10 abril, 2006

A hora do...

Rush

Outra noite de cidade se aproxima
Sem a lua para refletir teu sol
Quase nada é minha vida assim sozinha
Esquecida entre pedestres e faróis.

Vou sozinha nessa erosão de vida
Que é a rua nesse horário de tumulto.
Na agulha destas palhas sou um deles:
Sou Maria, sou Josés e sou Raimundos.

A buzina de um carro me atrapalha
O farol de um caminhão me denuncia.
Dez mil sombras a vagar pela cidade.
Toda a noite é um turbilhão de luzes.

E eu preciso é de alguém que corresponda
Nessa angústia a um sorriso conhecido,
Que no meio destas sombras arrastadas
Me interrogue, me traduza e me ilumine.

Maria Nilda (Dinha)

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