentos voam por entre fios de torres de alta tensão, más não sinto o "choque" me impulsionar.
Contudo, fervilha no meu cerebro o magnetismo dos eletrodos amassando a massa cinzenta e tudo parece escurecer.
Tento alçar vôos, más os pés fincados não permitem o avanço.
Não, não permitirei estático que o meu figado seja dilacerado pelos bicos de aves de quem muito me PROMETEU.
Teimo, renasço a cada dia e me vejo feito FÊNIX.
Meus problemas, eu sei: Não são maiores do que a minha capacidade de resolvê-los.
Abro as asas, e a alta tensão serve apenas para eletrizar a rota que tenho que seguir,confiante rumo ao meu EU.


Abraços, Carlos Silva (feliz dois mil e tantos)
(11)9790-7789
(75)3612-1100

www.serradoapora.com.br




O CASULO E O BUEIRO
(Dedico o Axé dessa criação à Sílvia Lorenso)

Eu sou aquela que explode e voa.
Eu sou o barro no casco do bode
Sou a flor negra, a mulher-leoa.
A dos olhos queimando o lenço.
Sou o galão furado vazando silêncio.
A que geme no banho, sozinha, ginasta.
O mamilo vendido, a chana gasta.
Sou a gosma no caminho, a distância que se arrasta.
A casulo, o bueiro, a asfixia, a mulher-lesma
Que ainda encontra em si, a si mesma.
Sou a que banca a alforria do marido e do filho.
No bingo de domingo, sou o grão de milho.
A tramela trincada, o despejo, o exílio.
Sou a avenida tomada,
e a esperança cansada
que não quer entender mais nada.
A corrente de dentes pontudos.
A boca cheia de gritos mudos.
Sou o calendário em fatias de carne viva.
Sou a que xinga, a que ginga e se esquiva.
A que perturba, a que estuda
A que madruga em minas e canta, altiva.

Allan da Rosa

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